UNIRIO formaliza no MEC a criação do novo hospital universitário da UNIRIO
A UNIRIO assinou na última quinta-feira (18/12), em ato no Gabinete do Ministro da Educação no MEC, os documentos referentes à oficialização da fusão do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (HUGG) com o Hospital Federal dos Servidores (HFSE) e da cessão do patrimônio deste à Universidade, dando origem a seu novo hospital universitário.
Três ministros, Camilo Santana (Educação), Alexandre Padilha (Saúde) e Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos), além de outras autoridades dos três ministérios, estiveram na cerimônia, juntamente com uma delegação de 12 gestores da UNIRIO, composta pelo reitor José da Costa Filho, pelos pró-reitores Sidney Lucena (Proplan), Paola Orcades Meirelles (Progepe), Luana Aquino (Prograd) e Gustavo Naves (Prae), pelo chefe de Gabinete Vinícius Israel, pela procuradora Juliana Silveira, pelo coordenador de Comunicação Social Guilherme Simões Reis, pelos diretores das escolas de Enfermagem, Taís Vernaglia, Medicina e Cirurgia, Francisco José de Freitas, e Nutrição, Alessandra Pereira, e pelo superintendente do hospital universitário João Marcelo Ramalho Alves. Estavam presentes ainda o presidente da Ebserh, Arthur Chioro, e o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), José Geraldo Ticianeli (UFRR), que se tornou neste mês o membro representante das universidades federais no Conselho de Administração da Ebserh.
Foram solenemente assinados o contrato de gestão especial pela UNIRIO e pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), o contrato de cessão gratuita de uso do imóvel (válido enquanto os trâmites da doação definitiva para a UNIRIO não são concluídos), pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU/MGI), pela UNIRIO e pela Ebserh, e a portaria de descentralização da gestão do HFSE, pelo Ministério da Saúde. Também foi formada uma comissão para acompanhamento da gestão de pessoal, com participação do Ministério da Saúde, da UNIRIO e da Ebserh, e foi autorizada pelo MEC a criação de uma comissão para tratar de outras questões importantes relacionadas à fusão, como o financiamento da reocupação do Gaffrée e Guinle, o financiamento para a migração do Instituto Biomédico (IB), a criação de cursos novos e o aumento de servidores técnico-administrativos e docentes.

“Este passo de hoje, que foi construído principalmente a partir de novembro do ano passado, consolida institucionalmente um projeto que, para a UNIRIO, para além de toda a conquista no campo hospitalar, significa uma grande expectativa de fortalecimento dos cursos da área da saúde, de outros cursos, de redimensionamento, dos nossos tradicionais cursos de Medicina, Enfermagem e Nutrição, do nosso Instituto Biomédico, que é responsável pelo curso de Biomedicina, e do nosso curso de Serviço Social, que também vai se fortalecer. A nossa expectativa é a de contribuir muito com o SUS, com a região em que o novo hospital da UNIRIO se encontra, ali próximo à Pequena África, ao lado do Cais do Valongo e do Morro da Providência. Nossa expectativa é a de fazer crescer a nossa possibilidade de ação social, ao lado do crescimento da parte acadêmica e da assistência à saúde no âmbito do SUS, com a parceria da Ebserh”, projetou o reitor Da Costa, que enfatizou na solenidade que os objetivos e os princípios norteadores da Universidade foram delineados em intenso processo de debate coletivo.
Da Costa salientou que esse debate coletivo envolveu audiências públicas, reuniões com decanos e nas unidades acadêmicas, e uma histórica e excepcionalmente extensa reunião conjunta dos dois conselhos superiores no mês de junho deste ano, com 5 dias e 45 horas de acirrada discussão. Destacou ainda o grupo de trabalho que discutiu durante aproximadamente três meses os detalhes sobre a fusão, tendo sido formado após a resolução de aprovação da unificação do HUGG com o HFSE naquela sessão dos conselhos.
Ministros destacam atuação da UNIRIO e prometem apoio
A cerimônia conclui todos os arranjos do Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais do Rio de Janeiro, segundo avaliou o ministro da Saúde. “O processo é muito positivo nesses hospitais. O de Bonsucesso, administrado pelo Grupo Conceição, estatal do Ministério da Saúde, era o mais desafiador. Mas este para o Hospital dos Servidores foi o arranjo mais potente de todos, unindo dois hospitais exitosos. O senhor, reitor, no ano que vem já vai poder comemorar muito. Muito obrigado ao senhor, e continue nos ligando, falando conosco, cobrando”, enfatizou Padilha.
“O fato de fazermos este ato aqui hoje com a presença dos três ministros mostra o compromisso que temos com este processo que estamos construindo hoje. Além de ser 100% SUS, será um hospital de pesquisa, ensino, formação de profissionais de saúde. Pode contar com o Ministério da Educação para o que precisar, reitor. Completamos um ano deste processo, que o reitor conduziu com muita responsabilidade. Ajudaremos no que for preciso, com recursos humanos. Viva o SUS e viva a UNIRIO”, festejou o ministro Camilo Santana.
“Precisávamos de uma mudança na gestão dos hospitais. Como professora da UFRJ, estou muito feliz que neste processo esteja junto uma universidade como a UNIRIO. A Reitoria da UNIRIO é minha vizinha de parede na UFRJ. Acompanhei o processo desde o início, e recebi algumas vezes o reitor, que me apresentou suas preocupações. É claro, a UNIRIO já tinha um hospital muito respeitado, muito importante no serviço prestado à população do Rio, muito relevante na formação. Obviamente era uma responsabilidade muito grande. Estamos muito felizes por termos revertido a lógica de desinvestimento e destestatização do governo anterior”, opinou a ministra Esther Dweck.
“O entendimento do governo federal de que seria preciso fazer um salto de qualidade, compreendendo a circunstância política e social particular do Rio de Janeiro e do SUS no que tange à administração dessas seis unidades hospitalares e visualizando que a UNIRIO poderia participar desse processo é para a gente um presente e representa um conjunto de desafios. Nós criaremos, ministro Camilo, um novo campus, que será dedicado a uma de nossas antigas unidades do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde. Também criaremos novos cursos. Já estamos conversando sobre os esforços que cada ministério vai fazer para seguir o processo pelo qual a UNIRIO poderá de fato se redimensionar na parte acadêmica para além do que ela já vai crescer por ter esta inserção tão grandiosa no SUS com um hospital desta potência. Teremos também no nosso Gaffrée e Guinle serviços de saúde especializados sem concorrer com o hospital. Teremos a ampliação dos nossos cursos e a ministra Esther ainda não sabe que terá que conversar com o nosso Planejamento para abrir alguns novos códigos de vagas docentes e de técnicos. Para cumprir a nossa função, com uma tarefa histórica tão grandiosa em um contexto tão difícil como o do Rio de Janeiro, e para que a Universidade como um todo se fortaleça, precisamos de todos. Tenho certeza de que os três ministros e os seus secretários executivos vão estar juntos para fortalecer a Universidade nessa tarefa”, afirmou, na solenidade, Da Costa, agradecendo ainda à diretoria da Andifes pela atuação na finalização do processo burocrático de pactuações, assim como à equipe da gestão central da Universidade e também à Ebserh, por absorver as variadas preocupações da Universidade, não somente em relação à questão específica da gestão hospitalar, e por se dispor a buscar ajudar politicamente a fortalecer a instituição de ensino e pesquisa que, como destacou o reitor, terá um dos maiores hospitais universitários da extensa e importante rede que a empresa pública do MEC gere atualmente em todo o país.

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