UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - UNIRIO

COMISSÃO PRÓPRIA DE AVALIAÇÃO - CPA

 

 

 

 

                                                                                             

 

 

 

Projeto de

Auto-Avaliação Institucional

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dezembro /  2004

 

 

COMISSÃO PRÓPRIA DE AVALIAÇÃO

 

LUIZ CLEBER GAK- Coordenador da CPA - Professor Adjunto IV

NILCI DA SILVA GUIMARÃES-  Professora Adjunta IV

SÉRGIO RICARDO DOS SANTOS- Professor Assistente III

FELISBERTO JOSÉ BRAGA DE ALMEIDA, Professor Adjunto IV

EVELYN GOYANNES DILL ORRICO Professora Adjunta II

SUELI BARBOSA THOMAZ, Professora Adjunta III

CLÁUDIA DE OLIVEIRA FERNANDES, Professora Adjunta I

ROBERTO VIANNA DA SILVA, Secretário Executivo, Classe S, Padrão III

MARIA DE LOURDES DE  A. ALENCAR, Aux. Administrativo, Classe S, Padrão III LUIGI BATAGLIA, Técnico em  Assuntos Educacionais, Classe S, Padrão III

WANISE LINS GUANABARA, Secretária Executiva, Classe S, Padrão III

VIVIANE BECKER NARVAEZ - Discente

FERNANDO DRUMMOND FERNANDES- Discente

RAPHAEL MONTECHIARI – Discente

NORMANDA FREITAS LIRA – Representante da sociedade civil organizada -  Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN

LUCIANO VIVEIROS DE PAULA – Representante da sociedade civil organizada - Seccional do Rio de Janeiro, da Ordem dos Advogados do Brasil

LUIZ EDUARDO OLIVEIRA DOS SANTOS – Representante da sociedade civil organizada -  Serviço Franciscano de Solidariedade - Sefras e Educafro - Educação de afro-descendentes e carentes.


Sumário

 

1.     Introdução. 4

2.     Marco Referencial 5

3.     Justificativa. 7

4.     Objetivos. 8

5.     Metodologia. 8

Dimensões da Avaliação. 11

5.1 A missão e o Plano de Desenvolvimento Institucional 11

5.2 A política para o ensino, a pesquisa, a pós-graduação, a extensão e as respectivas normas de operacionalização, incluídos os procedimentos para estímulo à produção acadêmica, as bolsas de pesquisa, de monitoria e demais modalidades. 12

5.3 A responsabilidade social da instituição, considerada especialmente no que se refere à sua contribuição em relação à inclusão social, ao desenvolvimento econômico e social, à defesa do meio ambiente, da memória cultural, da produção artística e do patrimônio cultural 14

5.4 A comunicação com a sociedade. 15

5.5 A políticas de pessoal, de carreiras do corpo docente e corpo técnico-administrativo, seu aperfeiçoamento, desenvolvimento profissional e suas condições de trabalho. 15

5.6 Organização e gestão da instituição, especialmente o funcionamento e representatividade dos colegiados, sua independência e autonomia na relação com a mantenedora, e a participação dos segmentos da comunidade universitária nos processos decisórios. 16

5.7 Infra-estrutura física, especialmente a de ensino e de pesquisa, biblioteca, recursos de informação e comunicação. 17

5.8 Planejamento e avaliação, especialmente em relação aos processos, resultados e eficácia da auto-avaliação institucional 18

5.9 Políticas de atendimento aos estudantes e egressos. 19

5.10 Sustentabilidade financeira, tendo em vista o significado social da continuidade dos compromissos na oferta da educação superior 20

6.     Cronograma. 23

7.     Resultados Esperados. 24

8.     Bibliografia. 25

 

 

 

1.      Introdução

 

O presente documento apresenta a proposta de auto-avaliação institucional da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO.

           

A proposta integra-se ao Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), Criado pela Lei n° 10.861, de 14 de abril de 2004, em seus seguintes componentes principais: a avaliação das instituições e dos cursos. O projeto de auto-avaliação desta Universidade, em consonância com as orientações do MEC,  avaliará os aspectos relacionados aos seguintes eixos: o ensino, a pesquisa, a extensão, a responsabilidade social, o desempenho dos alunos, a gestão da instituição, o corpo docente, as instalações, dentre outros.

 

Com os resultados da auto-avaliação, será possível traçar um panorama da qualidade dos cursos oferecidos pela Universidade, bem como analisar se sua missão está de fato se realizando, visando a tomar decisões, tendo em vista o aperfeiçoamento da Universidade como um todo.

 

Partimos do pressuposto de que a avaliação é uma leitura orientada da realidade (Hadji, 1993; 2001), segundo critérios pré-estabelecidos, de acordo com nossos padrões de qualidade. Dessa forma, acreditamos que a finalidade última da avaliação não seja classificar, nem tão pouco selecionar e excluir, mas que os resultados possam ser analisados a fim de que sejam propostos caminhos, metas, estratégias que vão ao encontro de nossas intenções educativas e responsabilidades sociais.

