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Pesquisa sobre células neurais estuda como inibir processos inflamatórios no cérebro

por Comunicação publicado 06/02/2020 18h41, última modificação 12/02/2020 15h28
Professor visitante do PPGBMC teve artigo publicado em revista internacional

(Texto enviado pela Comunicação do Instituto Biomédico)

Nesta última sexta-feira, 31 de janeiro, a Revista Científica Glia, publicou um artigo do professor visitante do Programa de Pós-Graduação em Biologia Molecular e Celular (PPGBMC), Pablo Trindade. Desenvolvido majoritariamente no IDOR, o trabalho contou com o apoio de diversos autores de diversas instituições nacionais como UFRJ, UFRGS, UFF e UFMG.

O trabalho consiste na descrição da produção de astrócitos humanos a partir de células-tronco de pluripotência induzida (iPSC) reprogramadas a partir da urina e de biópsias de doadores. Demonstra-se que, a partir de um estímulo inflamatório, estas células reagem exibindo várias das respostas biológicas tipicamente observadas em modelos animais e tecidos humanos post-mortem sob condições patológicas, caracterizando assim uma condição chamada de  astrogliose. Neste contexto inflamatório, os astrócitos humanos derivados de iPSC apresentaram importante perda funcional na captação de neurotransmissor, o que tem o potencial para afetar a atividade sináptica e, portanto, o funcionamento do sistema nervoso.

A utilização de células neurais humanas amplia as possibilidades de entendimento dos processos inflamatórios gliais comumente envolvidos em diversas condições patológicas do cérebro. Com este modelo, novas drogas e compostos podem ser mais facilmente testados com maior potencial de aplicabilidade.

Os resultados obtidos com esse trabalho caracterizam os fundamentos de um outro projeto de pesquisa, este ainda em fase de desenvolvimento, realizado aqui no IB, através do Laboratório de Imunofarmacologia (LIF) desenvolvido em conjunto pelo professor Pablo Trindade e pelo coordenador do PPGBMC, professor Cassiano Albuquerque.

 

MAIS SOBRE ASTRÓCITOS E ASTROGLIOSE

Astrócitos são as células gliais mais numerosas do sistema nervoso. Eles são responsáveis por inúmeras funções biológicas fundamentais para o funcionamento neural, tais como: modulação da atividade sináptica, metabolismo energético, controle da barreira ematoencefálica, resposta imunológica, entre outras.

A astrogliose, também conhecida como astrogliose reativa, caracteriza-se por uma série de mudanças fisiológicas de cunho inflamatório que astrócitos exibem em resposta a diversas condições patológicas. Doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson, traumas no sistema nervoso, processos infecciosos e desordens psiquiátricas, como Depressão, ou do desenvolvimento, como Autismo, são condições nas quais a astrogliose se faz presente e vem sendo relacionada a progressão de sintomas.

 Veja aqui o artigo na íntegra.


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