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Basella alba L.

Família: BASELLACEAE

Nome científico: Basella alba L.

Nome popular: bertalha

 

Basella alba - Canto das Flores 1

Basella alba - Canto das Flores 2

Fotos: Ricardo Cardoso Antonio

Basella alba - Canto das Flores 3 - Forest e Kim Starr

Foto: Forest e Kim Starr / Creative Commons BY

Basella alba - Canto das Flores 4 - Forest e Kim Starr

Foto: Forest e Kim Starr / Creative Commons BY

Basella alba - Canto das Flores 5 - Forest e Kim Starr

Foto: Forest e Kim Starr / Creative Commons BY

Basella alba - Canto das Flores 6 - P. Acevedo

Foto: P. Acevedo / Creative Commons 

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Basella alba - exsicata corrigida

 Foto: Matheus Gimenez Guasti

Barra verde - características

Basella alba, conhecida popularmente como bertalha, aqui no Brasil, ou espinafre-de-Malabar, no sudoeste indiano, uma das regiões de onde se origina, na Ásia Tropical, é uma PANC de textura mucilaginosa, sabor suave e com inúmeras propriedades medicinais, que vem conquistado cada vez mais adeptos, principalmente em terras fluminenses... 

Conhecida também como espinafre-indiano, é amplamente distribuída na região tropical, embora predominantemente cultivada em escala doméstica, como uma hortaliça, geralmente para consumo ou para comercialização em feiras, sobretudo na Ásia. Esta espécie se apresenta como uma trepadeira perene, rizomatosa, de crescimento rápido e fácil. Os caules, que podem apresentar cores distintas (verdes ou vermelho-arroxeados), são muito ramificados, carnosos, escandentes e de filotaxia alterna, atingindo até 1,5 m de comprimento. Suas folhas são grossas, de formato cordiforme, com textura macia, nervuras bem marcadas e cor verde brilhante. As inflorescências são axilares, tipo espiga, com pequenas flores sésseis de pétalas brancas distribuídas ao longo do seu eixo. Seus frutos são globosos, de cor vinácea, extremamente escuros e brilhantes, com apenas uma semente cada. 

Na Ásia Tropical, a bertalha também é chamada de espinafre-do-ceilão*, sendo saboreada cozida, como um espinafre, ou frita, adquirindo uma leve crocância; é também usada em sopas, cozidos, farofas e omeletes. Extremamente nutritiva, é rica em fibras, vitaminas e minerais, como cálcio, fósforo, magnésio e ferro. Usada há séculos na Siddha e na Ayurveda, tradicionais medicinas indianas, a bertalha é indicada para tratamento de úlceras, picadas de serpente, dores estomacais, constipação e conjuntivite; possui ainda propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias, antifúngicas, anti-câncer, antivirais e antimicrobianas.

O nome do seu gêneroBasella, originou-se das palavras vasala ou basella-kira, que é a denominação desta planta no idioma malaiala (idioma da região do Malabar, de onde se origina). epíteto específico alba (do latim albus) é uma alusão aos botões florais, que são da cor branca. Apesar de se tratar de uma única espécie, na antiga nomenclatura taxonômica, as bertalhas de caule verde e as de caule vermelho-arroxeado eram consideradas como espécies distintas. Assim, o epíteto específico alba distinguia as formas em cultivo** que apresentavam caules verdes, e o epíteto rubra (do latim rubrum, que significa vermelho) distinguia as que apresentavam caules arroxeados. A despeito da nomenclatura em latim, a bertalha ainda é conhecida, popularmente, como Basella alba ou rubra, dependendo da cor de seu caule. 

Cada vez mais, o cultivo de plantas alimentícias não-convencionais*** passa a representar um resgate das relações do homem com a agricultura, valorizando a soberania alimentar, a diversidade, o patrimônio histórico-cultural e, acima de tudo, o comprometimento com a saúde e o bem-estar.

Autoria: Sandra Zorat Cordeiro

 

*Ceilão era um território português na região do atual Sri Lanka.

** Na literatura, embora exista muito material sobre esta espécie, há muitas divergências nomenclaturais. Neste texto, a nomenclatura utilizada está baseada nos sites do SiBBr (Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira) e do The Plant List, onde o nome Basella alba L. é o aceito, denominando uma espécie apenas, independente das diferentes colorações do caule, verde ou vermelho-arroxeado. Também não ficou evidente, na literatura consultada, se as plantas conhecidas popularmente como alba ou rubra são variedades ou cultivares da Basella alba, assim, optamos pela nomenclatura utilizada por Kinupp & Lorenzi, 2017: formas em cultivo.

*** Para saber mais sobre a bertalha e sobre PANC's em geral:

 

Barra verde - referências bibliográficas

GBIF - Global Biodiversity Information Facility. Basella alba L. Disponível em: https://www.gbif.org/species/3083504. Acesso em: 08 Jul. 2020.

Kinupp, V.F., Lorenzi, H. Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil. Reimpressão, São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora. 2017.

Paiva, W.O.; Menezes, J.M.T. Avaliação do desempenho agronômico da Bertalha (Basella alba L. Syn B. rubra) em Ouro Preto d'Oeste, Estado de Rondônia. Acta Amazônica, v. 19, p. 3-7, 1989.

Pellegrini, M.O.O.; Sakuragui, C.M. 2015. Basellaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB34117. Acesso em: 13 Jul. 2020.

Quattrocchi, U. CRC World Dictionary of Medicinal and Poisonous Plants: Common Names, Scientific Names, Eponyms, Synonyms, and Etymology. Reimpressão. Boca Raton: CRC Press. 2012. 

Ranieri, G.R. Matos de comer - As bertalhas, muitas. Disponível em: http://www.matosdecomer.com.br/2014/06/as-bertalhas-muitas.html. Acesso: 08 Jul. 2020. 

Rheede tot Draakestein, H.A.; Casearius, J. (1678-1693) Hortus Indicus Malabaricus. Amsterdã. Disponível em https://www.biodiversitylibrary.org/page/501947. Acesso em: 11 Fev. 2020.

Singh, M.; Singh, R.; Kotecha, M. Basella rubra Linn. – A Review. International Journal of Ayurveda and Pharmaceutical Chemistry, n. 5, p. 206-223, 2016.

Tobelem, J.A. Perspectivas para o Cultivo Orgânico da Bertalha (Basella alba L.) no Cinturão Verde do Município de Belo Horizonte/MG. 2018. Dissertação. (Mestrado em Agricultura Orgânica) - Instituto de Agronomia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. 

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