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MORPHEUS

Revista Eletrônica em Ciências Humanas
- Conhecimento e Sociedade -

publicação on-line semestral - ISSN 1676-2924

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A REPRESENTAÇÃO DO FILME DOCUMENTÁRIO INSTITUCIONAL: TESTEMUNHO HISTÓRICO-CIENTÍFICO NO ESPAÇO INFORMACIONAL ACADÊMICO
Rosale de Mattos Souza

QUISSAMÃ SOMOS NÓS: RECURSOS INFORMACIONAIS PARA A CONSTRUÇÃO DE HIPERTEXTO SOBRE IDENTIDADE CULTURAL
Carmelita do Espírito Santo

Teorias da Cultura

AS CIDADES DE BAUDELAIRE E HUGO NA PARIS MODERNA DE WALTER BENJAMIN
Antonio Carlos Gaeta
AS CONTRIBUIÇÕES DO FILME “O PIANISTA” PARA A TEORIA DA MEMÓRIA
Joana D’Arc Fernandes Ferraz
Rogério Ferreira de Souza

Práticas Educativas, Comunicação e Tecnologias

PELAS VEREDAS DE PAULO FREIRE E PIERRE LÉVY : COMPILANDO PENSAMENTOS NA (RE)CONSTRUÇÃO DE UMA EDUCAÇÃO POPULAR
Genoveva Batista do Nascimento
A EDUCAÇÃO COMO COMPONENTE BÁSICO PARA DIRECIONAR O TRATAMENTO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS NO MUNICÍPIO DE SEDE NOVA/RS
Mara Adriane Scheren

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Maro Lara Martins

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A revista MORPHEUS é uma publicação do Laboratório de Linguagens e Mídias, do Centro de Ciências Humanas da
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PELAS VEREDAS DE PAULO FREIRE E PIERRE LÉVY: COMPILANDO PENSAMENTOS NA (RE) CONSTRUÇÃO DE UMA EDUCAÇÃO POPULAR

 

Genoveva Batista do Nascimento

Universidade Federal da Paraíba

Mestranda em Educação

Email: genoveva_batista@hotmail.com

Resumo

Este artigo tem por objetivo elencar a relação das idéias do Paulo Freire no contexto da educação popular e as idéias do Pierre Lévy contextualizando a educação através de uma aprendizagem coletiva. Neste sentido, tento fazer uma explanação sobre a correlação dos pensamentos dos supracitados autores a fim de destacar essa correlação na (re) construção de uma educação popular.

Palavras-chave: Aprendizagem colaborativa- Educação Popular - Inteligência coletiva Tecnologias de informação e comunicação

FOR THE PATHS OF PAULO FREIRE AND PIERRE LÉVY: JOINING THOUGHTS IN THE (RE) CONSTRUCTION OF A POPULAR EDUCATION

Abstract

This article has for objective detach the relation of the Paulo Freire ideias in the context of the Popular Education and Pierre Lévy ideas detaching the education thought an collective learning. In this sense, I try to do an explanation about the correlation of the author's thoughts presenters showing this correlation in the (re) construction of a popular education.

Key Words: Popular Education- Collective Intelligence- Communication and information technologies

PELAS VEREDAS DE PAULO FREIRE E PIERRE LÉVY: COMPILANDO PENSAMENTOS NA (RE) CONSTRUÇÃO DE UMA EDUCAÇÃO POPULAR

Genoveva Batista do Nascimento

Universidade Federal da Paraíba

Mestranda em Educação

 

“A educação... é uma atualização da cultura, e isso não somente no plano de seu conteúdo (as formas aprendidas), mas, sobretudo no plano de seu gesto exploratório, consciente, deliberado”.

Pierre Lévy

“[...] acho que o uso de computadores no processo de ensino/aprendizagem, em lugar de reduzir, pode expandir a capacidade crítica e criativa... Depende de quem a usa a favor de quê e de quem e para quê.”

Paulo Freire

Quando falamos em Educação Popular, logo nos remetemos às idéias de Paulo Freire, visto que, durante sua vida inteira envolveu-se com a questão do educar para a vida, através de uma educação preocupada com a formação do indivíduo crítico, criativo e participante na sociedade. Neste sentido, é relevante destacar que o ser humano nesta educação, é um sujeito que não deve somente “estar no mundo, mas com o mundo”, ou seja, fazer parte dessa imensa esfera giratória, não apenas vivendo, mas construindo sua própria identidade e intervindo no melhoramento de suas condições enquanto cidadão e buscando o direito de construir uma cidadania igualitária e justa.

