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Malpighia emarginata DC.

Família: MALPIGHIACEAE

Nome científico: Malpighia emarginata DC.

Nome popular: acerola

 

Malpighia emarginata - Canto das Flores 2

Malpighia emarginata - Canto das Flores 3

Malpighia emarginata - Canto das Flores 4

Malpighia emarginata - Canto das Flores 5

Fotos: Ricardo Cardoso Antonio

Malpighia emarginata - Canto das Flores 6

Malpighia emarginata - Canto das Flores 7

Fotos: Sandra Zorat Cordeiro

Barra exsicata

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Malpighia emarginata - exsicata

Foto: Matheus Gimenez Guasti

Barra verde - características

Nativa das Américas, a acerola é o fruto de uma arvoreta de cerca de 2,5 a 3 metros de altura, a aceroleira, cientificamente denominada Malpighia emarginata, que não ocorre naturalmente no Brasil, mas possui, por aqui, o status de cultivada. Seus ramos, com filotaxia oposta, formam uma copa globosa, com folhas de formato oval a elíptico, levemente discolores, sendo a face abaxial pouco mais amarelada. Suas inflorescências são do tipo cimeiras axilares, possuindo até 8 flores que variam da cor rosa claro a escuro até vermelho; no cálice, encontra-se um par de elaióforos circundando a base da face externa de cada uma das sépalas, característica comum aos membros da família Malpighiaceae. A corola é dialipétala, com 5 pétalas de borda franjada ou irregular, sendo uma das pétalas maior que as demais. Os frutos que se desenvolvem - as acerolas - são do tipo drupoide; quando maduros são comumente globosos e de cor vermelha brilhante, com polpa carnosa, suculente e doce, mas ligeiramente ácida. 

A aceroleira, também denominada West Indian Cherry (Cereja das Índias Ocidentais), é uma planta cultivada, desta forma, as variedades são obtidas a partir de sementes e por clonagem dos espécimes mais interessantes do ponto de vista agronômico e comercial; assim, são selecionadas plantas que apresentam alta produção de frutos de tamanho médio a grande, frutos com sabor equilíbrado entre docura e acidez, com alto conteúdo de suco e alto teor de vitamina C, característica esta que garante sua procura no mercado consumidor de frutas e seus derivados. 

Os frutos, quando ainda verdes, são muito utilizados pela indústria farmacêutica pois apresentam elevados teores de vitamina C. Embora a acerola possa ser consumida fresca, quando madura, é preferencialmente utilizada na produção de polpas e sucos pasteurizados e congelados, sendo ainda usada como matéria-prima para o preparo de conservas, geleias, sorvetes, néctares, xaropes e balas, usualmente combinada com outras frutas para incremento dos teores finais de vitamina C do produto. 

A denominação correta da aceroleira tem causando alguma controvérsia, pois três nomes científicos vêm sendo utilizados para sua denominação: Malpighia emarginataM. glabra e M. punicifolia. De acordo com a literatura mais recente e com determinação do International Board of Plant Genetic Resources (IBPGR), os dois últimos são denominações de uma mesma espécie e constituem sinônimos; além disso, diferem da aceroleira verdadeira pois seus frutos são menores, insípidos e não suculentos. Popularmente, estas espécies devem ser denominadas falsa-acerola ou acerola-miúda. 

