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Morpheus - Revista Eletrônica em Ciências Humanas - Ano 05, número 09, 2006 - ISSN 1676-2924 |
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CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL (CDU): PROPRIEDADES DOS AUXILIARES COMUNS DE PROPRIEDADES Maria Teresa Wiltgen Tavares da Costa Fontoura RESUMO ABSTRACT
CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL (CDU):
Maria Teresa Wiltgen Tavares da Costa Fontoura (UNIRIO)
INTRODUÇÃO A Classificação Decimal Universal (CDU), de responsabilidade civil do UNIVERSAL DECIMAL CLASSIFICATION CONSORTIUM (UDC Consortium, 1997/1998), foi criada no âmbito do Projeto do Repertório Bibliográfico Universal para estruturar o índice classificado de todas as informações publicadas, como bem revela seu primeiro título Manuel du Répertoire Bibliographique Universel, 1904-1907. A iniciativa foi do advogado belga Paul—Marie Ghislain Otlet com a colaboração de Henri-Marie LaFontaine, sob a égide do então recém-fundado Institut International de Bibliographie, em Bruxelas. O ponto de partida foi a necessidade de um instrumento que permitisse pôr em ordem sistemática as entradas do índice. OTLET e LAFONTAINE viram na Dewey Decimal Classification (DDC) - uma das melhores da época - não só uma taxionomia do conhecimento mas sua expressão notacional por meio da linguagem universal dos números arábicos aplicados decimalmente. Esta capacidade de expansão era ideal para acomodar as minúcias que o trabalho bibliográfico requer, exigência esta que não ocorria quando se tratava apenas de dar arranjo aos livros em estantes de bibliotecas, finalidade inicial da DDC. Considerando estes aspectos positivos e planejando soluções para os aspectos tidos como negativos para o propósito em questão, em 1894, os dois bibliógrafos obtiveram de Melvil Dewey, autor da DDC, autorização para usá-la como base para a construção de uma outra classificação, a CDU. Assim, a DDC, uma classificação exclusivamente enumerativa, onde os assuntos publicados já se acham arrolados e codificados, serviu de fonte para uma classificação que permite a síntese, isto é, a construção de números compostos para indicar assuntos inter-relacionados que não podem ser previstos quando da elaboração do sistema. Foram identificadas várias relações possíveis entre assuntos e atribuídos símbolos para representá-las. Foram, também, identificadas características comuns a vários assuntos que resultaram agrupadas em listas independentes das tabelas principais, consideradas auxiliares. Esta nova classificação serviu para a unificação sistematizada de todos os tipos de documentos publicados. Com um século de constante evolução, a CDU é o primeiro esquema de classificação multilíngüe do mundo para todos os campos do saber e um sofisticado instrumento para indexação e recuperação de informação. Desde sua criação tem sido extensivamente revisada e desenvolvida, tornando-se altamente flexível e eficiente para base da organização de registros bibliográficos. Abrange todos os assuntos e pode ser utilizada em acervos que lidem com qualquer tipo de suporte documental. Atualmente está estruturada de maneira que os novos campos do saber possam ser prontamente incorporados. Seu sistema de codificação é independente de qualquer linguagem particular. Foram mantidos os numerais arábicos e o princípio decimal da DDC e incluídos sinais de pontuação e outros mecanismos para individualização de fatos, datas e pessoas, bem como para a especificação de assuntos por meio de símbolos de outros sistemas notacionais. A DDC e a CDU são classificações documentárias de tipos diferentes. A primeira se destina ao uso em bibliotecas, para organização física de acervos e como guia para o conteúdo desses acervos. A segunda, para uso bibliográfico, serve para a indexação e descrição minuciosa do conteúdo de documentos que não se achem limitados a uma determinada coleção, razão de sua escolha pelas bibliotecas especializadas. Quanto à abrangência dos assuntos, a primeira é do tipo enumerativo, arrolando exaustivamente as categorias em que o universo foi dividido. A segunda optou por ser do tipo facetado e esta tem sido sua diretriz. Identifica características comuns a várias categorias e as organiza em listas ou tabelas que representam, cada uma, uma faceta, ou seja, a totalidade de conceitos obtidos mediante a aplicação de uma determinada característica de divisão. Neste tipo, os assuntos são decompostos em seus elementos para recombinação ou síntese. Por este motivo, a classificação facetada é também chamada de analítico-sintética. A CDU é o resultado de um projeto que aproveitou os pontos positivos de uma classificação enumerativa ajustando-os aos novos propósitos. Consta que PAUL OTLET concebeu a idéia de uma biblioteca sem livros materializados, cujos conteúdos pudessem ser vistos em uma tela. Seu sistema de classificação é hoje considerado similar ao hipertexto, habilitando para a navegação em redes computacionais. A natureza flexível da CDU tem sido o motivo de sua escolha como linguagem de indexação e recuperação da informação por parte de muitas bibliotecas e serviços de informação. Ela possibilita expressiva indexação e pesquisa pelos diferentes aspectos de um assunto, se adaptando a coleções multimídias. É particularmente eficiente para a organização e busca de informações na WEB.
