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Extensão como caminho para ampliar formação de qualidade

por daniela.oliveira — publicado 18/06/2020 23h53, última modificação 18/06/2020 23h53
Mesa realizada nesta quarta-feira (17), como parte do I Congresso da Andifes, discutiu os desafios e as oportunidades para a extensão universitária

Os desafios e as oportunidades do momento atual para as atividades de extensão foram abordados na mesa virtual Universidade pública ao alcance de todos: a construção da Escola de Extensão da UNIRIO na internet, realizada na manhã desta quarta-feira (17). A atividade fez parte da programação do I Congresso da Andifes.

O pró-reitor de Extensão e Cultura da UNIRIO, Jorge Ávila, abriu a mesa destacando que as ações de extensão têm o propósito de fazer com que a universidade atinja um público muito maior, que transcende os muros das instituições. E, neste momento de pandemia, esse papel se amplia com o uso das plataformas virtuais.

"Com a Covid, fomos empurrados para a internet, estamos todos conectados e com uma infinidade de conteúdos sendo produzidos. Isso num momento em que estava sendo discutida a nova Escola de Extensão da UNIRIO", observou Ávila.

O projeto da Escola de Extensão foi apresentado pelo diretor de Extensão, Júlio Macedo. Implementada de forma totalmente virtual, a iniciativa teve início com o lançamento de uma chamada, no mês de abril, para a realização de cursos e eventos na modalidade à distância. A resposta foi muito positiva: os números indica que, somente nos meses de abril e maio, as atividades atingiram cerca de seis mil pessoas, em aproximadamente 80 ações.

"Isso mostra o potencial do corpo docente e técnico-administrativo, de responder muito rapidamente ao desafio de entrar num ambiente digital e oferecer informação e formação de qualidade", avaliou Macedo.

Citando o tema do I Congresso da Andifes (Realidade e Futuro da Universidade Federal), o diretor de Extensão destacou que as universidades foram, neste momento, empurradas para o ambiente tecnológico, mas vislumbrando um futuro muito promissor, do ponto de vista do alcance dessas instituições.

"Acredito que as universidades têm esse papel formador, de geração de conhecimento de qualidade, e a extensão é o caminho mais natural para ter essa interface com a sociedade. Mostrar o que está sendo produzido dentro da universidade, de maneira mais ampla e de fácil acesso", analisou.

Articulação e integração

Participaram também da discussão a especialista Ana Veneno, assessora da presidência da Empresa Municipal de Multimeios (Multirio), e a professora Ana Celia Castro, diretora do Colégio Brasileiro Altos Estudos (CBAE), vinculado à UFRJ.

A assessora da Multirio vê de forma muito positiva o uso dos recursos da educação à distância na extensão. Ela explicou que a produção da empresa municipal está distribuída na TV, nas redes sociais, na web rádio e no portal da internet. A articulação entre esses recursos e as diferentes linguagens, segundo a especialista, pode favorecer a formação.

"Entendo que esse modelo múltiplo pode oferecer uma formação densa e de muita qualidade. Isso pode ser feito com o compromisso do que a gente vai veicular e com parcerias entre instituições", observou Ana Veneno.

Para a diretora do CBAE, é preciso ampliar o conceito de extensão, seguindo para a ideia de vinculação - que propõe uma integração de todos os campos do conhecimento, e supera a tradicional divisão entre ensino, pesquisa e extensão.

"O momento que estamos vivendo nos exige uma mudança de paradigmas. A necessidade de mudança de metodologias já estava colocada, mas no 'novo normal' ela virou uma obrigação, é inevitável", salientou Ana Célia. Segundo ela, o CBAE, que tem um programa de cátedras, já vem pensando na integração e na vinculação da universidade com seus entornos.

O pró-reitor Jorge Ávila destacou ainda que é fundamental pensar se a missão da universidade brasileira comporta a oferta de programas de extensão que possam atingir um público mais amplo, via internet.

"Essa reflexão foi provocada pela pandemia, mas há outros vetores relacionados. Um deles tem a ver com a percepção sobre qual formação as pessoas sentem como necessárias para manterem suas atividades profissionais e amplia a inclusão das pessoas nesse ambiente pesadamente tecnológico", alerta.

Para Ávila, uma tendência que será observada é o aumento da demanda pelos cursos de extensão, e o canal mais natural para isso é a internet, pela possibilidade de atingir um número muito mais significativo de pessoas.


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