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Intercambistas se reúnem para contar suas histórias na Semana de Integração Acadêmica

por Comso publicado 23/10/2018 18h55, última modificação 25/10/2018 15h56

“Os estudantes na Argentina são extremamente politizados, o debate é de outro nível”. O relato é da aluna de Enfermagem da UNIRIO Luiza Reis, que estudou por um semestre na Universidade Nacional de Misiones, em Posadas (Argentina), onde participou de uma assembleia estudantil. Ela e outros universitários se encontraram na última sexta-feira, dia 19, no campus da Reitoria, para relatar experiências de mobilidade acadêmica no evento Vivências Compartilhadas, promovido pela Coordenadoria de Relações Internacionais (CRI), dentro da 16ª Semana de Integração Acadêmica (SIA).

Luiza fez o intercâmbio pelo programa Mobilidade Acadêmica Regional em Cursos Acreditados (Marca), oferecido pelo Mercosul. De dezembro a agosto de 2017, a aluna participou de atividades acadêmicas e fez estágio em três hospitais da região, onde atuou nas áreas de pediatria, emergência e obstetrícia. Com a experiência, foi possível comparar a atuação do enfermeiro nos dois países. “Lá, não se trabalha com obstetrícia. Os enfermeiros fazem apenas o básico, o trabalho técnico, e quem faz o parto é o médico”, revelou. “Já aqui, partos de baixa complexidade são feitos por enfermeiros”, completou.

A argentina Yessica Ribeiro fez o caminho oposto. Aluna da mesma área, na Universidade de Misiones, ela está na UNIRIO para estudar por um semestre na Escola de Enfermagem Alfredo Pinto (EEAP), também pelo programa Marca. Para ela, o nível acadêmico do curso no Brasil é mais alto. “Lá, somente com o pré-grado [curso de três anos], os alunos já se tornam enfermeiros e podem trabalhar”, contou. Por aqui, o curso de graduação em Enfermagem tem duração de cinco anos. “O plano de estudos tem muito conteúdo que não vemos lá”, apontou.

Receptividade

A aluna da Escola de Medicina e Cirurgia (EMC) Paula Vasconcelos cursou o primeiro semestre deste ano na Universidade de Lisboa, em Portugal. Já no 10º período letivo, ela aproveitou a mobilidade para cursar os internatos médicos em pediatria, ginecologia e obstetrícia. Além dela, mais quatro alunos da EMC embarcaram para Lisboa no mesmo período. “Fomos muito bem recebidos na Universidade”, contou.

Este foi seu segundo intercâmbio acadêmico durante o curso de Medicina. O primeiro foi em 2014, quando passou um ano estudando na Inglaterra pelo antigo programa Ciências Sem Fronteiras. Já desta vez, Paula fez a mobilidade de maneira independente, sem auxílio de nenhum programa.

No mesmo período, as alunas Beatriz Rosa, da Escola de Turismo, e Letícia Boente, da Escola de Engenharia de Produção, estudaram na Universidade do Caribe, em Cancún, por meio do Programa de Mobilidade Estudantil Brasil-México (Bramex). Segundo Beatriz, o ensino do turismo no país segue um viés mais mercadológico. “No Brasil, o turismo é mais acadêmico, voltado para a teoria”, revelou. “Lá, o curso é mais focado em estágios, você chega e já vai trabalhar em hotel”, completou. A experiência de Letícia foi similar: “Aqui, o aluno trabalha com empresas em estágios, mas, no México, já se atua em empresas a partir das próprias disciplinas”, destacou.

Alunos reunidos com a equipe da CRI (Foto: Comso)


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