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Gomphrena globosa L.

Família: AMARANTHACEAE

Nome científico: Gomphrena globosa L.

Nome popular: perpétua

 

 Gomphrena globosa - Canto das Flores 1

 Gomphrena globosa - Canto das Flores 2

Fotos: Sandra Zorat Cordeiro

Gomphrena globosa - Canto das Flores 4

Gomphrena globosa - Canto das Flores 3

Fotos: Ricardo Cardoso Antonio

Excepcionalmente, as duas primeiras fotos foram obtidas na feira popular do Largo do Machado, Rio de Janeiro. As demais foram obtidas no Canto das Flores. 

Barra exsicata

Para o PDF da etiqueta, clique aqui.

Gomphrena globosa - Exsicata

Foto: Matheus Gimenez Guasti

Barra verde - características

Gomphrena globosa, popularmente conhecida como perpétua, é uma planta herbácea, nativa da Índia, que pode alcançar cerca de 50 cm de altura. Possui folhas elípticas, levemente lanceoladas, com face abaxial pilosa e face adaxial de aspecto seríceo. Suas minúsculas flores, brancas ou róseas, estão condensadas em inflorescências globosas e densas, ornadas com brácteas de forte cor rosa brilhante, que dão o caráter ornamental à espécie, muito utilizada em projetos paisagísticos também por sua grande facilidade do cultivo, a pleno sol. Na medicina tradicional, infusões da planta são usadas no combate à tosse, hipertensão, diabetes e problemas renais. É também conhecida por combater o estresse, favorecer o sono, estimular a memória e aumentar a concentração e lucidez.

A origem do nome genérico é incerta: alguns autores fazem referência ao grego gomphos, que significa algo como um alfinete ou à palavra latina gomphus, que significa prego, talvez evocando alguma semelhança entre o pedúnculo e a inflorescência esférica da planta com a haste e cabeça do alfinete (ou prego). Outros consideram que o nome Gomphrena vem de Gomphraena, nome que Plínio, o famoso naturalista romano, que viveu no século I, usava para denominar uma espécie de amaranto, de aparência semelhante. O epíteto globosa indica o formato esférico da inflorescência.

O mais interessante desta espécie, no entanto, não é seu nome científico, e sim, seu nome popular. O nome perpétua, cujo significado é “aquela que permanece” é uma alusão a sua notável capacidade de manter seu aspecto ornamental mesmo depois de seca, como uma sempre-viva, sendo muito empregada em arranjos decorativos de interiores. Em alusão a esta característica, a Gomphrena globosa é chamada de Thousand Days Red (mil-dias-vermelhos) em alguns países.

Uma outra espécie de perpétua, a Gomphrena haageana, muito parecida com um morango, é conhecida pelo nome Strawberry Fields, o quê, imediatamente nos remete à canção dos Beatles, embora se saiba que “Strawberry Fields” era um orfanato do Exército da Salvação próximo à casa de John Lennon que ele, ocasionalmente, frequentava em festas. 

Mas, que tal uma interpretação (dentre tantas possíveis) à luz da Botânica? O título da música “Strawberry Fields Forever” - que significa literalmente “campos de morango para sempre” - não se encaixaria perfeitamente como uma referência poética à invulnerabilidade das inflorescências destas espécies ao longo do tempo? 

Para saber um pouco mais sobre a história da música "Strawberry Fields Forever", clique aqui.

Texto: Sandra Zorat Cordeiro

Barra verde - referências bibliográficas

Amaranthaceae in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Disponível em: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB25100>. Acesso em: 01 Nov. 2019

GIBF. Gomphrena globosa L. Disponível em: https://www.gbif.org/species/3084908. Acesso em 01 Nov. 2019.

Giulietti, N.; Giulietti, A.M.; Pirani, J.R.; Menezes, N.L. Estudos em sempre-vivas: importância econômica do extrativismo em Minas Gerais, Brasil. Acta Botanica Brasilica, v. 1, n. 2, Supl. 1, p. 179-193. 1987.

Lorenzi, H. (2015) Plantas para jardim no Brasil – herbáceas, arbustivas e trepadeiras. 2ª. ed., São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora.

Muñoz-Schick, M.; Moreira-Muñoz, A.; Espinoza, S.M. Origen del nombre de los géneros de plantas vasculares nativas de Chile y su representatividad en Chile y el mundo. Gayana Botânica, v. 69, n. 2, p. 309-359, 2012.

Quattrocchi, U. (2012) CRC World Dictionary of Medicinal and Poisonous Plants: Common Names, Scientific Names, Eponyms, Synonyms, and Etymology. Reimpressão. Boca Raton: CRC Press. 2012.

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