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Plectranthus scutellarioides (L.) R.Br.

Família: LAMIACEAE

Nome científico: Plectranthus scutellarioides (L.) R.Br.

Nome popular: coleus, tapete, coração-magoado

 

Plectranthus scutellarioides - Canto das Flores 5

Plectranthus scutellarioides - Canto das Flores 7

Plectranthus scutellarioides - Canto das Flores 8

Plectranthus scutellarioides - Canto das Flores 9

Plectranthus scutellarioides - Canto das Flores 10

Fotos: Sandra Zorat Cordeiro

Plectranthus scutellarioides - Canto das Flores 4

Plectranthus scutellarioides - Canto das Flores 1

Plectranthus scutellarioides - Canto das Flores 2

Fotos: Ricardo Cardoso Antonio

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Plectranthus scutellarioides - exsicata

Foto: Matheus Gimenez Guasti

Barra verde - características

Plectranthus scutellarioides ou, simplesmente, coleus. Esta planta, nativa do sudeste asiático, vem sendo usada, desde meados do século XIX, em jardins tropicais e em projetos paisagísticos e de ornamentação, pela sua belíssima e incrível folhagem variegada. Há muito vem sofrendo hibridizações para a seleção de cultivares que apresentem folhas com diferentes combinações de cores, padrões e tamanhos, com predileções para cultivo a pleno sol, sombra ou interiores.

No início do século XIX, as variedades de coleus não apresentavam esta diversidade de cores, padrões, hábitos ou formatos das folhas. Foi a partir de 1851 que o holandês M.J.A. Willink apresentou o primeiro coleus ornamental híbrido, a partir de uma variedade obtida em Java. Em 1877, W. Bull introduziu inúmeros cultivares de coleus no mercado paisagístico e passou a produzir sementes em grande escala, possibilitando aos agricultores a produção de suas próprias combinações, o que gerou um certo desinteresse na sua comercialização, retomado apenas na década de 40. Desde então, centenas de cultivares de coleus passaram a ser desenvolvidos e comercializados como planta ornamental.

Esta espécie se apresenta como uma erva ou arbusto que atinge 1,5 m de altura, com caule ereto ou procumbente, semi-lenhoso na base, com porção transversal quadrangular. Sua filotaxia é oposta-cruzada, com folhas pecioladas, de formato ovalado, atenuado na base e acuminado no ápice, com margem podendo ser crenadadenteada, lobada ou inteira, dependendo do cultivar. As folhas são multicoloridas e apresentam inúmeros padrões de coloração em vermelho, rosa, roxo, púrpura, verde, marrom, amarelo ou laranja, sendo de maior importância ornamental que as flores. Suas inflorescências são terminais, racemosas, tipo panícula, com flores de cálice persistente após sua senescência e corola gamopétala e bilabiada, podendo ser roxa, azulada ou branco-azulada.  

Embora seja cultivada intensamente com fins ornamentais, na medicina tradicional, é empregada no tratamento de má-digestão, dores de cabeça, hematomas, edemas, contusões, e doenças de pele. É ainda utilizada no tratamento de diarreia e cólicas, e possui propriedades cicatrizantes, anti-helmínticas, digestivas e sedativas. Entre os índios Mazatecas, da região de Oaxaca, no sul do México, o coleus possui uma associação ritualística com outra espécie de Lamiaceae: Salvia divinorum. Ambas são mastigadas, como tabaco, sendo utilizadas em práticas mágico-religiosas como plantas adivinhatórias. Cabe ressaltar que, até o momento, não foram encontradas substâncias psicoativas em nenhuma espécie de Plectranthus.

