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Tropaeolum majus L.

Família: TROPAEOLACEAE

Nome científico: Tropaeolum majus L.

Nome popular: capuchinha / flor-de-chagas

  

Tropaeolum majus - Kolforn - Canto das Flores 8

Foto: Kolforn / Creative Commons BY

Tropaeolum majus - Kolforn - Canto das Flores 9

Foto: Kolforn / Creative Commons BY

Tropaeolum majus - Canto das Flores 2

Tropaeolum majus - Canto das Flores 1

Tropaeolum majus - Canto das Flores 4

Tropaeolum majus - Canto das Flores 5

Tropaeolum majus - Canto das Flores 6

Fotos: Ricardo Cardoso Antonio

Barra exsicata

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Tropaeolum majus - exsicata

 

 

Foto: Sandra Zorat Cordeiro

Barra verde - características

Tropaeolum majus, a popular capuchinha ou flor-de-chagas é uma espécie proveniente do continente americano, das regiões da cordilheira andina, ocorrendo entre a Bolívia e a Colômbia. Levada pelos exploradores espanhóis à Europa, no século XVII, rapidamente caiu no gosto popular, sendo comercializada e cultivada em quase todo o mundo1tanto pela sua beleza como pelas suas propriedades medicinais e alimentícias. 

A capuchinha é uma erva perene, com caules suculentosprostrados e de ápice ascendente, muito ramificados, que atinge cerca de 50 cm de altura. Suas folhas são alternas, pecioladas, de formato orbicular, peltadas, discolores, com face adaxial verde e pouco pubescente, e face abaxial verde-esbranquiçada, totalmente pubescente. As flores são solitárias, axilarespediceladas, vistosas e campanuladas. Possui 5 sépalas, comumente amarelas, sendo que três delas se unem, formando o calcar (ou espora); a corola possui 5 pétalas, geralmente laranjas, mas podendo ainda ser vermelhas, amarelas ou brancas, com estrias escuras na face interna das duas pétalas superiores e franjadas na porção mediana das três pétalas inferiores. Seu fruto é tipo tricoca, de pericarpo carnosoindeiscente.

Cultivada em jardins e hortos, a flor-de-chagas é muito utilizada na composição de maciços, bordas, jardins de rochas e canteiros, sendo também utilizada como forragem e, usualmente, em suportes, tornando-se pendente. Por ser muito apreciada por insetos, principalmente lagartas, pode ser usada como controle de pragas, evitando a predação de outras espécies cultivadas em conjunto. É também muito comum em áreas perturbadas, sendo considerada uma espécie ruderal bastante agressiva, por conta de seu crescimento rápido e sua fácil propagação. Na medicina tradicional, a capuchinha possui indicações pertinentes com propriedades farmacológicas demonstradas em estudos científicos, dentre elas: atividades expectorante, antiespasmódica, antisséptica, anti-hipertensiva, anti-inflamatória, diurética, sedativa, antibacteriana e antifúngica. 

Não bastando, a capuchinha ainda é uma PANC: com exceção das raízes, seus caules, folhas, flores e até sementes são comestíveis. Seus caules e pecíolos podem ser consumidos cozidos, refogados ou na preparação de bolinhos. Suas folhas e flores possuem sabor fresco e picante, parecido com rúcula ou agrião, sendo consumidas, comumente, em saladas, mas podem ser utilizadas em patês, massas verdes, pizzas, pães e risotos. As flores são extremamente valorizadas uma vez que, além do sabor, são também utilizadas na ornamentação dos pratos. Seus frutos e sementes podem ser preparados em conserva, consumidos como alcaparras, e as sementes, se torradas e moídas, substituem a pimenta-do-reino. 

Curiosamente, tanto os nomes mais populares desta espécie, assim como seu nome científico, se originam da pareidolia*, o fenômeno de reconhecer algo familiar em estruturas completamente aleatórias. Seu nome popular mais conhecido, capuchinha, é uma alusão à flor vista por trás, onde o conjunto das sépalas e o calcar (ou espora) formam uma estrutura muito semelhante a um capuz (capucho), daí o nome. Já flor-de-chagas é um nome envolto em religiosidade, uma vez que faz comparação das cinco pétalas com as cinco chagas de Cristo, já que também existem plantas desta espécie com as flores vermelhas.

