RESUMO
Neste artigo, procuramos dirigir nossa escuta para os alunos do curso
de Pedagogia da Unirio. Nossa intenção tem sido a de buscar melhor conhecê-los e, nesse
trabalho, enfocamos seus projetos de futuro. Foram recolhidos depoimentos que demonstram
propósitos envolvendo uma vasta gama de perspectivas, tais como casar-se ou mesmo
especializar-se profissionalmente. A maior parte desses alunos exercem a função de
professores da rede pública ou privada no Município e no Estado do Rio de Janeiro.
Partimos do conceito de "nível de aspiração", desenvolvido por Kurt Lewin e
fomos movidos pelo desejo de entrar em contato com nossos alunos tentando romper as
barreiras impostas pelas paredes das salas de aula, tanto quanto dos papéis que se exerce
como professor e aluno.
Palavras-chave: projetos de vida, aspirações,
estudantes
ABSTRACT
In this article we drive our attention to the Unirios
Education students. Our intention is to better know them and aiming at that we focus here
their projets of life. We have obtained multiple testimonies that demonstrate multiple
perspectives, from becoming married to going on studying to specialize in their
profession. Most of them work as teachers at the county or in the state of Rio de Janeiro
public or private school networks. We started with Kurt Lewins concept of
"level of aspiration" and we were moved by the desire of establishing contact
with our students out of classrooms walls and out of the roles of teachers or students.
Keywords: projets of life, aspirations, students
Introdução
"... quero tentar entender o que se passa no mundo."
Neste artigo, procuraremos refletir sobre um conhecimento que, em
geral, fica nos bastidores do cenário que é a vida de estudantes e professores na
universidade. Este cenário é composto de um universo de existências e de pensares que
se reúnem num espaço extremamente móvel, no qual platéia e palco, assistentes e atores
mudam infinitamente de posição experimentando estas duas condições. Nem sempre as
pessoas que compõem este universo maleável têm clareza desta situação e, por vezes,
esquecem-se que, este ir e vir de papéis, o de serem agora, seja o de atores seja o de
platéia, já foram vividos no passado, e assim o serão no futuro. Tal conhecimento
refere-se ao universo que povoa corações e mentes, ou seja, histórias que ali se
entrecruzam e que, também, estão sendo forjadas ou esculpidas no ambiente
universitário. Neste caso, iremos falar e refletir sobre os projetos de futuro de um
grupo de alunos do curso de Pedagogia da Unirio.
Kurt Lewin (1), autor um tanto esquecido no campo das ciências
humanas, propôs a noção de "nível de aspiração", o que nos permitiria
saber um pouco mais a respeito das pessoas com quem vivemos e trabalhamos. Isto quer dizer
que o conhecimento sobre os projetos que as pessoas formulam podem nos revelar o quanto
elas são capazes de lidar com a frustração, como se encontra sua auto-estima ou como
resolvem os problemas e dificuldades que a realidade lhes oferece. Assim, se ouvirmos que
alguém estaria projetando ser rei ou rainha da Inglaterra, poderíamos imaginar que esta
situação poderia vir a se concretizar, mas esta possibilidade seria remota e não muito
difícil de antecipar seu resultado: frustração na certa. Por outro lado, um projeto de
futuro restrito ou que não oferecesse à pessoa um mínimo de desafios, poderia nos levar
a pensar num comportamento de muita prudência ou mesmo de grande desvalia.
Ficamos curiosos com o sentido do termo aspirar. Fomos, então,
ao Aurélio (2) e encontramos as seguintes idéias: "atrair (o ar) aos pulmões,
respirar, inspirar". Para aspiração encontramos: "ato de aspirar,
absorção; desejo intenso de alcançar um objetivo, um alvo, um fim". (p. 182)
Pensamos, nesta medida, que nossas aspirações, no sentido de termos projetos, nos conduz
a duas idéias importantes: à de respirar, ato primeiro e essencial à vida e à de
desejar, querer com intensidade alguma coisa tendo em vista um objetivo que imaginamos,
seja ele conhecido por nós ou não. Desejar e respirar estão, portanto, intrinsecamente
ligados e entendemos que um não existe sem o outro, já que o ato vital de trazer o ar
aos pulmões é, também, estar voltado para o futuro e, com isso, temos presente em todos
os instantes da vida, nos nossos corpos e mentes, o desejar.
