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Projeto da UNIRIO estuda os anfíbios da Serra dos Órgãos, RJ

por comunicacao — publicado 24/10/2014 13h33, última modificação 24/10/2014 13h33
Coordenada pela professora Ana Telles, do Instituto de Biociências (Ibio), pesquisa busca identificar características dos animais e descrever novas espécies

Animais capazes de viver em ambiente terrestre, mas que dependem da água para reprodução, os anfíbios são objeto de estudo do projeto “Sistemática e Ecologia de Anfíbios da Serra dos Órgãos, RJ”, desenvolvido no Instituto de Biociências (Ibio) da UNIRIO.

O objetivo é identificar características dos animais e descrever novas espécies de anfíbios existentes na Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro (RJ), com ênfase no Parque Nacional da Serra dos Órgãos.

A região abrange diversos ambientes e variadas altitudes, desde 100 metros, no município de Guapimirim, até 12.263 metros de altitude, na Pedra do Sino, em Teresópolis. Essa diversidade ambiental se reflete na fauna local: somente na região do Parque, estima-se que haja entre 80 e 100 espécies de anfíbios, entre sapos, rãs e pererecas.

“Não sabemos o número certo de espécies, até porque a área do parque foi ampliada [chegando a 20 mil hectares], mas calculamos que o número chegue a 100”, explica a professora Ana Telles, do Departamento de Zoologia do Ibio. Ela coordena a pesquisa desenvolvida na Serra dos Órgãos, em parceria com uma equipe da UFRJ, com a colaboração de estudantes de graduação e pós-graduação em Ciências Biológicas da UNIRIO.

Entre as espécies descritas pela equipe da UNIRIO está a Dendrophryniscus organensis [na foto anterior]. Os pesquisadores observaram diferenças nos dedos, no focinho e no padrão de colorido do dorso do animal, descritas em artigo publicado na revista científica Zootaxa.

A pesquisa envolve o estudo morfológico e a classificação das espécies, além dos aspectos ecológicos, com ênfase na biologia reprodutiva, vocalização, ontogenia e ambiente onde os animais vivem e criam suas larvas.

Além disso, a recente extinção de algumas espécies é também objeto de investigação dos pesquisadores. Uma delas é a Aplastodiscus musicus [na imagem abaixo], perereca de porte médio desaparecida desde 1995.

A espécie endêmica Aplastodiscus musicus está desaparecida desde 1995 (Foto: Arquivo do projeto)

“Atualmente temos dado ênfase às espécies infectadas pelo fungo Batrachiotrichum dendrobatides (Bd), que tem levado muitas delas à extinção, e que está relacionado a problemas de alteração ambiental”, conta a professora. A pesquisa analisa quais espécies são mais afetadas e também características daquelas resistentes ao fungo.

Entre os objetivos do projeto está a publicação de um livro ilustrado, com fotos de identificação e uma pequena descrição das espécies de anfíbios do Parque. Ainda não há previsão de lançamento da obra.

A pesquisa coordenada pela professora Ana Telles foi um dos temas do programa GoodNews, da Rede TV, sobre o Parque da Serra dos Órgãos. Confira: http://www.redetv.uol.com.br/Video.aspx?107,12,422342,jornalismo,good-news,conheca-o-parque-nacional-da-serra-dos-orgaosrj

 



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