V Congresso da Seção Latino-Americana da Associação Internacional para o Estudo da Música Popular, IASPM-LA


Rio de Janeiro, 21 a 25 de junho de 2004


Promoção: Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Universidade Cândido Mendes (UCAM), Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

Apoio: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

 

O Choro de Câmera formado por Joel Nascimento (Bandolim), Aloysio Fagerlande (Fagote), Luiz Otávio Braga (violão e violão de sete cordas, direção musical e arranjos) e Rodolfo Cardoso (percussão) é uma realização sui generis no contexto dos formatos instrumentais que fazem a história da música brasileira. A faceta camerística da música de Choro da qual Nascimento e Braga são oriundos encontra neste evento o fagote de Aloysio Fagerlande, instrumento inexplicavelmente ausente neste gênero e a percussão sinfônica/popular de Cardoso.

Aloysio Fagerlande, natural do Rio de Janeiro, estudou com Noël Devos , obtendo o mestrado em fagote pela Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro. No período de 1986/1987 realizou curso de aperfeiçoamento na classe de Gilbert Audin, França, obtendo o “Prix de Virtuosité” em 1987. Fagerlande já integrou as principais orquestras do Rio como 1o fagote, sendo atualmente Professor de Fagote da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Joel Nascimento, carioca da Penha, iniciou seus estudos de bandolim em 1969, começou a sua carreira profissional em 1974, tendo se apresentado nas principais salas de concertos do país. Tocou como solista com a Orquestra do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra de San Antonio, Texas, USA, Orquestra de Câmara de Blumenau e Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. Tem participado de gravações ao lado dos maiores nomes de nossa música, além de gravar para trilhas sonoras de cinema e televisão. Radamés Gnatalli, dedicou-lhe o Concerto N º 2, para Bandolim e Orquestra.

Luiz Otávio Braga, nasceu em Belém do Pará, tendo estudado violão com Lindomar Modesto e João Pedro Borges. Trabalhou como instrumentista e orquestrador com a Camerata Carioca, Joel Nascimento, e orquestras Sinfônica Brasileira, Sinfônica do Teatro Municipal do Rio, Câmara do Brasil, Sinfônica de Porto Alegre, Câmara de Blumenau, Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina, San Antonio (Texas, USA), Música Popular de Curitiba. Doutor em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é professor do Instituto Villa-Lobos da UNIRIO.

Rodolfo Cardoso, estudou percussão Luiz D’Anunciação. Trabalhou por dezessete anos consecutivos como primeiro solista (Timpanista) nas orquestras Sinfônica de Brasília, Sinfônica Brasileira (OSB) e Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Participou como camerista de diversas formações, atuando também na área de música popular. Desde 1986 é professor de percussão na UNIRIO onde, em 2002, obteve o título de mestre em musicologia.

Programa
Pixinguinha (Ainda Existe); Jacob do Bandolim (Benzinho); M. Carrilho –J. Lyra -Luiz Otávio Braga (Vamos dar o fora!); Hermeto Paschoal (Bebe); Ernesto Nazareth (Ouro sobre o azul, Gotas de Ouro, Tenebroso); Freire Júnior (Revendo o passado); A. C. Jobim (Chega de Saudade); Pixinguinha (Ainda me Recordo, Rosa); Jacob do Bandolim (Biruta, Diabinho Maluco); Cândido Pereira da Silva (O Nó).

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