Sendo assim, penetrar no vasto terreno dos projetos e aspirações de
nossos alunos representa um ato de buscar saber como eles vivem seus desejos e, com isso,
conhecê-los num espaço mais amplo, rompendo com os limites das paredes das salas de
aula, das preocupações de avaliações, notas e conceitos, deixando de lado os papéis e
as roupagens de aluno e professor. Esta via, nos remete, também, à nós próprios,
nossas próprias aspirações onde as deixamos se as cultivamos, se mudamos nossos rumos,
se lançamos mão de véus e de proteções, se continuamos a jogar oxigênio em nossos
pulmões. Tais questões nos parecem bastante pertinentes nos dias atuais nos quais muitos
projetos parecem se reduzir a um viver imediato, prisioneiro das grades que cercam nossas
casas, assustados que estamos com a presença de armas, de violência, de desamparo nas
ruas da cidade do Rio de Janeiro. Outros projetos são visivelmente voltados para a
sobrevivência, terrível imagem com a qual nos defrontamos no dia a dia destas mesmas
ruas e praças. No entanto, esta maneira de olhar para nosso espaço social e psicológico
não nos diz suficientemente à respeito dele. Entendemos que sonhos, projetos e desejos
se entrelaçam, à despeito de condições de vida as mais difíceis.
No Jornal do Brasil do dia 29 de maio, lemos uma notícia, no mínimo,
impressionante. A reportagem intitula-se "os ratos da praia" e procura retratar
a vida de um grupo de cinco jovens que moram dentro de um bueiro, na praia do Leblon. Eles
tem entre 12 e 18 anos, fugiram de suas casas e formam uma "família" que
encontrou seu espaço. Têm, também, suas normas para viver (afirmam que não roubam,
engraxam sapatos e tomam conta de carros), "fumam só maconha" e "não usam
drogas". E tem seus sonhos. Uma das moças diz: "Quero trabalhar em casa de
família e voltar a estudar. Parei porque não tinha colégio para ir" ou, então,
"quero ser artista". Uma das jovens tem três filhos que são, atualmente,
cuidados pela avó e diz: "Não trouxe meus filhos porque não quero essa vida para
eles." Sonhos, projetos, ideais, todos os temos porque eles nos dão um rumo,
delineiam um caminho, acalentam nossas esperanças. E o que seria de nós sem esperanças?
Entendemos que o espaço delimitado pelas quatro paredes da sala de
aula, onde reencontramos carteiras vazias ou cheias de alunos, no decorrer dos diferentes
horários de aula, oferece-nos um universo pleno de estórias e histórias, (pouco)
conhecidas e (muitas) desconhecidas. Ali estão, silenciosas na maioria das vezes, uma
multidão de idéias e de experiências que passeiam anônimas, muitas delas acabando por
retirar-se sem deixar marcas, outras pedindo ajuda (como mais tarde iremos verificar),
outras tantas, poética ou dramaticamente, inscritas nas vidas de nossos alunos.
Projetar-se para o futuro significa, no nosso entender, lançar-se para
adiante. Nele realizamos um esboço para tomarmos as rédeas de nossas vidas, para delas
nos tornarmos proprietários e dela nos apropriarmos. Isto se revela nos depoimentos dos
alunos, seja calçando um caminho para o que é mais conhecido (e que não é tanto assim)
que é o de ter filhos, seja o de garantir o sustento através de um trabalho e de um
salário, seja o de viver junto ao seu amor.
