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Bolsistas de Incentivo Acadêmico apresentam trabalhos na 16ª SIA

por Comso publicado 19/10/2018 07h55, última modificação 23/10/2018 09h06

Em dois dias de apresentações (15 e 17 de outubro), 144 estudantes que recebem a Bolsa de Incentivo Acadêmico (BIA) mostraram na 16ª Semana de Integração da UNIRIO como têm participado de projetos de pesquisa e de extensão desenvolvidos na Universidade.

O auxílio, gerenciado pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae), tem como principal objetivo possibilitar aos discentes o desenvolvimento de seus estudos, tendo como pressuposto a igualdade de oportunidades, com vistas à sua qualificação acadêmica.

A coordenadora de Políticas Estudantis da Prae, Ludmila Guimarães, destacou no primeiro dia de evento que a bolsa faz parte de uma política de Estado constituída [o Programa Nacional de Assistência Estudantil, criado em 2010], e que os estudantes têm respondido de forma engajada e comprometida, atuando em projetos com via educativa e de retorno social.

Diversidade

As sessões de apresentação oral foram marcadas pela diversidade nos trabalhos, situados em diferentes campos do conhecimento. Há bolsistas, por exemplo, em pesquisas sobre a quantificação de peptídeos em uma torta de amendoim; sobre a análise da presença das relações de gênero e racismo no cinema; sobre a qualidade de vida de crianças com doenças crônicas; sobre a atuação da escola e da comunidade na gestão socioambiental, entre outras.

A estudante de Museologia Dilma Samuel participa de um estudo sobre o mercado de arte no Rio de Janeiro, sob orientação do professor Anaildo Baraçal. A intenção é fazer um panorama desse mercado a partir do levantamento de agentes e estabelecimentos existentes, visitas a galerias e casas de leilão e entrevistas com especialistas e peritos da área.

Dilma contou que o trabalho surgiu de seu interesse em atuar no mercado de leilões. "Procurei o professor Anaildo porque quero entrar nesse mercado e não temos disciplinas voltadas para esse campo. A partir daí surgiu o projeto, que atraiu outros estudantes”, explica. Ela ressalta que a bolsa é fundamental para o desenvolvimento de suas atividades, que demandam tempo e, muitas vezes, dinheiro. "Seria difícil conciliar as disciplinas com a pesquisa sem ter esse incentivo", admite.

Já o discente Luiz Victor Moraes atua no projeto Economia Solidária e Turismo de Base Comunitária em Maricá, que resultou na criação de um roteiro de visitação no município fluminense que inclui bares, mercados populares e uma aldeia indígena.

De acordo com o bolsista, o projeto já realizou visitações com professores e guias de turismo da região. A equipe, coordenada pela professora da Escola de Turismo Bruna Conti, pretende promover também a visitação com estudantes da rede pública de Maricá.

Ao fim de sua apresentação, Luiz Victor agradeceu a oportunidade de atuar como bolsista: “Quero deixar aqui minha gratidão pela Prae, por nos dar esse suporte com a bolsa de incentivo acadêmico”.

Importância acadêmica

A professora Natalia Fiche, da Escola de Teatro, destaca a importância da BIA para a manutenção das atividades de extensão desenvolvidas dentro e fora Universidade. Ela coordena o projeto Teatro na Prisão: Uma experiência pedagógica em busca do sujeito cidadão, que conta atualmente com quatro bolsistas de Incentivo Acadêmico.

“Eles são fundamentais e muito comprometidos, estão 100% presentes nas minhas ações. Temos reuniões na UNIRIO e visitas semanais aos presídios e, para isso, é necessário ter uma equipe grande, não posso ir sozinha. Com a restrição das bolsas de extensão, os bolsistas BIA me dão a possibilidade de manter o projeto”, analisa a docente.

Colegas no projeto Programa de incentivo ao hábito de leitura entre jovens leitores, os estudantes Igor Ramos, Milena Bispo e Drielle Moura concordam que sua atuação vai muito além de receber o valor da bolsa.

“Quando procurei a Prae eu precisava da bolsa para continuar na faculdade. Mas participar do projeto não ajuda só financeiramente, ajuda também na questão profissional. Ampliou meu conhecimento da literatura juvenil e isso está envolvido diretamente no meu curso e na minha área prática”, explica Igor, que faz o Bacharelado em Estética e Teoria do Teatro. A colega Drielle concorda: “É minha primeira bolsa, veio muito do desejo de ter uma fonte de renda mas também de contribuir de alguma forma dentro da Universidade”.

As atividades do projeto, coordenado pela bibliotecária Regiane Silva, são desenvolvidas na Biblioteca Infanto-Juvenil (Biju), onde os estudantes têm contato com as crianças e jovens. “Estou trabalhando um lado meu de ser mais espontânea, de ter um pensamento mais rápido, porque criança é assim. É uma grande experiência”, conta Milena.

Para a bolsista Drielle, a atuação na Biju propicia um olhar diferente sobre a contação de histórias, com a qual ela trabalha há alguns anos. “É um outro lugar, muito da fantasia, do contato direto, da escuta do que a criança tem pra dizer naquele dia. Ter essa troca é muito interessante”, avalia.


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