Forma-UNIRIO 2026 encerra primeira edição com debate sobre inteligência artificial e cultura digital no ensino superior
A I Semana de Formação Continuada para Profissionais em Educação (Forma-UNIRIO 2026) foi encerrada nesta quinta-feira, 26 de fevereiro, com uma programação dedicada ao debate sobre os desafios e as implicações pedagógicas do uso da inteligência artificial (IA) no ensino superior.
A primeira mesa, ministrada pelo professor Marcos Antônio da Silva (UERJ), abordou o tema Inteligência Artificial, Cultura Digital e Inovação Pedagógica no Ensino Superior. Entre os pontos enfatizados, esteve a proposta de incorporar, como estratégia avaliativa, a apresentação da sequência de perguntas elaboradas pelos estudantes nos prompts utilizados com ferramentas de IA. Segundo o palestrante, tornar visível o percurso da interação — a cadeia de indagações, reformulações e aprofundamentos — permite avaliar não apenas o resultado final, mas o processo cognitivo envolvido. A prática estimula a autoria, a reflexão crítica e o uso responsável da tecnologia, deslocando o foco do produto para a construção do conhecimento.
Ao discutir as diferenças entre cultura audiovisual e cultura digital, bem como a chamada “pedagogia do prompt” em diálogo com a pedagogia da pergunta, o professor ressaltou que a IA pode funcionar como parceira de cocriação e ampliação cognitiva — desde que mediada por princípios éticos, metodológicos e formativos.
Na sequência, o professor Wallace Carrico de Almeida (UFRRJ) explanou sobre Aplicações Práticas de Tecnologias Educacionais, debatendo formas viáveis de integrar recursos digitais e IA às rotinas de sala de aula.
Ao final do encontro, a pró-reitora de Graduação, Luana Aquino, destacou que o encerramento representa, na verdade, o início de um processo permanente de formação institucional.
“Encerramos não como quem conclui um evento, mas como quem inaugura um ciclo. A graduação é um projeto institucional compartilhado. Ela não se sustenta apenas na sala de aula; ela se realiza na secretaria, no laboratório, na gestão acadêmica, no suporte técnico. Precisamos consolidar uma cultura de formação continuada prevista no calendário acadêmico e articulada a dados, avaliação, equidade, inovação e responsabilidade pública”, afirmou.
Luana também ressaltou que a qualidade das mesas e das trocas realizadas demonstra o compromisso coletivo da comunidade acadêmica, ao mesmo tempo que sinaliza a necessidade de ampliar a adesão e fortalecer a cultura institucional de formação permanente.
Entrega de kits tecnológicos
Um dos momentos simbólicos do encerramento foi a entrega de kits tecnológicos às Escolas, compostos por microfone de lapela e webcam com especificações adequadas ao uso em sala de aula.
Segundo a pró-reitora, a iniciativa integra uma estratégia de fortalecimento da inovação pedagógica e da diversificação de modelos híbridos de ensino.
“Não se trata de um gesto isolado. Inovação exige condições materiais, investimento e articulação administrativa. Esses kits representam apoio concreto ao trabalho docente e às equipes acadêmicas”, destacou Luana Aquino.


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