Discutindo o presente, pensando no futuro
"... quero alguém que fique do meu lado, ande de mãos dadas e
me dê beijo na boca!!"
"... o futuro muda a cada instante nas nossas ações
presentes."
Esta reflexão iniciou-se durante as aulas de Psicologia Social,
oferecido aos alunos do curso de Pedagogia da Unirio. Decidimos discutir a violência à
qual estamos submetidos no momento, após termos tomado conhecimento, horrorizados, do
ocorrido a uma jovem estudante de uma universidade desta cidade, baleada durante um
tiroteio que se seguiu à invasão deste estabelecimento. Perguntávamo-nos, mais uma vez,
o porquê de tamanho barbarismo e falamos do sentimento de abandono vivido pelos moradores
de nossa cidade. Conversávamos, então, sobre fatores históricos, econômicos,
políticos, psicológicos e filosóficos que entrelaçados abriram espaços que deixaram
de ser objeto da atenção e cuidado do poder público. Pensamos, também, sobre as
diferenças sutis entre a violência, considerada como comportamento não simbolizado, que
vai do pensamento ao ato (o "acting-out") produto, dentre outros, das
des-razões de um mundo político e econômico voltado exclusivamente para o lucro e onde
os valores que eram conhecidos e transmitidos de geração a geração, dissolvem-se no ar
como bolhas de sabão. A impunidade banalizou-se, os "podres poderes", cantado
por Caetano, mostram-se, despudoradamente, todos os dias nos jornais. Sentimo-nos
desamparados frente às transformações sofridas pelo mundo que conhecíamos: papéis
sociais que não mais se cumprem (o de pai, por exemplo), a família nuclear em
transformação, a clonagem animal caminhando a passos largos no sentido de que sejam
gerados seres humanos em laboratório. O que era considerado como papel da natureza,
começa a deixar de sê-lo. Há quem diga que vivemos uma "mutação
antropológica" nunca antes vivida pelos seres humanos (3). Vivemos uma espécie de
orfandade sem tutores, perdemos referências, perdemos de vista as verdades que nos eram
ditas, a ilusão de segurança que nos ofereciam, como nos guias turísticos onde os
lugares mais bonitos e as trilhas indicadas já foram percorridas e, as paisagens, já
contempladas por tantos outros olhos. Com isto, o futuro passou a ser ele mesmo: esboço
maleável de possibilidades e de incertezas
Consideramos as condições em que vivemos, também, como o resultado
infeliz de políticas sociais injustas, do desemprego crônico, da péssima distribuição
de renda no Brasil. Se é que há modelos, eles se apresentam sob a forma de imagens que
valorizam a potência de uma materialidade concretizada sob a forma de bens de consumo,
signos que nos levam a arriscar dizer que vivemos códigos do tipo "diga-me o que
possuis e dir-te-ei que valor tens". Acuados diante de tantas perdas, vivendo tantas
dissoluções, encontramo-nos num momento social e histórico para pensarmos e discutirmos
um mundo melhor e, não o melhor dos mundos (4). Estamos, portanto, frente a um instigante
desafio, quem sabe o de reencantar o mundo, o de aspirar mais profundamente para injetar
mais oxigênio nos nossos corpos, o de inventar novos caminhos que não tenham tanta
preocupação em nos levar a algum lugar, mas que nos permita habitar/pensar o mundo.
Em Heidegger (5) encontramos idéias muito sugestivas sobre o que
seria, a seu ver, o pensar. Ele entende o pensar como inseparável do habitar referindo-se
à "habitação" como o "traço fundamental da condição humana" (p.