A pedagogia freireana propõe um ensino voltado ao diálogo, a liberdade e ao exercício constante de busca ao conhecimento participativo e transformador . Uma educação que esteja disposta a considerar o ser humano como sujeito de sua própria aprendizagem e não como mero objeto sem respostas e saber. Seu local de morada, sua vivência, sua realidade e principalmente sua forma de enxergar e ler o mundo precisam ser levados em consideração para que esta aprendizagem aconteça.

Contextualizando a educação popular como motivadora para a formação de indivíduos críticos e conscientes de seu papel enquanto cidadãos, é pertinente enfocar a importância que a mesma assume na sociedade do conhecimento, para o elucidar de uma cidadania com direitos e deveres iguais para todos.

A educação hoje não assume apenas o dever de repassar informação , mas tem por obrigação fomentar e resgatar as potencialidades individuais do ser humano, objetivando a construção de um conhecimento coletivo, onde a experiência de um se correlaciona com a vivência de outro. Freire apud Scocuglia (1999, p. 47) afirma que: “a educação como prática de liberdade, é ato de conhecimento, uma aproximação da realidade [...]”.

Nesta perspectiva, é fundamental ressaltar a educação como fomentadora da “consciência”, destacada na pedagogia freireana.

Todavia, a escola responsável por esta educação formal, já não assume o papel de instituição comprometida com a formação do indivíduo para a sociedade, “incluindo a socialização do saber historicamente produzido, a construção pessoal do conhecimento, a formação para o trabalho e a produção de identidades coletivas, em especial a de indivíduos que, vivendo em sociedade, (com) formam a cidadania.” (BURNHAM, 2000, p. 284).

Dito isto, é preciso rever novas práticas para uma educação popular moderna. É preciso então, (re) construir os novos rumos dessa educação cidadã, dinâmica, libertadora, autônoma, consciente e popular, respaldando o aprendizado para a vida.

Na busca dessa (re) construção, a educação popular hoje toma outra forma, enveredando por caminhos modernos, rendendo-se ao apoio das novas tecnologias, buscando seu uso efetivo como mediadora na construção de uma nova forma de ensinar e aprender, proporcionando ao ser humano o acesso a essas mudanças tecnológicas e tornando possível o (re) conhecimento de uma nova realidade.

Segundo Brennand (2002, p. 40): “ A forma de difusão da tecnologia está reconfigurando as experiências de uso e conseqüentemente novas formas de aplicações, o que tem ocasionado mudanças substantivas nas formas de aprendizagem dos sujeitos [...]”. Dessa forma, a educação baseada no sistema de informação tecnológica, atribui ao educador/a a incumbência de criar um novo ambiente escolar, um lugar que estimule o aprendizado ativo e proporcione diretrizes que estimulem a troca de experiências entre alunos/as.

As tecnologias de informação e comunicação (TIC's) serão complementos fundamentais no processo de ensino/aprendizagem, dando subsídios para que a educação seja mais efetiva, nesse mundo que se torna cada vez mais digital. Isto posto, podemos acrescentar que as TIC's “exercem um papel importante na produção e na disseminação da informação e do conhecimento-especificamente o científico e o tecnológico [...].”(BURNHAM, 2000, p. 291), almejamos então com esse apoio, a construção de uma sociedade democrática , sem desigualdades e exclusão social.

Assim , é que direciono os pensamentos do Paulo Freire com os pensamentos do Pierre Lévy, visto que, o mesmo destaca a importância da valorização das competências individuais, formando através da colaboração de conhecimentos, experiências e idéias, uma aprendizagem colaborativa, formando então, uma inteligência coletiva, definida por Lévy (1998, p. 28) como sendo: “uma inteligência distribuída por toda parte, incessamente valorizada, coordenada em tempo real, que resulta em uma mobilização efetiva das competências.”

Dessa forma, desenvolver a construção da inteligência coletiva, resgatando os diversos tipos de saberes, proporcionará uma nova forma de ensinar, fomentando um aprendizado dinamizador que transforma paradigmas, dando liberdade para descobrir e criar, contribuindo assim, para a formação de cidadãos críticos e conscientes de seu papel na sociedade, (re) construindo uma nova prática pedagógica na educação e (re) organizando o processo ensino/aprendizagem, a fim de se formar uma sociedade que ponha em prática seus pensamentos, idéias e sonhos.

“E a sociedade passa assim, aos poucos, a se conhecer a si mesma. Renuncia à velha postura de objeto e vai assumindo a de sujeito”. (FREIRE, 1980, p.52).

