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Suplementos alimentares pré-treino: pesquisa aponta riscos para a saúde

por Comunicação publicado 03/10/2022 10h26, última modificação 18/10/2022 11h03
Professor da UNIRIO responsável pelo estudo recebeu menção honrosa em evento promovido pela Sociedade Brasileira de Genética

O professor Carlos Fernando Araújo Lima, do Departamento de Genética e Biologia Molecular da UNIRIO, foi finalista e recebeu menção honrosa do Prêmio Francisco Mauro Salzano, Prêmio Jovem Geneticista, edição 2022, concedido pela Sociedade Brasileira de Genética. 

O docente, que também é vice-coordenador do Programa de Pós-Graduação em Biologia Molecular e Celular (PPGBMC) e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Alimentos e Nutrição (PPGAN) da UNIRIO,  apresentou dados de uma pesquisa sobre a mutagenicidade de suplementos alimentares termogênicos, que são amplamente consumidos pela população brasileira, mas podem oferecer riscos à saúde humana. 

Segundo Carlos, na composição de alguns suplementos existe a presença de substâncias conhecidas como termogênicos, que atuam como estimulantes do Sistema Nervoso Central (SNC), aumentando a temperatura corporal e acelerando o metabolismo. Dessa forma, o usuário acaba perdendo peso e ganhando massa muscular. Com isso, muitas pessoas acabam seduzidas por esses resultados rápidos e  tornando-se consumidoras desses produtos, sem um acompanhamento nutricional.

“Esses suplementos pré-treino foram pensados para atletas, mas estão sendo consumidos por frequentadores de academias de ginástica. A maioria dessas pessoas não precisam fazer uso desses produtos. Bastaria um acompanhamento de um nutricionista e fazer atividade física regularmente”, explicou. 

 A pesquisa Is it DNA burning up? Marketable caffeine and 1,3-dimethylamine-amine-based thermogenic supplements induce in vitro genotoxicity analisou dois suplementos pré-treino quanto à sua mutagenicidade, usando modelos alternativos. Os dois suplementos avaliados foram capazes de induzir respostas mutagênicas, genotóxicas e hepatotóxicas. Ou seja, são capazes de induzir lesões específicas no DNA e alteraram o funcionamento de células do fígado através do aumento do estresse oxidativo. Este trabalho vem sendo desenvolvido em colaboração com o grupo do professor Israel Felzenszwalb, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), por meio dos Programas de Pós-graduação em Biociências (PPGB) e Fisiopatologia Clínica e Experimental (FisClinex).

De acordo com o professor Carlos, “extratos vegetais e estimulantes são os ingredientes-chave na composição desses suplementos analisados. Apesar de as plantas serem produtos normalmente utilizados em práticas terapêuticas, também podem trazer riscos à saúde humana  quando administradas em situações como dosagem desconhecida e combinação com outras substâncias. Além disso, alguns estimulantes usados, como a cafeína, dependendo da dose utilizada ou combinados com outras substâncias, podem  gerar  efeitos adversos”. 

O docente explicou que, pelo fato de serem considerados alimentos, esses produtos não passam pelos protocolos de segurança aplicados a medicamentos pelas agências regulatórias, como a Anvisa. “Na composição desses produtos pode haver outros ingredientes, que associados à cafeína, por exemplo, podem causar vários danos ao organismo humano. Sem falar na associação desses suplementos ao consumo de álcool ou outros suplementos. Muitas vezes, basta a dosagem estar errada para causar danos. Por isso enfatizamos a importância de procurar uma equipe multidisciplinar de profissionais especializados quando se objetiva fazer uso de tais produtos. O acompanhamento de um nutricionista, a realização de exames médicos e o acompanhamento de um médico especialista podem evitar sérios problemas de saúde”, explicou.

Por Liliana Vallejo (Comso)


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