POSIÇÃO DOS AUXILIARES COMUNS DE PROPRIEDADES NA ESTRUTURA DA CDU A CDU está organizada em tabelas principais e auxiliares. As principais, também identificadas como classes principais, são numeradas de zero a dez, abrigando as notações primárias para representar campos do saber. Atualmente a tabela quatro está vaga. A característica mais inovadora e influente da CDU é sua notação auxiliar, ou seja, os sinais e subdivisões criados para permitir a construção de números compostos ou sínteses. Um número composto ou síntese se obtém pela reunião de elementos extraídos de mais de uma parte do sistema. A notação auxiliar pode ser comum ou especial Os auxiliares comuns proporcionam um meio de expressar inter-relações entre assuntos, indicam características geralmente repetitivas, isto é, aquelas que são aplicáveis em todas as tabelas principais. Incluem dois tipos de símbolos: os sinais e as subdivisões. Os sinais são: Coordenação + (adição); Extensão consecutiva / (barra oblíqua); Relação simples : (dois pontos); Subagrupamento [ ] (colchetes); Ordenação :: (dois pontos duplos). As subdivisões auxiliares comuns consistem em tabelas nas quais os conceitos são enumerados e arranjados hierarquicamente. Estes símbolos numéricos são precedidos por indicadores de facetas. Os auxiliares comuns são de dois tipos: os auxiliares independentes e os dependentes. Os auxiliares independentes podem ser usados isoladamente, aplicados a qualquer classe ou citados antes de uma classe, enquanto os auxiliares dependentes só podem ser usados para especificar uma notação da CDU. As subdivisões auxiliares comuns independentes são: Auxiliares Comuns de Língua – indicador de faceta =... ; Auxiliares Comuns de Forma – indicador de faceta (0 ); Auxiliares Comuns de Lugar – indicador de faceta ( ); Auxiliares Comuns de Grupos Étnicos e Nacionalidade – indicador de faceta (= ); Auxiliares Comuns de Tempo – indicador de faceta “ “. As subdivisões auxiliares comuns dependentes são de dois tipos: 1) Especificação de assunto através de notações que não pertencem a CDU: a) introduzidas pelo asterisco *, estas notações de outros sistemas notacionais servem para atingir um nível de especificação do assunto que não seja possível representar através das notações da CDU; b) especificação pelo acréscimo direto de letras A/Z para nomes próprios, suas abreviaturas e acrônimos, bem como para outras especificações que se façam necessárias. 2) Especificação de assunto pelos Auxiliares Comuns de Características Gerais, que contém quatro seções: -02 Auxiliares Comuns de Propriedades; -03 Auxiliares Comuns de Materiais; -04 Auxiliares Comuns de Relações, Processos e Operações; -05 Auxiliares Comuns de Pessoas e Características Pessoais. Os auxiliares especiais indicam características que se repetem em determinados lugares e são limitados em seu alcance, podendo ser localizados nas tabelas principais, nas tabelas auxiliares comuns e nos próprios auxiliares especiais. A CDU ao categorizar os auxiliares especiais não o fez até o nível de especificação que garanta às respectivas subcategorias sua identidade conceitual. O sistema reconhece três tipos de auxiliares especiais que podem ser visualizados por seus respectivos indicadores de facetas: séries de hífens, séries de ponto zero e séries de apóstrofo. Contudo, há os auxiliares especiais conhecidos como algarismos finais. Estes não possuem indicadores de facetas. São arrolados precedidos por reticências... as quais devem ser omitidas na notação construída. Não há referência quanto ao tipo de conceitos que abrigam. Devem ser usados como algarismos finais. As séries de hífens - têm funções principalmente analíticas ou diferenciadoras, servindo para indicar elementos, componentes, propriedades e outros detalhes do assunto representado pelo número ao qual se aplicam. As séries de ponto zero .0 - mostram facetas que tratam de estudos, atividades, processos, operações, instalações e equipamentos relativos ao assunto expresso através do número ao qual são acrescentados. O apóstrofo ‘ tem função sintética ou integradora, evidenciando assuntos compostos por meio de notações compostas. As divisões podem estar presentes na própria forma, como em 81’0/’44 (Origens e períodos das línguas; Fases de desenvolvimento e Lingüística geral) ou resultarem de derivação de números principais através de divisão paralela, como em 637’6 (que deve ser