174), já que somos habitantes. "Ser homem quer dizer: estar sobre a terra
como mortal, isto é: habitar." (p.173) Habitar, neste sentido não quer dizer que
ocupemos uma residência. Construir não é apenas um meio para obtermos uma habitação,
construir constitui-se mesmo no habitar. Tal reflexão refere-se à relação que
estabelecemos com nosso espaço, ou melhor, no espaço pensado e por nós habitado. Nosso
filósofo ilustra sua argumentação falando do camponês que vive na Floresta Negra e que
cuida da terra e constrói sua casa como sua habitação, quer dizer que ele a faz para
aí encontrar proteção, segurança e paz. Para tanto, delas cuida, delas não tira
lucro, delas não se torna proprietário. Cada detalhe de sua casa é pensado e cuidado
pelo e para seu habitante.
Tendo algumas dessas idéias como elementos de conversação em sala de
aula, e considerando que o momento no qual vivemos requer pensarmos sobre o habitar em
nosso mundo, propusemos aos alunos que frequentam a disciplina Psicologia Social, que
descressem, num depoimento escrito, seus projetos para o futuro. Obtivemos 45 documentos.
Sua leitura nos conduziu a este texto, um dos possíveis passos para conhecermos o espaço
de nossa universidade e os seres que aí passam algum tempo de suas vidas. Não sabemos,
ainda, se eles aí habitam.
Conversando silenciosamente.
"Tentar transformar meus alunos em pessoas mais carinhosas, com
perspectiva de uma vida melhor para o futuro"
"... não sei se vou/quero ter filhos, não sei, não sei, não
sei..."
Numa primeira leitura destas falas silenciosas tivemos a impressão de
singeleza e de autenticidade. Percebemos a presença, não dita, de uma certa satisfação
dos nossos alunos de poder expor seus desejos e aspirações. Muitos desejam casar, ter
filhos, continuar a estudar, ter seu trabalho, morar, ter sua casa. Terminar a faculdade,
receber o diploma tão aspirado, construir uma casa a seu próprio gosto habitar:
tais projetos mostram-se como uma constante nos depoimentos. Os filhos estão muito
presentes através do desejo de ajudá-los a "conseguirem seus objetivos", de
"formar uma família muito feliz, com filhos saudáveis e alegres", "ir à
luta", "ter um casal de gêmeos", "criar minhas filhas da forma mais
tranqüila possível". Seus projetos não se mostram inadequados ou fora de
propósito. São projetos de vida que envolvem escolhas que se assemelham, mas que se
distinguem pela intensidade, delicadeza, angústia ou tristeza. Lemos todos estes
depoimentos e pudemos sentir como cada um fala de si, seja através de uma apresentação
sob forma de bilhete a nós dirigido ("Peço que não leia o que escrevi perante a
turma."), como uma pergunta feita a si próprio ("Quais os meus projetos para o
futuro?"), seja como afirmação peremptória ("Meu futuro"), como esboços
("Planos para o futuro") ou como uma meta a ser alcançada ("Projeto para o
futuro"). Chamou, em especial, nossa atenção o seguinte título: "O que eu
quero ser quando crescer?", o que nos fez pensar na hipótese de um ato falho vindo
de alguém que espera ainda muito da vida. Imaginamos uma outra possibilidade: até onde
esta pessoa estaria brincando consigo mesma, tratando-se como uma criança?
Constatamos, em praticamente todos os depoimentos, o propósito de
terminar a faculdade. Muitos referem-se a uma etapa para que sejam alcançados novos
objetivos ("Com a conclusão deste curso, vou buscar uma posição melhor na
empresa..."), ter sucesso profissional na área de Pedagogia, estar mais ligado à
área educacional ("A minha maior vontade é começar logo a trabalhar no espaço
escolar..."). Outros identificam com clareza o que desejam profissionalmente
("... quero trabalhar com crianças hiperativas...") ou têm em seus horizontes
concepções que envolvem a vida social ("...que o meu trabalho seja uma fonte de
realizações sociais..."), entendendo que nele seja proporcionado "o diálogo e
com ele trocas de experiências". Ao lado destes que têm mais clareza sobre o que
querem, há os que manifestam muitas dúvidas ("...pois não sei exatamente o que
fazer...").
