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Fusão dos ministérios da CT&I e das Comunicações é um retrocesso, apontam cientistas e parlamentares em debate na UNIRIO

por Comunicacao UNIRIO publicado 10/06/2016 15h40, última modificação 10/06/2016 15h43

A fusão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) com o Ministério das Comunicações representa um retrocesso e ameaça o desenvolvimento nacional sustentável. Essa foi a tônica do debate realizado na UNIRIO na noite desta quinta-feira, 9 de junho, com a participação do físico e professor da Coppe/UFRJ Luiz Pinguelli Roza, dos deputados federais Alessandro Molon (Rede/RJ) e Jean Wylys (PSOL-RJ), e do ex-ministro da C&T Roberto Amaral.

Na abertura do encontro, o vice-reitor da UNIRIO, Ricardo Cardoso, ressaltou que a comunidade acadêmica precisa assumir o papel de protagonista nessa discussão. “A ciência não pode ficar à mercê da conjuntura do momento”, observou.

Para o deputado federal Jean Wylys, a medida significa, na prática, a extinção deliberada do MCTI, em conjunto com a extinção – revertida após pressão social – do Ministério da Cultura e de outras pastas, como as da Mulher, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. Ele apontou para o risco de comprometimento do desenvolvimento sustentável do país, e conclamou uma atitude de resistência da comunidade científica para que a fusão não permaneça.

O físico Luiz Pinguelli Roza ratificou a fala do deputado e alertou que, mais do que lutar pela volta do MCTI, é preciso mobilização contra medidas como a Desvinculação de Receitas da União (DRU), que permite que o governo aplique os recursos destinados a áreas como Educação e Saúde em qualquer despesa considerada prioritária e na formação de superávit primário.

O deputado federal Alessandro Molon considera que a fusão é uma das faces do desmonte da Ciência, da Cultura e da Educação. “Trata-se de um desmonte das áreas que permitiriam ao Brasil dar os próximos passos para deixar de ser apenas exportador de cérebros ou de commodities”, resumiu. Molon entende que o momento é fundamental para mostrar a importância da C&T para a sociedade, e as consequências da perda desse ministério e da ruptura democrática.

Presente ao debate, o ex-ministro da C&T Roberto Amaral também criticou a fusão dos ministérios. “Quando o governo faz essa fusão, está abafando e botando para baixo a política de ciência e tecnologia”, lamentou. O encontro contou com a presença de docentes, estudantes e técnicos-administrativos da UNIRIO e de outras instituições, que lotaram o auditório Vera Janacopulos, na Urca.


Acesso a Informação Capes CNPQ