dividido como em 636 para a especificação de produtos de animais domésticos, criados ou mantidos pelo homem). Como é possível perceber, há conceitos auxiliares comuns e especiais de propriedades. Os especiais, das séries de hífens, estão na mesma categoria dos conceitos auxiliares especiais relativos a elementos, componentes e outros detalhes do assunto, excluídos os detalhes relativos a estudos, atividades, processos, operações, instalações e equipamentos, estes últimos agrupados na categoria representada pelo indicador de faceta ponto zero. A CDU não define os conceitos que inclui nas categorias dos seus auxiliares. Os auxiliares comuns são identificados por nomes auto-explicativos, como, por exemplo, os Auxiliares Comuns de Lugar, os Auxiliares Comuns de Forma, os Auxiliares Comuns de Materiais, etc. Os diversos auxiliares especiais não possuem denominações próprias, embora tratem de conceitos específicos e recorrentes no âmbito do conceito mais geral que os abriga.
DEFINIÇÕES DE PROPRIEDADE Com o propósito de esclarecer o significado do termo propriedade, foram, inicialmente, selecionadas as seguintes acepções constantes de fontes de referência. a) Propriedade – o substantivo deriva do adjetivo proprius e significa que é de um indivíduo específico ou de um objeto específico (nesse caso, equivale a: típico daquele objeto, a ele pertencente), sendo apenas seu. A etimologia oferece os traços de uma oposição entre um indivíduo ou um objeto específico e o resto de um universo de indivíduos e de objetos, como categorias que se excluem reciprocamente. (BOBBIO, 1997) b) Propriedade - do latim proprietás, átis (proprius); qualidade própria, caráter próprio, propriedade; caráter específico, caráter especial. (FERREIRA, s.d.) c) Propriedade - a determinação ou característica própria de um objeto em um dos sentidos do termo próprio; qualquer qualidade, atributo, determinação que sirva para caracterizar um objeto ou para distingui-lo de outros. (ABBAGNANO, 1970) d) Propriedade - em um sentido ontológico, a propriedade é uma característica definidora de um objeto ou de uma classe de objetos. (JAPIASSÚ, 1996) e) Propriedade – o que é próprio. O que distingue especialmente uma coisa de outra do mesmo gênero. Qualidade que procede da essência do ser, sem a qual ele não pode existir. Virtude particular. (DICIONÁRIO, 1981) f) Propriedade – qualquer dos atributos de um objeto (posição, cor, forma, nome) que definem sua aparência e comportamento.(MICHAELIS, 1998) A literatura da área não é expressiva no que concerne à definição de propriedade. BARBOSA (1969) se refere à propriedade como algo próprio de cada elemento de uma classe mas que não é imprescindível à definição da classe. PIEDADE (1983) destaca que propriedades são as qualidades do produto final e de suas partes; a qualidade comum a todos os membros de um gênero, porém que não lhes é exclusiva. Exemplificando: todos os animais respiram, mas não só os animais o fazem, pois os vegetais também respiram. Respiração é, portanto, uma propriedade dos animais. O ferro é um metal duro, a dureza é, pois, uma propriedade do ferro. DAHLBERG (1978) se refere ao conceito de propriedade ao conceituar conceito como a unidade de conhecimento que surge pela síntese dos predicados necessários, relacionados com determinado objeto e que, por meio de sinais lingüísticos, pode ser comunicado. Uma explícita verbalização das propriedades de um objeto é essencial, a fim de que seja possível a comunicação intersubjetiva do mesmo objeto. A cada enunciado sobre determinado objeto corresponde uma unidade de conhecimento a respeito desse mesmo objeto. Essas unidades, enquanto elementos de conhecimento, podem ser entendidas como elementos de conceito. Foram também chamadas características do conceito. Tais características não devem ser confundidas com as propriedades do conceito, como por exemplo, a propriedade de pertencer a determinada categoria, de ter relações, de possuir intensão e extensão, etc. VICKERY (1980) salienta o fato de que as partes, os constituintes e as propriedades de uma determinada substância dependem claramente dessa substância que forma a idéia central para a qual as outras categorias contribuem. Uma coisa tem partes, constituintes e propriedades, e sofre processos e operações. Suas partes também têm constituintes e propriedades e os constituintes, por sua vez, têm suas propriedades.