E nessa busca constante pela transformação e emancipação da sociedade, Pierre Lévy destaca e conceitua a criação de “As árvores de Conhecimentos” (software que permite que pessoas de diferentes perfis troquem informações e formem comunidades de conhecimento), oferecendo nesse sentido, ênfase na aprendizagem colaborativa, ou seja, o conhecimento de um se correlacionando a práticas e habilidades de outros. Dito isto, Authier apud Souza (2003, p. 49) destaca que:

Não há mais saber na casa de um professor universitário do que na casa de um trabalhador pobre que precisa descobrir formas sutis de ganhar a vida, de educar seus filhos. Na verdade, não existe desequilíbrio de conhecimento. O que existe, na sociedade moderna, é um desequilíbrio na valorização das diversas formas de conhecimento.

É importante que o conceito do que é conhecimento seja revisto, reformulado por cada um de nós, pois, a valorização desse conhecimento e a forma de como o gerenciamos dão subsídios para a libertação da sociedade, potencializando a socialização do saber e fomentando o ato de criar em conjunto. Existe uma desorganização na forma de ensinar e aproveitar as competências de cada ser humano, deixando suspensa a construção de uma inteligência coletiva e esquecendo que é possível, por mais utópico que seja transformar a sociedade, almejando o crescimento pelo saber e aprendizado daqueles que a constituem.

Precisamos direcionar o ensino para a (re) descoberta e intervenção no mundo, como tanto fez Paulo Freire com a sua pedagogia. Precisamos renovar os saberes e valorizar as competências como propõe Pierre Lévy. É certo que cada qual direciona suas idéias a realidades diferentes, porém, para serem colocados em prática por todos, em prol de uma mesma educação. “É o fim único da educação tornar a consciência humana consciente dela mesma [...]” (LÉVY, 2001, p. 155). Neste sentido, é que educadores/as devem refletir e estarem comprometidos com uma nova forma de aprender/ensinar, idealizando perspectivas para que a democracia seja colocada em prática.

E contando com essa democracia, é que acreditamos nas mais variadas formas de educar para a mudança social, política e econômica da nossa sociedade. Levando-se em consideração que mudança no sentido mais amplo da palavra, só ocorre quando podemos perceber realmente transformação.

Isto posto, Freire apud Melo Neto (1999, p. 56, grifo nosso) destaca que: “também faz história quando, ao surgirem os novos temas, ao se buscarem valores inéditos, o ser humano sugere uma nova formulação, uma mudança na maneira de atuar, nas atitudes e nos comportamentos”.

E nessa maneira de atuar, agir e se comportar diante da imensidão de novidades que vão surgindo a cada dia, percebo que ao falarmos em transformação logo me vejo a pensar na formação educacional mediada pelas tecnologias de informação e comunicação, destacando o uso da internet, pois, uma vez que a construção do conhecimento se dá através da troca de informações e experiências interligadas pela participação de outros sujeitos, a internet se transforma assim, em veículo de ensino e aprendizagem coletiva, tendo como suporte a utilização da máquina (computador).

Sendo assim, Neves apud Souza (2003, p. 45), enfoca que: “O indivíduo só aprende de fato quando troca experiências e se sente um agente ativo na busca do conhecimento”. Ou seja, é a partir da valorização do potencial e do conhecimento de cada um, que um novo ensino/aprendizagem poderá ser colocado em prática e dessa forma estaremos fazendo parte de uma sociedade mais criativa e dinâmica. Criativa pela capacidade de (re) inventar o atual e dinâmica pela maneira de como agir diante das mais inusitadas situações. Existe aqui um vislumbramento a novas formas de aprender a aprender, educar e aprender e ou aprender a educar.

E nesta perspectiva é que tomo como pressuposto para a (re) construção da educação popular, a expectativa dos dois autores supracitados: Paulo Freire e Pierre Lévy, tentando fazer uma relação das suas idéias e compilando seus pensamentos a fim de deixar explícito que a educação nas suas mais variadas formas deve estar voltada principalmente, a ter com o educando a responsabilidade de fomentar a sua curiosidade, autonomia e sua criticidade diante do mundo e das injustiças que os cercam.

Sabemos, pois, que (re) construir não é tarefa fácil, mas é necessário que estejamos dispostos a mudar essa mesmice em que estamos, os ideais de luta devem fazer parte dessa (re) construção educacional a que propomos, ou seja, preocupada com o futuro de alunas e alunos enquanto desbravadores de uma sociedade cheia de sonhos, desejos e anseios e tendo como meta principal a concretização dos mesmos, através de uma emancipação política, econômica e social, buscando trazer de volta a dignidade humana hoje tão esquecida. Neste contexto de mudança e (re) construção, Lévy (2001, p. 155) enfoca que:

Nenhuma das formas exploradas por essa nova educação seria concebida como “ultrapassada”, mas, ao contrário , descoberta e rememorada como sempre presente, participando da dinâmica viva do espírito humano e vista do centro único- a consciência- a partir do qual se originam todas as formas.

