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HUGG inicia imunização de seus profissionais da linha de frente contra a Covid-19

por daniela.oliveira — publicado 22/01/2021 12h36, última modificação 22/01/2021 12h36
Primeiras doses da vacina foram aplicadas nesta quinta-feira, 21 de janeiro

O Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (HUGG), pertencente à UNIRIO, começou nesta quinta-feira, 21 de janeiro, a vacinação de seus colaboradores contra a Covid-19.

Nesta primeira etapa, serão imunizados os profissionais atuantes na linha de frente (equipes do CTI e Enfermaria Covid e os responsáveis pela triagem de casos suspeitos da doença).

A primeira dose foi para Luciana Severina da Silva, 45 anos, auxiliar de serviços gerais e fundamental no combate à doença, por manter os espaços reservados aos profissionais e usuários do hospital higienizados e seguros.

"Estou muito emocionada, com vontade de chorar. A vacina é um dos passos para a cura, mas temos de nos conscientizar que não é só a vacina, a prevenção tem de continuar. De qualquer maneira, vou seguir usando máscara, andando com álcool em gel e mantendo o distanciamento social, e acredito que todos devem seguir o mesmo. Hoje vou para casa mais tranquila e feliz. Hora de comemorar e na esperança do fim dessa doença", disse Luciana.

E a esperança não estava apenas nas palavras de Luciana. Os profissionais que aguardavam a chegada da primeira remessa -- após o trabalho do Setor de Vigilância em Saúde e Segurança do Paciente do HUGG, que conseguiu um quantitativo de doses junto à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para abastecer o hospital -- refletiam o mesmo sentimento.

"Espero que as vacinas continuem chegando em doses adequadas, que os grupos de risco sejam vacinados e que se estabeleça um novo normal. Sei que vai ser difícil que tudo ocorra em menos de um ano, mas espero que a mortalidade diminua, pois foi assustador vermos as pessoas não conseguirem respirar, você usar tudo que tem e não significar nada. Eu só queria que tudo isso acabasse. Agora, o ambiente mudou. Começamos a enxergar uma luz no fim do túnel. Todos da equipe ficaram bastante ansiosos quando souberam que a vacina ia chegar hoje (21/1). Era tudo o que a gente queria. Queríamos ver o fim, e as primeiras doses da vacina nos permitem isso", avaliou Cátia Pereira, enfermeira e coordenadora do CTI Covid do hospital.

O médico e coordenador do CTI de adultos do HUGG, Áureo do Carmo Filho, destacou que a vacina é a esperança de contenção da pandemia, após um ano de trabalho árduo.

"No início tivemos que organizar um setor para atendimento de Covid-19, já que não existia esse espaço no nosso hospital. Muitos profissionais foram deslocados, assim como insumos necessários para o enfrentamento desta situação foram adquiridos. Isso nos permitiu criar um centro realmente seguro, biologicamente falando, para atender esses pacientes, o que nos permitiu ajudar bastante no enfrentamento dessa pandemia, com uma taxa de mortalidade menor do que a do restante do mundo, o que nos dá orgulho. Agora, além do orgulho, podemos ter esperança com a chegada da vacina. A esperança de nos livrarmos da pandemia, imunizando boa parte da população para que possamos retomar o contato com nossos entes queridos", observou.

O coordenador do CTI adulto fez questão, ainda, de ressaltar a segurança das vacinas. "Existe muito sensacionalismo em cima das vacinas. Pessoas preferindo 'A' ou 'B', mas a população tem de entender que todas as vacinas, que foram tecnicamente aprovadas pela Anvisa, são eficazes. O paciente tem de tomar a primeira que chegar, pois a cada dia que deixamos de imunizar a população morrem, em média, mil brasileiros por dia", completou.

Mas a recomendação dos profissionais, inclusive para parte da população que for vacinada, é continuar seguindo protocolos de distanciamento e higiene.

"Mesmo após a imunização, tanto em sua primeira quanto em sua segunda dose, ainda existe um período de segurança de pelo menos duas semanas para se criar a imunidade. A distância entre uma dose e outra é de 28 dias. Depois da segunda dose, você ainda tem duas semanas de janela, relativamente desprotegido. Além disso, quem toma vacina não está livre de passar a doença para outras pessoas, mas sim de ter casos graves. Ou seja, vamos precisar usar máscara e manter o distanciamento, até que boa parte da população esteja vacinada, algo em torno de 50%, e isso não vai ser da noite para o dia, por isso todo cuidado continuará sendo necessário", alertou Áureo.

E o cuidado, de acordo com o médico, não é apenas no seguimento das regras da Organização Mundial da Saúde (OMS), mas também na qualidade da informação que recebemos a respeito da doença.

"Continuo vendo até hoje desinformação. O pior é quando você vê profissionais da saúde espalharem notícias falsas. Eu, nas minhas redes sociais, tento divulgar a todo momento informações verdadeiras, aquelas que realmente são úteis para o público de uma maneira geral. Despejo de informações equivocadas na Internet é extremamente prejudicial e é nosso papel como profissional de saúde mostrar a verdade, e a verdade é que a gente tem de se vacinar e ponto final", concluiu.

(Assessoria de Comunicação Social do HUGG)


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