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MORPHEUS

Revista Eletrônica em Ciências Humanas
- Conhecimento e Sociedade -

publicação on-line semestral - ISSN 1676-2924

Informação e

Sociedade

A REPRESENTAÇÃO DO FILME DOCUMENTÁRIO INSTITUCIONAL: TESTEMUNHO HISTÓRICO-CIENTÍFICO NO ESPAÇO INFORMACIONAL ACADÊMICO
Rosale de Mattos Souza

QUISSAMÃ SOMOS NÓS: RECURSOS INFORMACIONAIS PARA A CONSTRUÇÃO DE HIPERTEXTO SOBRE IDENTIDADE CULTURAL
Carmelita do Espírito Santo

Teorias da Cultura

AS CIDADES DE BAUDELAIRE E HUGO NA PARIS MODERNA DE WALTER BENJAMIN
Antonio Carlos Gaeta
AS CONTRIBUIÇÕES DO FILME “O PIANISTA” PARA A TEORIA DA MEMÓRIA
Joana D’Arc Fernandes Ferraz
Rogério Ferreira de Souza

Práticas Educativas, Comunicação e Tecnologias

PELAS VEREDAS DE PAULO FREIRE E PIERRE LÉVY : COMPILANDO PENSAMENTOS NA (RE)CONSTRUÇÃO DE UMA EDUCAÇÃO POPULAR
Genoveva Batista do Nascimento
A EDUCAÇÃO COMO COMPONENTE BÁSICO PARA DIRECIONAR O TRATAMENTO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS NO MUNICÍPIO DE SEDE NOVA/RS
Mara Adriane Scheren

Resenhas

“O COLAPSO DA MODERNIZAÇÃO: DA DAERROCADA DO SOCIALISMO DE CASERNA À CRISE DA ECONOMIA MUNDIAL” DO LIVRO DE ROBERT KURZ.
Maro Lara Martins

Ponto de Vista

REDES, AMBIENTES VIRTUAIS E O GESTOR DA INFORMAÇÃO.
Diego Salcedo
 

EXPEDIENTE
A revista MORPHEUS é uma publicação do Laboratório de Linguagens e Mídias, do Centro de Ciências Humanas da
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, e objetiva disseminar a produção científica acadêmica, optando pela interdisciplinaridade e pela multiculturalidade, tanto na abordagem como com relação aos objetos.


Editores
Evelyn Goyannes Dill Orrico; Cláudia Cerqueira do Rosário; Leila Beatriz Ribeiro; Mônica Cerbella Freire Mandarino;  Valéria Cristina Lopes Wilke; Carmen Irene C. de Oliveira; Guaracira Gouvêa de Souza.

Conselho Editorial
Angela Maria Martins (UNI-RIO)
Antonio García Guttierez (Universidad de Sevilla)
Denise Sardinha M. S. de Araújo (UNI-RIO)

Dayse Martins Hora (UNI-RIO)
Icléia Thiesen (UNI-RIO)
José Mauro Matheus Loureiro (UNI-RIO)
José Carlos Liggiero (UNI-RIO/NEPPA)
Lúcia Maria Alves Ferreira (UNI-RIO)

Miguel Angel Barrenechea (UNI-RIO)
Marco Aurélio Santana (UNI-RIO)
Nilson Moraes (UNI-RIO)
Regina Abreu Monteiro (UNI-RIO)
Regina Marteleto (IBICT/UFRJ)
Roberto Charles Feitosa (UNI-RIO)
Sérgio Albite (UNI-RIO)
Ulysses Pinheiro (UFRJ)


Webmaster
Alexandre de L. Antunes/ Caroline Barros

E-mail:mailto:morpheus@unirio.br

REDES, AMBIENTES VIRTUAIS E O GESTOR DA INFORMAÇÃO

Diego Salcedo

Graduando do Curso de Biblioteconomia da

Universidade Federal de Pernambuco.

diego@sous.com.br

 

Faz se necessário conceituar redes para poder, em outro momento, associar as mesmas aos ambientes virtuais, onde neste texto serão determinados exclusivamente pela ferramenta denominada de Internet, para só então podermos demonstrar como deve ser a postura e a mediação do gestor da informação diante dos fatores que surgem, neste novo século, com as novas tecnologias.

Ora, podemos definir redes como sistemas organizacionais capazes de reunir indivíduos e entidades de forma democrática e participativa, em torno de objetivos comuns. Estruturas flexíveis e cadenciadas, as redes se conectam por relações horizontais, interconexas e em dinâmicas que supõem um trabalho colaborativo e participativo dos que a utilizam. As redes se sustentam pela vontade e afinidade de seus integrantes, caracterizando-se como um significativo recurso organizacional, tanto para as relações pessoais quanto para a estruturação social. Na prática, redes são comunidades, a saber: virtual ou presencial.

É interessante podermos refletir sobre o advento da criação dessas comunidades virtuais, onde neste caso a Internet surge como ferramenta de transferência de conhecimento, possibilitando a criação de um serviço de comunicação que promove em escala mundial e espacial o estatuto da comunidade para os seus utilizadores. Com o ciberespaço, surge então uma perspectiva totalmente nova, que já vem promovendo a criação de um novo espaço de relação, o espaço do saber. Esta realidade, a Internet, está distante de muitos povos, e o que poderia representar uma grande equidade de oportunidades na democratização da informação e, conseqüentemente, de inclusão social, na verdade tem se configurado como mais uma barreira que impõe a alienação para uma maioria já marginalizada, aumentando assim a distância absurda entre o rico e o pobre, entre o incluído e o excluído.

Associando o que foi dito anteriormente e assumindo que infelizmente o gestor da informação no Brasil foi educado para excluir pessoas e não para incluir, devo remodelar esta postura quando me refiro que o papel social deste gestor deve ser o de articular a disseminação da informação, em caráter democrático, mantendo um diálogo aberto e humilde com profissionais de outras áreas do conhecimento humano, já que participa efetivamente no desenvolvimento contínuo destas áreas do saber. Sendo assim e com o auxílio das novas tecnologias, o gestor da informação do século XXI tem uma forte alternativa na prática organizacional, possibilitando o surgimento de processos capazes de responder às demandas de flexibilidade, conectividade e descentralização das esferas contemporâneas de atuação e articulação social.

Este profissional tem o dever de absorver, organizar e devolver à sociedade, como um todo, a informação processada e, distribuir-la na rede usando dentre outros suportes a Internet, tornando assim o nosso planeta num lugar onde as possibilidades de adquirir sabedoria sejam compartilhadas por todos, e com resultados satisfatórios.