REDES, AMBIENTES VIRTUAIS E O GESTOR DA
INFORMAÇÃO
Diego Salcedo
Graduando do Curso de Biblioteconomia
da
Universidade Federal de Pernambuco.
diego@sous.com.br
Faz se necessário conceituar redes para poder, em
outro momento, associar as mesmas aos ambientes virtuais, onde
neste texto serão determinados exclusivamente pela ferramenta
denominada de Internet, para só então podermos demonstrar como
deve ser a postura e a mediação do gestor da informação diante dos
fatores que surgem, neste novo século, com as novas tecnologias.
Ora, podemos definir redes como sistemas
organizacionais capazes de reunir indivíduos e entidades de forma
democrática e participativa, em torno de objetivos comuns.
Estruturas flexíveis e cadenciadas, as redes se conectam por
relações horizontais, interconexas e em dinâmicas que supõem um
trabalho colaborativo e participativo dos que a utilizam. As redes
se sustentam pela vontade e afinidade de seus integrantes,
caracterizando-se como um significativo recurso organizacional,
tanto para as relações pessoais quanto para a estruturação social.
Na prática, redes são comunidades, a saber: virtual ou presencial.
É interessante podermos refletir sobre o advento
da criação dessas comunidades virtuais, onde neste caso a Internet
surge como ferramenta de transferência de conhecimento,
possibilitando a criação de um serviço de comunicação que promove
em escala mundial e espacial o estatuto da comunidade para os seus
utilizadores. Com o ciberespaço, surge então uma perspectiva
totalmente nova, que já vem promovendo a criação de um novo espaço
de relação, o espaço do saber. Esta realidade, a Internet, está
distante de muitos povos, e o que poderia representar uma grande
equidade de oportunidades na democratização da informação e,
conseqüentemente, de inclusão social, na verdade tem se
configurado como mais uma barreira que impõe a alienação para uma
maioria já marginalizada, aumentando assim a distância absurda
entre o rico e o pobre, entre o incluído e o excluído.
Associando o que foi dito anteriormente e
assumindo que infelizmente o gestor da informação no Brasil foi
educado para excluir pessoas e não para incluir, devo remodelar
esta postura quando me refiro que o papel social deste gestor deve
ser o de articular a disseminação da informação, em caráter
democrático, mantendo um diálogo aberto e humilde com
profissionais de outras áreas do conhecimento humano, já que
participa efetivamente no desenvolvimento contínuo destas áreas do
saber. Sendo assim e com o auxílio das novas tecnologias, o gestor
da informação do século XXI tem uma forte alternativa na prática
organizacional, possibilitando o surgimento de processos capazes
de responder às demandas de flexibilidade, conectividade e
descentralização das esferas contemporâneas de atuação e
articulação social.
Este profissional tem o
dever de absorver, organizar e devolver à sociedade, como um todo,
a informação processada e, distribuir-la na rede usando dentre
outros suportes a Internet, tornando assim o nosso planeta num
lugar onde as possibilidades de adquirir sabedoria sejam
compartilhadas por todos, e com resultados satisfatórios.