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Projeto de extensão da UNIRIO promove campanha para prevenir lesões de braço em motociclistas

Setenta por cento das ocorrências de trauma do plexo braquial são causadas por queda de moto

Veículos que mais matam no Brasil, as motocicletas foram responsáveis por 32% das mortes no trânsito em 2016, segundo informações do Observatório Nacional de Segurança Viárias. Quando não são fatais, os acidentes com motos muitas vezes resultam em um tipo de lesão que pode causar incapacidade de movimentar e sentir o braço – o trauma de plexo braquial.

Cerca de 70% das ocorrências deste tipo de lesão são causadas por queda de moto. O trauma de plexo braquial – conjunto de nervos que saem da espinha, na altura do pescoço, em direção ao braço – é tema de projeto de extensão coordenado por José Fernando Guedes Corrêa, professor da Escola de Medicina e Cirurgia e chefe da Divisão de Neurocirurgia do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (HUGG), e que conta com a participação do estudante de Medicina Rodrigo Salvador Vivas Cardoso.

O objetivo do projeto, iniciado em 2018, é disseminar o conhecimento sobre o trauma do plexo braquial entre motociclistas e, com isso, contribuir para redução das lesões, sem, contudo, desestimular o uso da motocicleta.

No primeiro ano de desenvolvimento, o projeto teve como foco a realização de rodas de conversas e a distribuição de um folder explicativo em autoescolas. Já para este primeiro semestre de 2019, o foco está dentro da UNIRIO. “Nosso objetivo é levar ao ambiente da Universidade a informação quanto aos riscos e, principalmente, estimular e instruir uma postura defensiva na direção de motocicletas”, explica Rodrigo Cardoso.

Impacto social

Outra questão relevante é que as motocicletas são bastante utilizadas como meio de transporte e ferramenta de trabalho na população de mais baixa renda e menor escolaridade, principalmente por seu preço mais acessível e pela ocupação de funções no mercado de trabalho como mototaxista e motofretista.

“Assim, por ser a prevenção o método de política pública mais eficaz e eficiente, a difusão do conhecimento quanto a informação, orientação e esclarecimento sobre acidentes com motocicletas não só é uma questão de saúde, mas também de redução da desigualdade social", destaca Rodrigo.

Para o estudante, participar do projeto é uma oportunidade de se aprofundar no tema e acompanhar mais de perto os pacientes do HUGG que tenham se acidentado. “Tenho desenvolvido a consciência da complexidade que é o ser humano e a doença. Na lesão de plexo braquial, a perda de funcionalidade do membro superior possui grande impacto funcional e psicológico na vida do paciente. Desemprego, depressão e dissoluções conjugais são alguns exemplos”, observa.

Confira o folder elaborado pelos participantes do projeto.


Capes CNPQ Imagem Rede Unirio