ORIGEM DOS AUXILIARES COMUNS DE PROPRIEDADES Os Auxiliares Comuns de Propriedades, cujo indicador de facetas é -02, foram estabelecidos através da publicação Extensions and Corrections to the UDC, número 21, 1999. Foram incluídos na Tabela Auxiliares Comuns de Características Gerais, através de uma nova seção. Registre-se a impropriedade do título genérico da Tabela ao se referir a variadas categorias de características como características gerais. A propriedade é um aspecto que deve ser incluído na ordem de citação dos elementos representativos de um conceito por dizer respeito a aspectos essenciais deste conceito. Na estrutura classificatória, todos os conceitos da referida Tabela são considerados dependentes e, portanto, devem ser citados imediatamente após a classe. Existem apenas como sufixos para um número de classe. Não se deve esquecer que a classe traz consigo seus auxiliares especiais. Nestes casos, os auxiliares especiais, que compõem a classe, precedem os auxiliares comuns dependentes. Os auxiliares dependentes devem ser usados apenas quando houver necessidade de exprimir a faceta para melhor diferenciar o conceito indicado pelo número principal que não conte com auxiliares especiais. Exemplos de aplicação: Museus virtuais 069-021.131, onde -021.131 é a propriedade de ser virtual; Máquinas de tecer feitas de aço 677.054-034.14, onde –034.14 é o material aço. A sedimentação nas formações terrestres pelo processo cronológico 551.31.051-044.7, onde -044.7 é processo cronológico; Administração da cultura por mulheres 351.85-055.2, onde –055.2 representa mulheres. Havendo a possibilidade de diferentes construções para um determinado assunto, ou seja, notações sinônimas, uma com o uso de auxiliares especiais e a outra com auxiliares comuns dependentes, deve-se dar preferência para a construção com auxiliares especiais. Estes são resultantes de análise conceitual, portanto dizem respeito à essência do próprio assunto onde estão posicionados. Este princípio garante a aproximação de documentos e/ou de itens bibliográficos que tratem de um mesmo assunto, posicionando-os no referido assunto pelas respectivas particularidades, isto é, na forma da estrutura da classe com seus auxiliares especiais. Contudo, os novos Auxiliares Comuns de Propriedades possibilitam que vários conceitos de propriedades, até então listados como auxiliares especiais em diversas classes, sejam racionalizados e consistentemente denotados em uma estrutura de tabela auxiliar comum, promovendo, também, a relocação de alguns Auxiliares Comuns de Ponto de Vista da extinta Tabela. ( Extensions and Corrections to the UDC, números 21/1999 e 23/2001) Os Auxiliares Comuns de Ponto de Vista foram cancelados e retirados do Master Reference Files em dezembro de 1999. Os conceitos desta tabela foram reorganizados. Muitos tiveram sua existência admitida como Auxiliares Comuns de Propriedades. Alguns foram integrados à classe 005 Administração, outros distribuídos pelo sistema. Os pontos de vista de autor devem ser construídos através do sinal de relação com as classes do sistema. Os pontos de vista mais gerais sob os quais um assunto pode ser considerado: conceito, teoria, função, atividade, processo, etc, particularmente úteis nas classes 5,6 e 7, para expressar o tratamento de objetos e materiais técnicos, foram relocados. Os conceitos de .001 de Ponto de Vista Preparatório e de aspecto teórico foram alocados nas seguintes partes do sistema: na classe 001 Ciência e conhecimento, Organização do trabalho intelectual; na nova classe 005 Estudo da organização. Metodologia. Análise. Síntese. Classificação e taxonomia: teoria e princípios. Sistematização em geral; nos Auxiliares Comuns de Propriedades -02; nos Auxiliares Comuns de Forma (0 ) e, raramente, em alguma outra classe, dependendo da capacidade de inserção do aspecto