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Funbio contempla projetos de pesquisa da UNIRIO

por Comunicação publicado 19/12/2020 18h45, última modificação 21/12/2020 12h16
Estudos são desenvolvidos no Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Neotropical

A UNIRIO teve dois projetos de mestrado aprovados no último edital do Programa Bolsas Funbio – Conservando o Futuro, promovido pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade. Os projetos contemplados são de autoria dos alunos Nathália Rodrigues Corrêa da Silva e João Luiz de Caires Souza, do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Neotropical (PPGBIO).

Na pesquisa Biorremediação de Lagoas Costeiras Eutrofizadas: Potenciais Espécies e Implicações à Biodiversidade, Nathália investiga a ação de invertebrados filtradores na Lagoa Rodrigo de Freitas. “Esses animais realizam a filtração, e há estudos que mostram que eles são resistentes a ambientes degradados, poluídos e contaminados. O mexilhão, por exemplo, tem potencial de retirar a matéria orgânica do meio, e faz isso de forma muito rápida”, aponta.

A proposta é abrir caminho para a utilização desses animais no combate à eutrofização, impacto ambiental causado pelo acúmulo de matéria orgânica em ambientes aquáticos, reduzindo a qualidade da água e levando à mortandade de peixes. Segundo Nathália, trata-se de uma ideia inovadora, já que a biorremediação de lagoas eutrofizadas, em geral, é feita por meio de fungos e bactérias.

O projeto foi contemplado com bolsa de R$20 mil reais, para custear equipamentos, material de consumo e aluguel de barcos para realização das coletas na lagoa. O trabalho é orientado pela professora Raquel Neves, do Departamento de Ecologia e Recursos Marinhos da UNIRIO.

Processos ecossistêmicos

Já no estudo Unindo ecologia de ecossistemas e ecologia de paisagens: uma abordagem experimental para entender a produção secundária de girinos em áreas fragmentadas, o mestrando João Luiz de Caires Souza se volta para a Reserva Ecológica do Guapiaçu, no município de Cachoeiras de Macacu. Serão estudados girinos habitantes de poças d’água artificiais na região, divididas em três categorias distintas de localização: abaixo de árvores isoladas; próximas à borda floresta/pasto; e situadas em pasto aberto.

O objetivo é compreender a importância de árvores isoladas na manutenção de processos ecossistêmicos naturais em ambientes modificados por atividades humanas.O processo ecossistêmico utilizado em nosso estudo é a produção secundária, que é, basicamente, a variação de biomassa de uma comunidade ou população de organismos”, explica o autor.

O crescimento dos girinos será acompanhado ao longo do tempo, para se demonstrar a importância da árvore isolada na manutenção das características da borda de floresta contínua. De acordo com o pesquisador, a expectativa é que os girinos de poças localizados em pastos abertos apresentem tamanhos menores, devido às temperaturas mais altas e à qualidade inferior da alimentação – já que não estão disponíveis as folhas que cairiam das árvores.

O trabalho será realizado no Laboratório de Ecologia de Rios e Córregos, do Departamento de Ecologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), sob orientação dos professores Eugenia Zandonà e Vinicius Neres de Lima, ambos docentes da Uerj associados ao PPGBIO. Além disso, a pesquisa integra o projeto de longa duração Mosaico Central Fluminense.

O estudo receberá R$14,1 mil do Funbio. A verba será destinada ao custeio de meios de transporte e hospedagem, além de materiais que serão utilizados nas atividades. 

Essa foi a terceira edição do Programa Bolsas Funbio – Conservando o Futuro. Foram recebidas mais de 450 propostas, das quais 37 foram contempladas, totalizando R$1,1 milhão em apoio.


Capes CNPQ Imagem Rede Unirio