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Professora da UNIRIO participa de pesquisa sobre incêndio florestal na Antártica no período Cretáceo

por Comunicação publicado 14/01/2022 11h48, última modificação 17/01/2022 11h58
Achado foi descrito por pesquisadores em artigo publicado na revista ‘Polar Research’, com coautoria de Luiza Ponciano, do Ibio

Cientistas brasileiros encontraram em fósseis vegetais evidências de um incêndio florestal ocorrido na Ilha de James Ross, na Península Antártica, 75 milhões de anos atrás. O achado inédito foi descrito em artigo publicado na revista Polar Research, com coautoria da professora do Instituto de Biociências (Ibio) Luiza Ponciano.

O material foi recolhido na chamada Formação de Santa Marta, localizada na porção nordeste da Ilha de James Ross, em expedição ao continente gelado promovida entre 2015 e 2016 pelo projeto Paleoantar, liderado pelo Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“A olho nu, os fósseis de plantas apresentavam uma camada mais escura, indicando a possibilidade de terem passado por incêndios”, revela Luiza. A análise microscópica confirmaria a hipótese, permitindo, ainda, identificar os fósseis como representantes da família das araucárias.

“Naquela época, as gimnospermas [grupo vegetal ao qual pertencem as araucárias] eram predominantes no planeta. Com o tempo, as angiospermas [plantas com flores] passaram a predominar, como resultado das mudanças ambientais ocorridas ao longo da história da Terra”, aponta a pesquisadora. As transformações no meio ambiente culminaram na maior distribuição de angiospermas em regiões de clima quente, enquanto a gimnospermas passaram a ocupar áreas com temperaturas mais baixas ou de maiores altitudes.

Luiza lembra, ainda, que no período Cretáceo, quando teria ocorrido o incêndio, a Antártica era uma região de clima relativamente quente, com árvores e diversos animais. Segundo ela, o fenômeno pode ter se iniciado por dois motivos: relâmpagos ou erupções vulcânicas. “Naquela época, havia na Antártica expressiva atividade vulcânica, como constatamos pelas rochas, formadas por lava petrificada”, observa.

O estudo irá auxiliar os cientistas na compreensão do ambiente da época. “Podemos inferir de que forma os paleoincêndios impactaram a evolução – por exemplo, provocando episódios de mortalidade em massa – e analisar essas informações junto com dados de outras amostras e a distribuição local das rochas, para entender como ocorreu a formação ambiental daquela região”, ressalta a professora.

Também participaram do estudo pesquisadores das Universidades Federais de Pernambuco (UFPE), do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Espírito Santo (Ufes), e das Universidades Regional do Cariri, do Contestado, e do Vale do Taquari.

(Imagem: Maurílio Oliveira)


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