Apesar da antiga nomenclatura genérica - Solenostemon e Coleus - ainda ser muito utilizada, sendo esta última usada como nome popular, ambas foram desconsideradas taxonomicamente e as espécies foram incluídas em Plectranthus (Harley et al., 2004). Análises baseadas em Filogenia, porém, revelaram que o gênero Plectranthus, como descrito em 2004, era parafilético, portanto, taxonomicamente não válido, e assim, em 2019, houve uma reclassificação, sugerindo que parte das espécies do gênero Plectranthus migrassem para o então recriado gênero Coleus. Desta maneira, Plectranthus scutellarioides foi reincorporado a Coleus, sendo referenciado como Coleus scutellarioides (L.) Benth. (Paton et al., 2019). Na nossa publicação, utilizamos Plectranthus scutellarioides, pois a alteração ainda não consta da lista de referência de nomes oficialmente aceitos (The Plant List, 2020).

O gênero Plectranthus vem das palavras gregas plectron, que significa esporão e anthos, que significa flor, em referência à forma de esporão das flores de alguns membros do gênero. Seu epíteto específico origina-se da palavra latina scutella, que significa um pequeno prato ou pires, como um escudo, relacionado à forma do cálice, persistente após a senescência das flores. Já o gênero Coleus provém do grego koleus, que significa bainha, em alusão ao estames fundidos, formando um tubo.  

Esclarecidas as idas-e-vindas entre gêneros na confusão taxonômica que envolve esta espécie, a literatura é unânime em afirmar que independente do nome, a beleza do coleus é inconfundível.

Texto: Sandra Zorat Cordeiro

Barra verde - referências bibliográficas

CABI - Invasive Species Compendium. Plectranthus scutellarioides (coleus). Disponível em https://www.cabi.org/isc/datasheet/118545. Acesos em 30 Mar. 2020.

CODD, L.E. Plectranthus (Labiatae) and allied genera in Southern Africa. Bothalia, v. 11, n. 4, p. 371-442, 1975. 

Harley R.M.; Atkins, S.; Budantsev, A.; Cantino, P.D.; Conn, B.; Grayer, R.J.; Harley, M.M.; De Kok, R.; Krestovskaja, T.; Morales, A.; Paton, A.J.; Ryding, O.; Upson, T. Labiatae. In: Kadereit, J.W. (Ed.) The Families and Genera of Vascular Plants, (Lamiales). Springer: Berlin, Vol. 6, 167–275. 2004.

Lorenzi, H. (2015) Plantas para jardim no Brasil – herbáceas, arbustivas e trepadeiras. 2ª. ed., São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora.

Lukhoba, C.W.; Simmondsb, M.S.J.; Paton, A.J. Plectranthus: A review of ethnobotanical uses. Journal of Ethnopharmacology, v. 103, n.1, p. 1-24, 2006

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North Carolina Extension Gardener - Plant Toolbox. Coleus scutellarioides. Disponível em: https://plants.ces.ncsu.edu/plants/coleus-scutellarioides/. Acesso em 30 Mar. 2020.

Paton, A.; Mwanyambo, M.; Culham, A. Phylogenetic study of Plectranthus, Coleus and allies (Lamiaceae): taxonomy, distribution and medicinal use. Botanical Journal of the Linnean Society, v. 188, n. 4, p. 355–376, 2018. 

Paton, A.J.; Mwanyambo, M.; Govaerts, R.H.A.; Smitha, K.; Suddee, S.;Phillipson, P.B.; Wilson, T.C.; Forster, P.I.; Culham, A. Nomenclatural changes in Coleus and Plectranthus (Lamiaceae): a tale of more than two genera. PhytoKeys, v. 129, p. 1-158, 2019.

Quattrocchi, U. CRC World Dictionary of Medicinal and Poisonous Plants: Common Names, Scientific Names, Eponyms, Synonyms, and Etymology. Reimpressão. Boca Raton: CRC Press. 2012.

Schultes, R.E.; Hofmann, A.; Rätsch, C. Plants of the Gods: Their Sacred, Healing and Hallucinogenic Powers. Rochester, Vermont: Healing Arts Press. 1998.

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Useful Tropical Plants. Plectranthus scutellarioides (L.) R.Br. Disponível em: http://tropical.theferns.info/viewtropical.php?id=Plectranthus+scutellarioides. Acesso em: 30 mar. 2020. 

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