O nome do gênero, Tropaeolum, é um diminutivo, se origina do grego τρóπαιον (trópaion) e do latim tropaeum, e significa "pequeno troféu". A explicação é um tanto poética, mas requer uma certa imaginação... Batizado por Linnaeus, o nome Tropaeolum sugere que as folhas da capuchinha representam pequenos escudos e, suas flores, pequenos capacetes: itens da armadura dos cavaleiros derrotados que eram dependurados sobre suas lanças nos campos de batalha como sinal de vitória da companhia rival, ou seja, as capuchinhas seriam pequenos troféus de batalha. O epíteto específico, majus, vem do latim e significa maior, em referência à outra espécie, comparativamente menor, o Tropaeolum minus2, a chamada capuchinha-anã, com flores pequenas e endêmica das regiões montanhosas do Peru e Equador. 

Folhas e flores num jardim... Escudos e belos capacetes reluzem ao sol... Pequenos troféus num campo de batalha imaginário... E lá vai Linnaeus, colocando um pouco de poesia e devaneio, ainda que em latim, no metódico e regrado mundo da taxonomia vegetal...

Autoria: Sandra Zorat Cordeiro

 

Tropaeolum majus - Seed Annual 1896

1a - Tropaeolum majus L. - Capa do Catálogo de Plantas e Sementes Perry Seed Store (1896).

 

Tropaeolum majus - Seed Annual 1898

1b - Tropaeolum majus L. - Capa do Catálogo de Plantas e Sementes Cox Seed Company (1898).

 

Tropaeolum minus MNHN

2a - Tropaeolum minus L. em Collection des vélins du Muséum national d’histoire naturelle, vol. 45: t. 13

 

Tropaeolum minus

2b - Tropaeolum minus L. em Botanical Magazine (Curtis), vol. 3: t. 98 (1790)

 

*Pareidoliafenômeno psicológico que faz com que as pessoas reconheçam padrões nas coisas, buscando ver composições relevantes (imagens de rostos, animais ou objetos) em estruturas aleatórias.

Barra verde - referências bibliográficas

GBIF - Global Biodiversity Information Facility. Tropaeolum majus L. Disponível em: https://www.gbif.org/species/2889934. Acesso em: 20 Jul. 2020.

Mato no prato. Capuchinha. Disponível em: http://matonoprato.com.br/panc1/capuchinha/. Acesso em: 20 Jul. 2020.

Missouri Botanical Garden - Plant Finder. Tropaeolum majus L. Disponível em: http://www.missouribotanicalgarden.org/PlantFinder/PlantFinderDetails.aspx?taxonid=264612&isprofile=0&. Acesso em: 20 Jul. 2020.

Plant Illustration. Tropaeolum minus L. Disponível em: http://www.plantillustrations.org/species.php?id_species=1038254&mobile=0&uhd=0. Acesso em: 20 Jul. 2020.

Quattrocchi, U. CRC World Dictionary of Medicinal and Poisonous Plants: Common Names, Scientific Names, Eponyms, Synonyms, and Etymology. Reimpressão. Boca Raton: CRC Press. 2012.

Ranieri, G.R. Temperos e condimentos não convencionais (PANC). Disponível em: http://www.matosdecomer.com.br/2016/11/temperos-e-condimentos-nao.html. Acesso: 20. Jul. 2020.

Reis, F.C. Componentes de produção de capuchinha (Tropaeolum majus L.), influenciados pela aplicação de nitrogênio e fósforo em um Latossolo Vermelho Distrófico2006. Dissertação. (Mestrado em Agronomia - Produção Vegetal), Universidade Federal da Grande Dourados. Dourados (MS).

Rigolon, R. Nomes Científicos. Os curiosos nomes da capuchinha. Disponível em: https://www.facebook.com/NomesCientificos/posts/1370640533086455/. Acesso em 20 Jul. 2020.

Sangalli, A. Resíduos orgânicos e nitrogênio na produção de biomassa de Tropaeolum majus L. 2003. Dissertação. (Mestrado em Agronomia - Produção Vegetal), Universidade Federal da Grande Dourados. Dourados (MS).

Souza, J.P. & Souza, V.C. Tropaeolaceae. In: Wanderley, M.G.L., Shepherd, G.J., Giulietti, A.M., Melhem, T.S., Bittrich, V., Kameyama, C. (eds.) Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, vol. 2, pp: 347-348, 2002.

Zanetti, G.D.; Manfron, M.P.; Hoelzel, S.C.S. Análise morfo-anatômica de Tropaeolum majus L. (Tropaeolaceae). Iheringia, Série Botânica, v. 59, n. 2, p. 173-178, 2004.

Zardo, A.; Otenio, J.K.; Lourenço, E.L.B.; Gasparotto-Júnior, A.; Jacomassi, E. Levantamento de informações etnobotânicas, etnofarmacológicas e farmacológicas registradas na literatura sobre Tropaeolum majus L. (Chaguinha). Arquivos de Ciência e Saúde da UNIPAR, v. 20, n. 3, p, 195-198, 2016.

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