código do Google analytics Cursos de graduação e de formação de professores debatem educação inclusiva e saúde mental — Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
Portal do Governo Brasileiro

Webmail | Guia Telefônico |  Perguntas Frequentes |  Fale ConoscoOuvidoriaImprensa

Central de Conteúdos

Icone de um calendárioEventos

Ícone de um jornal dobradoPublicações

ícone periódicosPortal de Periódicos

Ícone de uma filmadora na cor branca com findo azulVídeos

Você está aqui: Página Inicial / Cursos de graduação e de formação de professores debatem educação inclusiva e saúde mental

Cursos de graduação e de formação de professores debatem educação inclusiva e saúde mental

por comunicacao — publicado 03/09/2018 16h20, última modificação 04/09/2018 19h23
Evento teve início na tarde desta segunda e prossegue até quarta, dia 5

Teve início na tarde desta segunda-feira, 3 de setembro, o III Fórum dos Cursos de Graduação e o III Encontro dos Cursos de Formação de Professores da UNIRIO, que este ano têm como tema central a educação inclusiva e saúde mental no contexto universitário. O evento, organizado pela Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), acontece até quarta-feira, dia 5, no auditório Paulo Freire. Confira a programação.

A mesa de abertura contou com a participação do vice-reitor da UNIRIO, Ricardo Cardoso, que salientou a importância do Fórum e do Encontro para sensibilizar a comunidade acadêmica para a questão da inclusão. Ele aproveitou para lamentar o incêndio que destruiu na noite deste domingo o Museu Nacional. “Não há como não mencionar a grande perda para a ciência e, principalmente, para a humanidade. Estive presente nas comemorações dos 200 anos do Museu e é muito triste ver o desmantelamento das nossas instituições de educação e ciência. A tristeza é enorme, mas o momento é de resistência”, afirmou.

Também presente à abertura, o pró-reitor de Graduação, Alcides Guarino, reforçou que, apesar do luto pelo Museu Nacional, os organizadores decidiram manter o evento pela relevância do tema: “Estamos aqui, sim, como um ato de resistência. Precisamos discutir nossa graduação e as demandas atuais, sobretudo a questão da inclusão e da permanência dos alunos”.

O diretor de Programas e Atividades Especiais de Ensino de Graduação, Ronaldo Busse, destacou que é a primeira vez que o Fórum e o Encontro, ambos na terceira edição, acontecem juntos. Para ele, esta é uma grande oportunidade de discutir questões “urgentes e fundamentais não apenas para a formação de professores, mas para o exercício da cidadania”.

Inclusões, possibilidades e adaptações curriculares

A primeira mesa da tarde reuniu as professoras da Escola de Teatro da UNIRIO Joana Ribeiro e Adriana Bonfatti, coordenadoras do projeto Oficina de Teatro Circulando - Ateliê de teatro para jovens com transtornos mentais, criado em 2013 em parceria com o Instituto de Psicologia da UFRJ. A proposta é promover laços e autonomia de jovens com transtornos mentais, pela oferta de oficinas que integram atividades de teatro, dança, música, artes plásticas e jogos.

O projeto reúne estudantes da UNIRIO, principalmente dos cursos de Atuação Cênica, Licenciatura em Teatro e Música, e graduandos em Psicologia da UFRJ. As oficinas acontecem semanalmente, em espaços do Centro de Letras e Artes (CLA).

Para Adriana, a iniciativa apresenta várias camadas de inclusão: do autista e do psicótico dentro da Universidade; dos pais, que são isolados da sociedade juntamente com os filhos; dos graduandos em Psicologia, que entram em contato com instrumentos do teatro; dos graduandos do Teatro e da Música, que ampliam sua percepção sobre o outro; e a de todos os que circulam pelos espaços do CLA – estudantes e funcionários –, que trazem para seu dia a dia a questão da inclusão das pessoas com transtornos mentais.

A mesa seguinte reuniu as professoras e pesquisadoras da área da Educação Especial Márcia Marin (Colégio Pedro II), Angélica Monteiro e Márcia Mello (Instituto Benjamin Constant) e Etiene Abreu (UNIRIO), que trataram das adaptações curriculares necessárias para garantir a inclusão de pessoas com deficiência. As falas convergiram para a necessidade de ensinar de forma diferente para alunos com situações de partida diferentes, mas sem que haja segregação ou a adoção de um currículo mínimo.

Foram apresentadas experiências de educação de crianças e jovens cegos, surdos e com surdocegueira (perda auditiva e visual concomitantemente). A professora da UNIRIO Maria Alice Ramos, que mediou a mesa, defendeu que é preciso garantir não só o acesso, mas a permanência, a participação e o aprendizado desses estudantes.

A programação desta segunda contou ainda com as mesas Comunicação e aprendizagem mediada pela tecnologia assistiva e Estudantes e famílias: narrativas em disputa.


Capes CNPQ Imagem Rede Unirio