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HUGG inaugura Centro de Epilepsias

por Comunicacao UNIRIO publicado 05/04/2018 17h15, última modificação 09/04/2018 09h54

Reitor Jutuca e a coordenadora do Centro de Epilepsias, professora Soniza Leon (Foto: Felipe Monteiro)

A epilepsia é um transtorno neurológico que causa uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro e atinge cerca de 2% da população brasileira. Como as crises assustam, esses distúrbios vêm acompanhados de preconceito e estigma social, resultando em procedimentos inadequados que impossibilitam uma boa qualidade de vida para estas pessoas. Pensando nisso, no dia 5 de abril, foi inaugurado no Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (HUGG) o Centro de Epilepsias. O novo espaço recompensa o esforço, em todos os níveis, da gestão universitária.

"Nesta administração, sempre optamos por trabalhar em conjunto com aqueles que mostram empenho e vontade de fazer crescer a nossa Instituição. Esse é um momento muito bom para o HUGG e para os profissionais da neurologia em particular", afirmou o reitor da UNIRIO, Luiz Pedro San Gil Jutuca.

"Hoje é um dia especial. Colocar este setor para funcionar é gratificante. Disponibilizamos oito técnicos de enfermagem apenas para esta área e, desta maneira, pretendemos atender com excelência nossos pacientes. Fizemos, ainda, a contratualização com a prefeitura do Rio de Janeiro para atender a fila cadastrada no Sistema de Regulação (Sisreg). Em breve, daremos uma resposta forte a essa demanda reprimida", adicionou o superintendente do HUGG, Fernando Ferry.

"A parceria política com a Universidade é fundamental para avançarmos de maneira ordenada. Atualmente, temos uma governança que se baseia no mérito. A mudança de paradigma é visível. O pensamento em equipe favorece, no fim, a assistência prestada. O objetivo é impactar a vida e a saúde da população, aliando pesquisa, ensino e formação de recursos humanos", concluiu a chefe do Programa de Epilepsias, Soniza Vieira Alves-Leon.

O Centro de Epilepsias é formado por uma equipe multidisciplinar composta por neurofisiologistas, geneticistas, técnicos de enfermagem, neurocirurgiões e imunologistas, o que permite a realização de painéis genéticos do distúrbio, metodologia praticada por poucos centros brasileiros. Além disso, contém um aparelho de videoeletroencefalograma (EEG), que faz o monitoramento de pacientes com difícil controle no tratamento.

"São pessoas que tomam remédio e mesmo assim têm crise. Esse exame especial possibilitará uma supervisão da epilepsia. Na rede pública do estado, este procedimento só é oferecido pelo Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ, e pelo Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer. Seremos o terceiro centro de controle avançado da doença", explicou Ferry.

"Casos medicados são associados a uma recuperação muito boa. Quase 90% dos pacientes podem ficar livres de crises continuando o acompanhamento. Além disso, por meio do EEG, poderemos identificar transtornos que começam com crise convulsiva mas não são epilépticos, diagnosticando e encaminhando corretamente o paciente", informou Soniza.

O espaço, que é vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Neurologia, foi financiado com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

(Felipe Monteiro, assessor de comunicação do HUGG)


Acesso a Informação Capes CNPQ Imagem Rede Unirio