em questão no contexto da classe, como por exemplo, em .001.573 Investigação técnica e científica com modelos matemáticos e analógicos, agora em 001.891.57 Testes em modelos na organização da ciência e do trabalho científico e em 519.87 Modelos matemáticos para pesquisa operacional. Os conceitos .002 de Ponto de Vista Prático. Realização. Execução e Produção foram localizados nos Auxiliares Comuns de Propriedades -02; na classe 62 Engenharia e Tecnologia; na classe 005, Administração; e em algumas outras classes que abordam o aspecto na hierarquia das classes, com por exemplo .002.71 Transporte. Manipulação. Carreto. Expedição, agora em 656.025.4 Transporte de mercadorias. Transporte de carga (itinerário, serviços e características especiais). Os conceitos .003 de Ponto de Vista Econômico e Financeiro foram transferidos para subdivisões da classe 33 Economia. Ciência econômica; para os Auxiliares Comuns de Propriedades -02 ; para os Auxiliares Comuns de Forma (083.78) Estimativas de custos. Licitações, tomadas de preço; e para a classe 657 Contabilidade. Os conceitos de .004 de Ponto de Vista da Aplicação, Operação e Uso foram situados nos Auxiliares Comuns de Propriedades -02; nos Auxiliares Comuns de Forma (0 ) e, principalmente, nas classes 005 Administração e 62 Engenharia e Tecnologia. Os conceitos de .005 de Ponto de Vista de Equipamento, Montagem e Instalação foram para as classes 005 Administração; 62 Engenharia e Tecnologia; e Auxiliares Comuns de Forma (0 ). Os conceitos de .006 de Ponto de Vista do Espaço, Local e Acomodação (inclusive residências oficiais) foram para as classes 005 Administração; 62 Engenharia e Tecnologia; 69 Indústria da construção. Materiais de construção. Práticas e procedimentos de construção; 711 Planejamento territorial. Planejamento regional, urbano e rural; 72 Arquitetura; e 331.424.2 Salas de descanso. Salas de pessoal (ambiente de trabalho) antigo .006.7. Os conceitos de .007 de Ponto de Vista do Pessoal foram alocados nos Auxiliares Comuns de Pessoas -05; em 657-051 Contadores ( em Contabilidade); e em 3.08 Quadro de Pessoal. Dirigentes. Servidores. Os conceitos de .008 de Ponto de Vista da Instituição foram arranjados nos Auxiliares Comuns de Propriedades -027; e na classe 005 Administração. Os conceitos de .009 de Ponto de Vista de Relação foram dispostos, principalmente, nos Auxiliares Comuns de Propriedades -02; na classe 005 Administração; na classe 316.4 Processos sociais. Dinâmica social; na classe 17 Ética; na classe 330.123 Bens econômicos e em 34 Direito para atividades legalmente prescritas, antes em .009.13. Pela análise das alterações descritas, foram identificados os seguintes grupos de conceitos que existiam como Pontos de Vista e que, sob algum aspecto, passaram a ser reconhecidos dentre os Conceitos de Propriedades. Pontos de Vista: .001 preparatório, aspecto teórico .002 prático, realização, execução e produção .003 econômico e financeiro .004 aplicação, operação e uso .008 da instituição .009 da relação Por razões de ordem conceitual e lógica, os conceitos a seguir transcritos não foram incluídos dentre os Auxiliares Comuns de Propriedades: .005 equipamento, montagem e instalação .006 espaço, local e acomodação .007 do pessoal
SUBDIVISÕES AUXILIARES COMUNS DE PROPRIEDADES Alguns dos conceitos incluídos na nova tabela: Propriedades de existência: Verdadeiro/falso;Real/irreal;Virtual;Imaginário;Existente;Presente/ausente; Possível/impossível; Sobrevivente; Perdido; Ficcional; Fantasia. Propriedades de relação: Absoluto;Relativo;Igualdade/desigualdade;Equivalência;Semelhança/dessemelhança;Congruência;Coincidência;Proporção; Analogia: Comparação; Permutabilidade; Compatível/incompatível. Propriedades de extensão: Geral/universal; Específico; Todo; Parcial; Ideal; Aberto; Fechado; Limitado/ilimitado; Livre; Infinito; Integral; Incluso; Complementar; Simples; Complexo; Combinado; Constante; Variável. Propriedades