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MEMÓRIA INDIVIDUAL, MEMÓRIA
COLETIVA, MEMÓRIA SOCIAL
Jô Gondar
PENSANDO A MEMÓRIA A PARTIR DA NOÇÃO DE “A POSTERIORI” DE SIGMUND FREUD
Francisco Farias
LEMBRAR E ESQUECER EM BERGON E
NIETZSCHE
Maria Cristina Franco Ferraz
DA CULTURA PLATÔNICA-JUDAICO-CRISTÃ À CULTURA CAPITALÍSTICA: MODULAÇÕES
DO NIILISMO NA CONSTRUÇÃO DA MEMÓRIA
Aline Ribeiro Nascimento e Maria Ignês Mesquita Peixoto
POLIFONIA DE VOZES: CONVERSA E ENCONTROS ENTRE JOVENS E VELHOS
Cristie de Moraes Campello e Sandra Albernaz de Medeiros
MEMÓRIA SOCIAL E TRANDISCIPLINARIDADE
Edna Maria Galvão
NARRADORES MELANCÓLICOS: LITERATURA TESTEMUNHAL E A CONSTRUÇÃO DE UMA
MEMÓRIA
Glaúcia Regina Vianna
A FIDELIDADE À TERRA, PÁTHOS, AFECÇÕES E CORPO TRÁGICOS
Letícia Damasceno
QUAL É A TAREFA DO TRADUTOR? UMA CONVERSA ENTRE BENJAMIN E BORGES
Lucrécia Corbella
O PAPEL POLÍTICO DA BIBLIOTECA ALEXANDRINA
Rosimere Mendes Cabral
NIETZSCHE E A MODERNIDADE
Samantha Arruda
LENTES DA IMANÊNCIA: A MEMÓRIA SOCIAL NUMA PERSPECTIVA ESPINOSIANA
Wanessa
Canellas
EXPEDIENTE
A revista MORPHEUS é uma publicação do Laboratório de Linguagens e Mídias, do Centro de Ciências Humanas da
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, e objetiva disseminar a produção científica acadêmica, optando pela interdisciplinaridade e pela multiculturalidade, tanto na abordagem como com relação aos objetos.
EDITORES
Evelyn Goyannes Dill Orrico
Leila Beatriz Ribeiro
Valéria Cristina Lopes Wilke
Guaracira Gouvêa de Souza
CONSELHO
EDITORIAL Angela Maria Martins (UNI-RIO)
Antonio García Guttierez (Universidad de Sevilla) Denise Sardinha M. S. de Araújo (UNI-RIO)
Dayse Martins Hora (UNI-RIO) Icléia Thiesen (UNI-RIO) José Mauro Matheus Loureiro (UNI-RIO)
José Carlos Liggiero (UNI-RIO/NEPPA) Lúcia Maria Alves Ferreira (UNI-RIO)
Maria Nélida González de Gomes (IBICT/UFF) Miguel Angel Barrenechea (UNI-RIO)
Marco Aurélio Santana (UNI-RIO) Nilson Moraes (UNI-RIO) Regina Abreu Monteiro (UNI-RIO)
Regina Marteleto (IBICT/UFRJ) Roberto Charles Feitosa (UNI-RIO) Rosa Maria Bueno Fischer (UFRGS)
Sérgio Albite (UNI-RIO) Ulysses Pinheiro (UFRJ) Waldomiro Vergueiro (USP)
E -mail: morpheus@unirio.br
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MORPHEUS
Revista
Eletrônica em Ciências Humanas
- Conhecimento e Sociedade -
Ano 08 -
número 13 - 2008
publicação on-line semestral - ISSN
1676-2924
APRESENTAÇÃO
AOS LEITORES
Nesta edição especial da
Revista Morpheus, apresentamos as diversas palestras e
comunicações do II Seminário de Memória, Subjetividade e Criação:
Afecções e reflexões acerca da Memória Social, realizado na UNIRIO,
em dezembro de 2008. Esse seminário, organizado a partir da iniciativa
dos alunos da Linha de Pesquisa Memória, Subjetividade e Criação, teve
como proposta fundamental apresentar uma perspectiva inovadora no campo
da Memória Social. Conforme os idealizadores do Seminário, trata-se de:
“Uma perspectiva que articula o campo dos afetos e das afecções ao campo
do pensamento, fazendo surgir a memória social nesse espaço entre o
sensível e o representável. Esta é a perspectiva da Linha de Pesquisa
Memória, Subjetividade e Criação que integra o Programa de Pós-Graduação
em Memória Social da UNIRIO, pioneiro no Brasil nos estudos dessa área
de conhecimento e transdisciplinar por excelência; como objeto em
permanente construção a Memória Social não pertence a nenhuma disciplina
específica, mas se produz e se alimenta de movimentos transversais entre
diferentes saberes, e entre saberes e práticas. É justamente nesses
interstícios que a memória pode ser construída como objeto de pesquisa e
como potência de transformação social”.