O nome do gênero, Malpighia, bem como a família botânica a que pertence, Malpighiaceae, são uma homenagem de Linnaeus ao italiano Marcello Malpighi (1628-1694), médico, anatomista, botânico e biólogo. É considerado o "Pai da Microanatomia" e primeiro histologista da história, pois foi um dos primeiros a utilizar o então recém-inventado microscópio para estudar estruturas que eram desconhecidas, tanto em plantas como em animais. As descobertas de Malpighi contribuiram de modo imensurável para o desenvolvimento da Biologia, em todas as suas áreas; foi ele que descobriu e descreveu, dentre outros: (i) a rede de capilares pulmonares, explicando a difusão do oxigênio para o sangue; (ii) as papilas gustativas na língua humana e suas conexões nervosas; (iii) os feixes de nervos que passam ao longo da coluna vertebral; (iv) a funcionalidade dos rins; (v) a origem da bile; (vi) os detalhes e as diferenças entre as impressões digitais humanas; (vii) a estrutura e o desenvolvimento do bicho-da-seda; (viii) a estrutura e o desenvolvimento dos embriões de aves. Algumas estruturas por ele descritas levam o seu nome e são corriqueiras nas aulas de Biologia: túbulos de Malpighi, nos insetos; corpúsculo de Malpighi (atual corpúsculo renal) e camada de Malpighi, na epiderme de animais.

Exímio desenhista e sendo um dos poucos anatomistas da época que estudavam plantas, escreveu o Anatome Plantarum, em 1671, com consideráveis contribuições na descrição e desenvolvimento da raiz, vasos, meristemas, laticíferos, crescimento secundário, flores, frutos e sementes. Mesmo com as limitações da época, as estruturas e suas funcionalidades passaram a ser compreendidas de modo inovador, fornecendo alicerces nos quais a anatomia vegetal se apoia até hoje. 

O epíteto específico do nome científico da aceroleiraemarginata, remete ao ápice foliar, que comumente apresenta-se arredondado mas possui uma incisão na sua extremidade na direção da nervura, como um entalhe.

Abaixo, frontispício, capa do Anatome Plantarum e uma das inúmeras ilustrações que compõe esta obra de Malpighi:

Anatome Plantarum 1 Anatome Plantarum 2 Anatome Plantarum 3

Texto: Sandra Zorat Cordeiro 

Barra verde - referências bibliográficas

GIBF - Global Biodiversity Information Facility. Malpighia emarginata DC. Disponível em: https://www.gbif.org/species/5421427. Acesso em 10 Mar. 2020.

Gomes, J.E.; Pavani, M.C.M.D.; perecin, D.; Martins, A.B.G. Morfologia floral e biologia reprodutiva de genótipos de aceroleira. Scientia Agricola, Piracicaba,  v. 58, n. 3, p. 519-523, 2001.

Grigore, M.N. Rediscovering the first monograph on plant anatomy - Anatome Plantarum (1675) by Marcello Malpighi. The Biologist (Lima), v. 14, n. 2, p.155-170, 2016.

Lorenzi, H.; Bacher, L.B.; Torres, M.A.V. 2018. Árvores e arvoretas exóticas no Brasil1ª. ed., Nova Odessa: Instituto Plantarum de Estudos da Flora.

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Reverón, R.R. Marcello Malpighi (1628-1694), Founder of Microanatomy. International Journal of Morphology, Temuco, v. 29, n. 2, p. 399-402, 2011.

Ritzinger, R.; Ritzinger, C.H.S.P. Acerola. Informe Agropecuário - Bbelo Horizonte, v. 32, p. 264, p. 17-25, 2011.

Souza, V.C.; Lorenzi H. 2012. Botânica sistemática. 3ª. ed., São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora.

Teixeira, L.J.; Almeida, R.F.; Nadruz-Coelho, M.A. Malpighiaceae, cultivada no arboreto do Jardim Botânico do Rio de Janeiro: a família da acerola. 1. ed. - Rio de Janeiro : Vertente edições, 2019. Disponível em:  http://aplicacoes.jbrj.gov.br/publica/malpi_simples.pdf. Acesso em 09 Mar. 2020.

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Vilhena, A.M.G.F.; Augusto, S.C. Polinizadores da aceroleira - Malpighia emarginata DC (Malpighiaceae) em área de cerrado no triângulo mineiro. Bioscience Journal - Uberlândia, v. 23, supl. 1, p. 14-23, 2007. 

 

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