de valor, de qualidade: Natureza; Essência; Relevante; Preciso;/impreciso; Normal/anormal; Racional/irracional; Lógico/ilógico; Obscuro; Secreto; Dependente/independente; Puro; Impuro; Bom; Neutro; Mau; Vantajoso/desvantajoso; Superior; Inferior; O melhor; O pior. Propriedades de origem: Fonte; Procedência; Autoridade; Natural; Adquirido; Planejado; Artificial; Espontâneo. Propriedades de ordem: Fundamental; Principal; Subordinado; Subsidiário; Periférico; Inicial; Intermediário; Final; Preliminar; Pré-; Pós-. Propriedades de grandeza: Densidade; Leve; Moderado; Pesado; Excessivo. Propriedades de graduação, de quantidade, de número: Positivo; Negativo; Zero; Um; Dois; Muitos; Poucos; Alguns; O menor; O maior; Raro; Insuficiente; Suficiente; Agudo/crônico. Propriedades relativas a valores temporais: (Ver Tabela – Auxiliares Comuns de Tempo -¨4¨Duração, ¨7¨Fenomenologia do tempo) Duração; Permanente; Temporário; Contínuo; Descontínuo; Repetitivo; Regular/irregular; Freqüente; Ocasional; Sincrônico; Assíncrono. Propriedades de mensuração: Sem medida; Alto; Baixo; Densidade; Amplitude. Propriedades de tamanho: Pequeno; Miniatura; Microscópico; Moderado; Médio; Grande; Macroscópico. Propriedades de forma ou de formato: Esboço; Contorno.Unidimensional/linear;Reto;Curvo; Parabólico; Hiperbólico; Ogivado; Angular; Ortogonal. Na forma de símbolos. Acrescentar o símbolo, por exemplo: na forma do caracter ?, (algo com a propriedade de ter a forma do ponto de interrogação). Bidimensional; Plano; Triangular; Quadrangular; Poligonal; Curvilíneo; Côncavo; Convexo; Oval. Tridimensional; Sólido. Condições de bordas: Enviesada; Chanfrada; Ranhuras. Condições de superfície: Plana; Curva; Lisa; Áspera; Com riscas; Nodosa; Arrugada. Forma:Lâmina; Bloco; Cunha; Cilíndrica; Bola; Gota; Cônica; Ovóide; Toroidal; Anular; Cano; Tubo; Fios; Teias; Redes. Propriedades de estrutura: Analítico; Sintético; Completo/todo; Incompleto/parte; Fração; Modular; Laminado. Propriedades de posição: (Ver Tabela– Auxiliares Comuns de Lugar – Orientação. Pontos cardeais. Posição relativa) Dianteiro; Posterior; Lateral; Alto(cume); Fundo; Centro; Dentro; Fora; Próximo; Interface; Contíguo; Acima; Abaixo; Ao lado de; Antes de; Atrás de; Contido; Sobreposto; Distante. Propriedades de disposição: Forma exterior; Forma conveniada; Ordenado/desordenado; Equilíbrio; Desequilíbrio; Sistemático; Arbitrário; Homogêneo; Híbrido; Séries; Segmentado; Simétrico; Assimétrico; Centrado; Vertical; Horizontal; Inclinado. Propriedades de ação e de movimento: Passivo; Ativo; Reativo; Não-reativo; Controlado/descontrolado; Expansivo;Acumulativo; Movente; Imóvel; Rotativo; Vibratório; Manobrável. Propriedades de direção: Direto/indireto; Direcional;Progressivo;Regressivo;Ascendente; Descendente; Convergente; Divergente. Propriedades de física: Velocidade; Volume; Massa; Peso; Densidade. Propriedades mecânicas: Força; Solidez; Duro/macio; Quebradiço; Rígido; Flexível; Permeável/impermeável; Pressão; Compressibilidade; Elasticidade; Coesão; Adesão. Propriedades acústicas: Audível/inaudível; Sônico; Supersônico; Subsônico. Propriedades ópticas: Luz; Visibilidade; Cor; Brilhante/opaco/fosco; Fluorescente. Propriedades termais: Quente; Moderado; Frio; Condutividade. Propriedades eletromagnéticas. Propriedades elétricas. Propriedades magnéticas. Propriedades radioativas. Propriedades hidráulicas. Propriedades pneumáticas. Propriedades de estado da matéria: Fluido; Gasoso; Rarefeito; Líquido; Soluto; Colóides;Semicolóides; Misturas; Massas; Sólido; Pó; Grãos; Fragmentos. Propriedades químicas: Acidez/alcalinidade; Volatilidade; Sabor; Odor. Propriedades biológicas: Vivo; Morto; Extinto; Biodegradável; Tóxico; Letal. Propriedades de meio-ambiente: (Ver Tabela – Auxiliares