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Espaço, Memória e Projeto urbano

Espaço, Memória e Projeto Urbano (1ª etapa) A área portuária do Rio de Janeiro: uma proposta para revitalização  

Em atividade desde 2000, o grupo parte do pressuposto de que a história social se faz a partir da análise das cidades e de suas edificações e que a cultura tem sido sempre a cultura urbana. É fundamental que edifícios outrora simbólicos, que possam sofrer reciclagens valorizadoras de suas estéticas, tenham novos usos. Só se consegue reestruturar áreas degradadas se as integrarmos às necessidades da vida contemporânea e se as novas destinações de uso forem compatíveis com a morfologia e com a escala do bairro e não provoquem exclusão social.

Este projeto tem cunho comunitário e iniciou-se com a Bolsa Cientista de Nosso Estado para a coordenadora Profa. Dra. Evelyn Furquim Werneck Lima, que coordenou os Estudos detalhados para a Revitalização da Área Portuária, expostos na UIA-BERLIN (2002) e em outros congressos. Dois artigos foram publicados na Arquitextos, discutindo o polêmico tema. O Relatório Final da proposta para a requalificação da área portuária com base na participação da população que ali habita e de grupos artísticos oriundos das próprias comunidades foi apresentada ao governo municipal do Rio de Janeiro, mas, infelizmente, não foi implementada.

  

Espaço, Memória e Projeto Urbano (2ª etapa). Moradia Popular-um problema social. Como reabilitar habitações populares de valor cultural?

Na sequência, a 2ª etapa do projeto defendeu a necessidade de um plano de ação social quanto à população sem recursos e uma total conivência dos proprietários das áreas centrais do Rio de Janeiro, que devem ser inseridos no processo de requalificação seja por meio da cultura ou por meio de ações sociais. Paralelamente, é necessário um plano de ação social quanto à população sem recursos e uma total conivência dos proprietários da área que são inseridos no processo seja por meio da cultura ou por meio de ações sociais. O grupo concluiu o projeto de restauro e recuperação de oito residências operárias e de uma adequação de uso num sobrado existente na Avenida Modelo, prevendo geração de emprego e renda dos moradores. O grupo de pesquisadores venceu o Prêmio Antônio Pedro de Alcântara de Patrimônio Cultural e no ano seguinte o trabalho foi presentado em dois Congressos Internacionais: WCAEBE (Birmingham - 2006) e Urban and Cultural Charters - Changing Roles (Recife-2007) e no ISUF- International Seminar of Urban Form (2007). Palestras e conferências foram realizadas na UFRGS, na UFF, na UFMG e no Rio de Janeiro.

  

Espaço, Memória e Projeto Urbano (3ª etapa). Casas de Ópera e Teatros nas cidades históricas: um patrimônio a preservar

A 3ª etapa do projeto Espaço, Memória e Projeto Urbano privilegiou o estudo da arquitetura teatral setecentista e oitocentista e foi desenvolvida a partir de uma abordagem fundamentada na história social e na sociologia urbana. O objetivo maior foi investigar que significado as casas de ópera e teatros do século XVIII e XIX das cidades históricas de Minas Gerais, em especial o Teatro Municipal de Ouro Preto, o Teatro de Sabará e o de São João Del Rei, tiveram nos espaços urbanos em que se situam e para as sociedades que os frequentaram, a luz das teorias de Henri Lefebvre e de Michel de Certeau, quanto às práticas espaciais. Os resultados e produtos dessa pesquisa foram apresentados na Quadrienal de Praga, nos Rencontres Brésiliennes de Nanterre, em congressos da UFRJ e da UFSJ. Esta etapa contou com a participação intensa do pesquisador Claudio Guilarduci da Universidade Federal de São João del Rei, que desenvolveu seu pós-doutorado na Unirio, sob a supervisão da coordenadora do Laboratório.

 

Espaço, Memória e Projeto Urbano (4ª etapa). Representações da cidade na dramaturgia e na cena teatral

Na sequência, o projeto Espaço, Memória e Projeto Urbano (4ª etapa) investigou as representações da cidade na dramaturgia e na cena, a partir da apropriação dos espaços da cidade do Rio de Janeiro pelas artes cênicas por meio das representações dos bairros, espaços urbanos e arquiteturais a partir de três eixos: (i) a cidade como dramaturgia, (ii) a cidade como personagem e (iii) a cidade como cenário, visando registrar as características urbanas do momento histórico da apreensão dos dramaturgos e diretores teatrais, no sentido de constituir mais um testemunho para integrar o corpus documental da memória da cidade, que, como um organismo vivo e uma dinâmica própria, modifica-se a cada década sob a ação das reformas urbanas, exposições e eventos mundiais. Os resultados têm sido apresentados nos congressos da ANPUH, do SHCU no Rio de Janeiro, na ABRACE em Brasília e em Niterói. Nesta etapa, contamos com bolsas de iniciação científica da FAPERJ. Os resultados conclusivos foram publicados no capítulo de livro intitulado “A cidade do Rio de Janeiro na dramaturgia nacional: contribuições para a história urbana e social (1877-1978)”, no livro O Palco e o Tempo, publicado em 2019 (pp 155-184).

 

Espaço, Memória e Projeto Urbano (5ª etapa). A cidade e as atividades artístico-culturais: um diálogo possível com patrimônio industrial da área central e áreas adjacentes ao centro do Rio de Janeiro

Em sua 5ª etapa, o projeto Espaço, Memória e Projeto Urbano. A cidade e as atividades artístico-culturais: um diálogo possível com patrimônio industrial da área central e áreas adjacentes ao centro do Rio de Janeiro, busca investigar que benefícios sociais e culturais podem advir do uso do patrimônio industrial desativado ainda existente na cidade do Rio de Janeiro, pelas atividades artístico-culturais, partindo de experiências bem sucedidas em outros países e mesmo na própria cidade. Os pesquisadores que participam deste projeto inserem-se principalmente nas linhas de pesquisa História da Cultura, e Projeto e Morfologia Urbana. Um subprojeto intitulado Patrimônio Industrial x Práticas Artísticas foi agraciado com o Edital Patrocínio Cultural 2020 do CAU/RJ. 

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