Contudo , é importante relembrar que é a consciência que nos leva a perceber as mudanças ocorridas a cada dia em nossa sociedade e dessa forma, precisamos estar atentos para acompanhá-las de forma crítica. Se as formas são originadas da nossa consciência, devemos rever se quando elas são modificadas e contribuem para a construção de uma sociedade menos desigual, visto que , quando as mudanças são propostas logo se pensa na rotulação de novo nome. É como se fosse pensada apenas na teoria e a prática ficasse bem distante.

Nesta perspectiva é que convém esclarecer que a (re) construção da educação popular aqui proposta, não tem intenção alguma de modificar o nome que é conhecida, mas acrescentar a essa nova forma de ensino, meios de acesso dinâmicos a educação, fazendo da aprendizagem uma busca constante de conhecimento potencializador, pois, “no futuro, o estudante viverá realmente como explorador, como pesquisador, como caçador à espreita nesse imenso terreno que será seu universo de informações”. (GADOTTI, 1997, p. 295). O uso adequado de tecnologias da informação e da comunicação permitirá ao estudante essa exploração, por isso, é urgente a democratização desse acesso, é necessário salientar um olhar político para que este uso seja mais efetivo, visto que, não se pode negar que estamos vivendo uma nova era, onde o novo está emergindo e em crescente transformação.

A integração do tecnológico (computacionais e sistemas existentes) com o pedagógico (aprendizagem ), impelem a educação a buscar caminhos que viabilizem o processo de ensino se respaldando nos aparatos tecnológicos.

E para os temerosos quanto ao uso da tecnologia na educação Paulo Freire (2002, p. 36) afirma:

E não vai nesta consideração nenhuma arrancada falsamente humanista de negação da tecnologia [...]. Pelo contrário é consideração de quem, de um lado, não diviniza a tecnologia, mas, de outro, não a diaboliza. De quem a olha ou mesmo a espreita de forma criticamente curiosa.

Precisamos aguçar nossa curiosidade e descobrir que as novas tecnologias não ameaçam, apenas nos redireciona e nos convidam a navegar por mares “ainda” não navegados. A educação popular vislumbra outras formas de aprender a aprender, educar e aprender e aprender a educar-se. O indivíduo será reconhecido como parte integrante das mudanças ocorridas e peça peculiar na busca dessa tão esperada (re) construção do ensino/educação/popular/coletiva.

Mas, é relevante destacar aqui que sem a educação a tecnologia é estática, pois, para que ela seja efetiva é preciso que mentes sejam levadas a pensar, e assim, é através da educação, ou seja, do ensino/aprendizagem que isso se torna possível. Por isso,a importância de uma (re) construção de uma educação popular, mediada pelas transformações e pelo avanço tecnológico.

Enfim, pelas veredas de Paulo Freire e Pierre Lévy passemos a construir nossos próprios caminhos e outros pensamentos e sem dúvida alguma iremos (re) construir muitas outras idéias nesse grande universo chamado educação.

Referências

BRENNAND, Edna Gusmão de Góes. Admirável mundo virtual .João Pessoa: Laboratório de desenvolvimento Instrucional/Coord. Instrucional de educação a distância/Universidade Federal da Paraíba, 2002. 1 CD-ROM

BURNHAM, Terezinha Fróes. Sociedade da informação, sociedade do conhecimento, sociedade da aprendizagem.In: LUBISCO, Nídia M. L.; RANDÃO, Lídia M. B. Informação e informática . Salvador: EDUFBA, 2000. p. 283-307.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia : saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2002. (Coleção Leitura).

______. Educação como prática da liberdade . 10. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980.

GADOTTI, Moacir. História das idéias pedagógicas . 5. ed. São Paulo: Ática, 1997. (Série educação)

LÉVY, Pierre. A conexão planetária : o mercado, o ciberespaço, a consciência. São Paulo: Editora 34, 2001

______. A inteligência coletiva : por uma antropologia do ciberespaço. São Paulo: Loyola, 1998.

MELO NETO, José Francisco de. Educação Popular: uma ontologia. In: SCOCUGLIA, Afonso Celso; MELO NETO, José Francisco de (org.). Educação Popular : outros caminhos. João Pessoa: Universitária/UFPB, 1999. p. 31-74

SCOCUGLIA, Afonso Celso. A história das idéias de Paulo Freire e a atual crise de paradigmas . 2. ed. João Pessoa: Universitária/UFPB, 1999.

SOUZA, Ana de Fátima. As árvores do conhecimento. Rev. Galileu , São Paulo, ano 12, n. 142, p. 48-49, maio 2003.