Essa proposta abrangente
e inovadora no campo da Memória Social permeia as diversas palestras e
comunicações aqui reunidas. Inicialmente, destacamos o trabalho de Jô
Gondar que tece instigantes comentários sobre conceitos capitais da
Memória, tais como Memória Social, Memória Coletiva e Memória
individual. O artigo de Francisco Farias esclarece diversos problemas da
área quando interpreta a construção freudiana do aparelho psíquico como
uma teoria da memória, e por assim dizer, uma teoria do campo da Memória
Social. O trabalho de Maria Cristina Franco Ferraz traz à tona as
articulações possíveis entre o pensamento de Nietzsche e Bergson
aprofundando a temática da memória e da criação em ambos os autores.
Aline Nascimento e Maria Ignez Mesquita Peixoto, aprofundam as relações
entre niilismo e capitalismo, partindo de importantes conceitos
nietzschianos, na sociedade caracterizada como “capitalística”, conforme
a expressão cunhada por Deleuze e Guattari. Cristie Campello e Sandra
Albernaz discutem as concepções atuais sobre juventude e velhice,
mostrando a possibilidade de um “encontro existencial entre jovens e
velhos” à luz da idéia nietzschiana de afirmação irrestrita da vida.
Edna Galvão traz à tona uma complexa discussão epistemológica,
sublinhando a possibilidade de estabelecer uma visão de mundo
transdisciplinar – destacando o papel da Memória Social -, que não se
esgota nos compartimentos estanques das ciências tradicionais. Gláucia
Melo analisa a literatura testemunhal contemporânea que, nesta época de
crises, genocídios, destruições e dores múltiplas resgata relatos de
marcas e inscrições que se patenteiam dramaticamente nos corpos e nas
memórias. Letícia Damasceno, a partir dos enfoques de Nietzsche e
Deleuze, aborda os conceitos de dionisíaco e trágico, aplicando-os a
diversas práticas criativas, dentre as quais se destaca a dança,
realizada por pacientes em sofrimento psíquico. Lucrécia Corbella
estabelece as relações possíveis entre a concepção benjaminiana de
tradução e a interpretação borgiana de poesia, realizando uma ponte
entre o pensamento de ambos os autores. Rosimere Cabral focaliza a
construção da biblioteca de Alexandria, mostrando que essa construção
foi motivada por objetivos políticos, assim como pela tentativa de
estabelecer uma memória nacional. Wanessa Canellas aborda o pensamento
de Espinosa, mostrando que o autor, mesmo que não tenha formulado
explicitamente uma teoria sobre a memória, torna possível pensar o mundo
e o espectro social – incluindo a própria memória – a partir dos
postulados da sua concepção ética.
Em resumo, pela
amplitude e diversidade dos temas apresentados nesta coletânea, com
trabalhos que discutem a problemática de Afecções e reflexões em
torno da Memória Social, vemos que os autores aqui reunidos foram
fiéis à proposta de contribuir para o aprofundamento do debate
transdisciplinar em Memória Social, trazendo à tona saberes e práticas
que possam suscitar uma ampla reflexão, apresentando questões e
problemas que operem como potência de transformação social.
Prof. Dr. MIGUEL
ANGEL DE BARRENECHEA (Organizador da Coletânea Afecções e
saberes sobre Memória Social – II Seminário de Memória,
Subjetividade e Criação).
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