Comuns de Lugar) Ambiente interno/ ambiente externo. Propriedades operacionais. Propriedades do desenvolvimento: Não desenvolvido/desenvolvido; Em desenvolvimento; Subdesenvolvido; Obsoleto; Transitório. Propriedades de função: Teórica; Prática; Possível; Impossível; Utilidade; Eficiente/ineficiente; Propósito Protetor; Resistente; À prova de ... Propriedades de design: Dobrável; Desmontável; Ampliável. Propriedades de produção: Novo; Usado; Reciclado; Disponível; Produção manual/ mecânica; Segurança. Propriedades organizacionais: Geral/global; Especial/especializada; Individual; Coletiva; Organizada/desorganizada; Local; Nacional; Internacional; Privada; Semi-privada; Pública; Profissional; Amadora; Legal; Ilegal. Propriedades de sociedades: Nativo; Estranho; Maioria/minoria. Propriedades de estilo e de apresentação: (Não confundir com os Auxiliares Comuns de Forma) Pleno/completo; Abreviado; Resumido; Textual; Visual; Áudio-visual; Popular; Erudito; Crítico; Descritivo; Analítico; Anedótico. Propriedades de autoria: Anônimo; Pseudônimo; Epônimo. Propriedades de ordem: Literal; Alfabética; Numérica; Alfa-numérica; Sistemática; Taxonômica. Propriedades de conteúdo e de situação: Convencional; Não convencional; Experimental; Tradicional; Liberal; Radical; Alternativo; Proibido; Censurado. Propriedades derivadas de outras classes principais: Estas subdivisões servem para representar conceitos de atributos derivados de classes principais, através da relação com a classe. Reserva-se para assuntos cuja especificação só possa ser adequadamente representada por meio de um atributo descritor. Deve ser dada preferência para o relacionamento direto com a classe, sem a interposição deste descritor. Por exemplo, o assunto relações econômicas internacionais e o islamismo deve ser representado pela relação direta entre as duas classes. Porém, para o assunto relações econômicas internacionais da perspectiva islâmica há a necessidade do atributo descritor que caracterize a maneira de ver. Logo a classe que representa o islamismo deve ser introduzida através do atributo descritor, este especificado por meio do sinal dois pontos duplos em relação ao islamismo que, no caso, não tem status de classe e, por isso, não deve sofrer inversão na ordem de citação dos elementos da notação do assunto quando do estabelecimento de entradas secundárias para o catálogo sistemático. CONCLUSÃO No contexto do desenvolvimento da CDU, os conceitos tidos como de pontos de vista de autor e de aspectos de assuntos foram reorganizados. Os pontos de vista de autor estão simplificados. Recorre-se ao relacionamento entre classes. Não mais se constrói com a interposição de .000. da Tabela dos Auxiliares Comuns de Ponto de Vista. Desta maneira, é possível representar a relação com menor número de dígitos. Os pontos de vista mais gerais sob os quais um assunto pode ser considerado, tais como conceito, teoria, função, atividades, processos e outros, deixaram de estar reunidos na Tabela (precedidos do indicador de faceta .00). Foram redistribuídos pelas diversas partes do sistema, conforme se demonstra no item 3. Constata-se mudança na maneira de tratar tais aspectos mais gerais de um assunto. O enfoque deixa de ser o de ponto de vista e passa, em parte, a ser o enfoque de propriedade. Há que se aprimorar a questão conceitual. REFERÊNCIAS ABBAGNANO, N. Dicionário de filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1970. BARBOSA, A. P. Teoria e prática dos sistemas de classificação bibliográfica. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação,1969.441p. BOBBIO, N.; MATTEUCI, N.; PASQUINO, G. Dicionário de política. 9.ed. Brasília: Ed. Universidade de Brasília, 1977. DAHLBERG, I. Fundamentos teórico-conceituais da classificação. R. de Bibliotecon. Brasília. 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