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Dissertações Defendidas 2026

TECA-TECA AMARELINHA AFRICANA: NO JOGO DA CONSTRUÇÃO DE CAMINHOS CÊNICOS.

Discente: Maria Carolina Ramos

A prática pedagógica desenvolvida articulou artes cênicas e decolonialidade. A ferramenta disparadora e estratégica para o processo pedagógico foi a brincadeira Teca-Teca amarelinha africana. A inserção dessa brincadeira contribuiu para o engajamento da turma nas atividades das aulas de teatro que ministrei no Lar de Maria Dolores, uma instituição comunitária localizada na região do Rocha e da Mangueira,no Rio de Janeiro. As brincadeiras possibilitaram a ativação de memórias de infância das participantes. No percurso, foram desenvolvidas atividades de estímulo corporal alinhadas com bem-estar e autocuidado, ao mesmo tempo em que trabalhamos reflexões e olhares críticos sobre os territórios onde vivem as adolescentes que frequentaram as aulas. Este trabalho buscou incorporar os Valores civilizatórios afro-brasileiros. Caminharam conosco: Milton Santos, Conceição Evaristo, Carolina Maria de Jesus, Aline Motta e Rosana Paulino. A partir dessas referências, estruturou-se um Roteiro de Práticas Sensíveis organizado em 'Casas' que acionaram corpo, território e memória, tomando o brincar como rito e metodologia. O percurso permitiu que as alunas narrassem seus trajetos, materializando em cena vivências e escutas por meio de uma dramaturgia coletiva. Assim, ao enraizar o brincar no corpo, a sala de aula transmutou-se de simples espaço em lugar de memória, experiência e sentido.