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Allamanda cathartica L.

Família: APOCYACEAE

Nome científico: Allamanda cathartica L.

Nome popular: alamanda, dedal-de-dama

 

Allamanda cathartica - Canto das Flores 6

Fotos: Ricardo Cardoso Antonio

Allamanda cathartica - Canto das Flores 1

Allamanda cathartica - Canto das Flores 2

Allamanda cathartica - Canto das Flores 3

Allamanda cathartica - Canto das Flores 4

Fotos: Sandra Zorat Cordeiro

Excepcionalmente, apenas a primeira foto foi obtida no Canto das Flores. as demais foram obtidas no entorno do Centro Empresarial Mourico, no bairro de Botafogo, Rio de Janeiro

Barra exsicata

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Exsciata - Allamanda cathartica

Foto: Matheus Gimenez Guasti

Barra verde - características

Allamanda cathartica é uma trepadeira nativa do território brasileiro, porém não endêmica. Possui distribuição tropical e ocorrência na África, Ásia e Oceânia. Popularmente conhecida como dedal-de-dama ou simplesmente, alamanda, esta espécie apresenta-se como uma trepadeira sublenhosa, latescente, de crescimento muito vigoroso e exuberante, sendo facilmente encontrada em jardins ou cercas-vivas. Possui caule avermelhado, extremamente ramificado, filotaxia verticilada, com folhas discolores, sendo verde-brilhantes na sua face adaxial e verde-claro na face abaxial. Suas inflorescências, geralmente terminais, são do tipo racemo, com poucas, mas grandes e vistosas flores de corola amarela, gamopétalas e infundibuliformes, podendo ser vistas durante o ano todo. 

Embora a alamanda seja extremamente ornamental, é também bastante perigosa. Seu látex é venenoso a ponto de impedir o ataque de pulgões e cochonilhas. Sua toxidez é tão alta que o simples contato pode causar dermatites e irritações oculares; suas folhas e caules têm efeito purgativo: se ingeridos, podem causar cólicas, dores abdominais, náuseas, vômitos e diarréia. Ainda assim, embora oferecendo riscos ao usuário, é muito utilizada na medicina popular como purgativa e emética; há notas etnobotânicas para seu uso contra malária, icterícia, piolhos e picadas de serpentes; apresenta também atividade analgésica, antinematódea, antifúngica e antitumoral.

O nome do gênero, Allamanda, é uma homenagem de Linnaeus ao botânico e médico suíço Frédéric-Louis Allamand (1735-1803). Radicado em Leiden, na Holanda, tornou-se médico da marinha holandesa, fazendo viagens ao Suriname e Guianas, onde coletou e descreveu inúmeras espécies, compartilhando as informações e coletas com o próprio Linnaeus, de quem se tornou correspondente. O nome F.Allam. é a abreviação padrão de seu nome dentro da taxonomia vegetal, indicando que ele foi um dos autores da descrição original de algumas espécies. 

O epíteto específico cathartica, significa laxante, é uma referência clara às suas propriedades purgativas. 

Texto: Sandra Zorat Cordeiro

Barra verde - referências bibliográficas

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Lopes, R.K.; Ritter, M.R.; Rates, S.M.K. Revisão das atividades biológicas e toxicidade das plantas ornamentais mais utilizadas no Rio Grande do Sul, Brasil. Revista Brasileira de Biociências, v. 7, n. 3, p. 305-315. 2009.

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Mari Mut, J.A. Etimología de los géneros de plantas de Puerto Rico. 2ª ed. Disponível em http://edicionesdigitales.info/etimologia/etimologiaed2.pdf. Acesso em 12. Ago. 2019.

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Santos, A.C.B.; Silva, M.A.P.; Santos, M.A.F.; Leite, T.R. Levantamento etnobotânico, químico e farmacológico de espécies de Apocynaceae Juss. ocorrentes no Brasil. Revista Brasileira de Plantas Medicinais, v. 15, n. 3, p. 442-458. 2013


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