Segundo evento do ciclo de conversas sobre o novo Hospital Universitário debateu período de transição
O segundo evento do ciclo de conversas mensais sobre o novo Hospital Universitário dos Servidores do Estado (HUSE-UNIRIO) aconteceu na última terça-feira (7), no Anfiteatro 2 da unidade da Escola de Medicina e Cirurgia. Estiveram presentes a pró-reitora de Gestão de Pessoas, Paola Meirelles; o pró-reitor de Planejamento, Sidney Lucena; a diretora de Gestão de Pessoas da Ebserh-Rede, Luciana Viana; e o superintendente do HUSE, João Marcelo Ramalho Alves.
O ciclo de conversas busca estabelecer um canal de comunicação direta entre os servidores e a gestão da Universidade. O primeiro encontro aconteceu em março, no anfiteatro geral do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (HUGG).
Luciana Viana, em sua fala, disse que o processo tem sido prioritário para a estatal devido ao ineditismo da triangulação entre a Universidade, a Ebserh e o Ministério da Saúde. A diretora também destacou o desafio de dialogar sobre a questão da mudança da lotação profissional dos trabalhadores que estão hoje no HUGG. "Nós fazemos a integração de três vínculos agora: o vínculo do empregado público, do técnico administrativo em educação e dos funcionários de carreira do Ministério da Saúde. Nós entendemos bem a delicadeza disso e a Diretoria de Gestão de Pessoas se coloca sempre à disposição para esse diálogo", disse.
Ainda segundo Luciana, já estão sendo planejadas rodas de conversa itinerantes dentro do HUSE, para dialogar com os trabalhadores e apresentar as novas lideranças vindas do HUGG. "Nós vamos mapear os lugares, conforme a orientação do colegiado executivo, onde os trabalhadores estão se integrando, para que a gente também se aproxime do mundo real ali, do dia a dia do trabalhador", explicou.
Na sequência do evento, o superintendente João Marcelo falou detalhadamente sobre o período de transição atual, destacando a complexidade do processo. "Alguns serviços já migraram para o HUSE - o serviço da Oftalmologia foi o primeiro, que nos deu inúmeros ensinamentos. E por que iniciamos pela Oftalmologia? Porque de todas as clínicas do hospital é a que tinha maior integração, menos resistência e todos do serviço desejavam fazer esse processo", explicou.
Segundo ele, o processo é muito complexo por envolver não apenas a transferência de lotação de funcionários, mas também o levantamento de todas as agendas dos dois hospitais dentro do sistema de regulação. "Temos reuniões com a Secretaria de Estado, com a Secretaria de Município, para transferir o atendimento desses pacientes. Tivemos que fazer treinamento com toda a equipe sobre o prontuário eletrônico e rever todos os processos de trabalho, a grade de insumos, o centro cirúrgico, rever pessoal... É uma série de processos e a gente tem feito isso com bastante cuidado", disse o superintendente.
Ainda segundo ele, o prédio do HUGG não reúne mais as qualidades estruturais para o funcionamento de um hospital de alta complexidade. "Desde a década de 70 existem estudos, relatórios e projetos dentro da UNIRIO para um novo hospital. Eu recuperei esses projetos antigos, estudei-os, li as justificativas. Então, não é uma novidade que o Hospital Gaffrée já não tenha essas condições há décadas", explicou.
Segundo João Marcelo, mais de R$ 40 milhões foram gastos em melhorias e equipamentos para o novo hospital e mais de 600 novos trabalhadores foram contratados. "Surgiu a oportunidade e essa oportunidade vai transformar a nossa Universidade. A UNIRIO passa a ter o maior hospital universitário do estado do Rio de Janeiro e o terceiro maior hospital universitário federal do Brasil. A gente vai ter um equipamento que vai poder formar melhor nossos alunos, formar melhor os nossos residentes", disse.
A atividade seguiu com a abertura para questionamentos do público ao participantes. Veja abaixo a íntegra da transmissão pelo canal audiovisual da UNIRIO.

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