Para alguns, cursar a faculdade constituiu-se em um processo de
"desarrumação". Verdades estão sendo modificadas "...para que eu as
construa de novo". Encontramos relatos que falam de crise pessoal ("...
encontro-me em crise") ("... o que me parecia certo até uns meses atrás, hoje
está incerto."), da emergência de incertezas ("... eu não mais sei o que vai
acontecer...") ("... o futuro é incerto...") ou a presença de conflitos
("Vivo o conflito de decidir o que fazer depois que concluir a faculdade...").
Outros têm tantos projetos "... que fica tudo um pouco confuso para escrever".
Apesar ou, talvez por conta desta chamada desarrumação, tivemos a
grata surpresa de verificar que, dentre os 45 estudantes, 20 deles referem-se ao desejo de
continuar a estudar, seja ingressando em um outro curso de graduação (Psicologia,
Filosofia, Serviço Social, História), seja em especializações (Educação Infantil,
Informática, Psicopedagogia) ou pós-graduações estrito senso. Há quem diga desejar
seguir a carreira acadêmica, prestar concurso para ser professor universitário.
Pareceu-nos bastante significativo que, nesta pequena amostra, quase
45% de nossos estudantes tenham em mente tais projetos. Perguntamo-nos o porque. Lançando
um primeiro olhar sobre a atual conjuntura da Escola de Educação verificamos que nosso
corpo docente encontra-se com um número significativo de doutores (em torno de 12 deles),
alguns deles se doutorando e vários mestres. Portanto, é bastante qualificado e tem se
voltado para atividades de pesquisa, envolvendo um número razoável de estudantes.
Parece-nos coerente pensar que o aumento significativo da atividade acadêmica e,
principalmente de pesquisa, tenha provocado uma espécie de "contaminação"
positiva de nossos alunos, em nosso ambiente universitário.
Ativemo-nos a este aspecto de nossas considerações sobre os projetos
de futuro de nossos alunos, pois temos em mente um interessante artigo de Antônio Nóvoa
(6) onde ele faz referência à crise de identidade dos professores. Tal situação
dever-se-ia, dentre outros fatores, à "... uma separação entre o eu pessoal
e o eu profissional." Esta separação teria favorecido e intensificado
"... o controle sobre os professores, favorecendo o seu processo de
proletarização." O conceito de proletarização à que Nóvoa se refere é
traduzido como "...actividade técnica de aplicação, com baixo perfil conceptual,
organizativo e científico..." (p. 31). Ora, neste contato que pudemos ter com os
alunos do curso de Pedagogia, pudemos entrever preocupações que revelam o desejo de
conquistarem melhor qualificação e maior aprofundamento de seus conhecimentos. Queremos
crer, então, que a qualificação docente é fator importante para que o aluno deseje o
mesmo para si.
Vale a pena ressaltar nossa plena concordância com o ponto de vista de
Nóvoa quanto à cisão existente entre o eu pessoal e o eu profissional entre
professores. Tal fenômeno é de tal forma transparente que, dentre os depoimentos, um
aluno nos pergunta: "Porque das pessoas pregarem uma teoria e fazerem outra?"
Acreditamos que este aluno busca como projeto compreender tal comportamento, já que
esperam de seus professores uma continuidade entre discurso e ação, prática e teoria.
Breves conclusões
Este estudo se propõe a abrir um campo para pensarmos e buscarmos
conhecer os alunos da Escola de Educação da Unirio. Obviamente ele não se esgota nestas
poucas páginas. Há sempre mais a ser dito, já que entendemos o ser humano como
inacabado. Sendo assim, nossa compreensão é a de que o ambiente acadêmico se constitui
de novos e inesperados inacabamentos, que por sua vez abrem perspectivas para
investigações e reflexões sobre este universo vivo e complexo no qual estamos
mergulhados em nosso dia a dia.
Bibliografia