 

Nossa proposição de auto-avaliação se justifica e se transforma em uma necessidade por ser um direito da população que a subvenciona, distinguindo-se, assim, da proposição de um estado avaliador (Almerindo Janela, 2000).  De modo que, não interessa apenas ao Estado, mas muito mais à população e, para tanto, deve se constituir em compromisso da Universidade e dos intelectuais que a compõem, ultrapassar a crítica e construir uma avaliação concernente com os ideais de uma sociedade justa e democrática.

 

2.      Marco Referencial

 

A avaliação institucional contribui significativamente para que a Universidade repense suas práticas administrativas, técnicas, educativas e sociais, ao mesmo tempo em que reflete o seu papel na sociedade como produtora e socializadora de um saber capaz de compreender e transformar a realidade.

 

Longe de um processo no qual a premiação, a punição ou a neutralidade são a tônica, a avaliação institucional busca um crescimento da Universidade como um todo, como uma prática multifacetada, contínua, processual e dinâmica. Nesse contexto, um estudo crítico é importante para o conhecimento da comunidade acadêmica.

 

A avaliação não pode ser tratada de forma dicotomizada, como se a universidade existisse fora de uma totalidade social e histórica mais ampla e se constituísse como uma entidade independente do social.

 

Pode-se afirmar, segundo Sobrinho (1998), que a Universidade é uma totalidade complexa que não resulta de justaposições de partes desconectadas.

 

Afirma esse autor, por exemplo, que números, na produção científica, isoladamente, não dizem nada a respeito da qualidade da pesquisa, sua relevância social, sua articulação com o ensino, seu papel na formação e no desenvolvimento das novas gerações, sua adequação aos projetos e à missão da Universidade, sendo fundamental compreender as relações, para compreender a realidade como unidade complexa.

 

Acredita-se que a avaliação é um instrumento de mudança de cultura da Universidade. Cultura no sentido usado por Geertz (1989): a teia de significados construída pelo homem. É, também, uma intervenção política, ética, pedagógica na busca de uma apurada análise da realidade.

 

É um processo de reflexão sistemática, metódica, organizada e intencional, que permite à Universidade voltar-se a si mesma na busca da qualidade da Educação e tornar-se mais transparente e comprometida com as transformações sociais. Tal avaliação sistemática não poderá se transformar em apenas mais um objeto de estudo acadêmico, mas deverá usar a comunicação como instrumento, para  socializar  os problemas, os desafios, assim como propor as intervenções necessárias.

 

Como lembra Both (1997p, 34): a avaliação institucional cabe ser visualizada como afirmação duradoura em busca de uma qualidade compatível entre a filosofia institucional e a realidade social.

 

Ou, ainda, no dizer de Sobrinho (2000): a avaliação institucional como busca de compreensão de conjunto e como ação intencional para construir os nexos e relações entre estruturas e dimensões do objeto.

 

Lembra, ainda, esse autor que a avaliação não é somente uma dinâmica de conhecimento de determinados aspectos selecionados, mas, sobretudo, um esforço coletivo de compreensão do todo, através da articulação das diversas dimensões da instituição, e de construção da integração onde esta não exista.

 

Portanto, importa um trabalho de participação de todos os segmentos da Universidade de modo a responder: Quem somos? Como estão nossos cursos? O que pretendemos para a nossa Universidade? Qual nossa responsabilidade social?

 

            Entendemos que a avaliação não é uma atividade meramente técnica, cuja principal questão seja a formulação de metodologias e técnicas adequadas. A questão primeira de um processo de avaliação encontra-se na sua concepção e nas suas finalidades. No entanto, entendemos que os procedimentos metodológicos espelham uma certa concepção de avaliação. A metodologia da avaliação será capaz de desencadear um processo democrático e participativo se seus procedimentos e instrumentos concorrerem para tal. Sendo assim, o conceito de avaliação, assumido pela UNIRIO, se insere no marco teórico e referencial dessa proposta.

 

            A avaliação institucional, cuja finalidade é a transformação da realidade e não a criação de rankings, preocupa-se em “proporcionar uma salutar conscientização” da instituição sobre si mesma (Hadji, 2001, p.18). Tratando-se de avaliação institucional, o processo avaliativo deve auxiliar a instituição a se desenvolver em seu projeto pedagógico.

 

Sabe-se que a avaliação institucional é parte integrante do projeto pedagógico da Universidade, ao mesmo tempo em que se constitui como objeto da avaliação. Para tanto, a Missão institucional, o Projeto Pedagógico e o Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI são marcos referenciais necessários ao processo de avaliação.

 

Nesse aspecto, os marcos doutrinários da Universidade voltados para o compromisso social, a indissociabilidade ensino-pesquisa-extensão e a integração de atividades-meio e atividades-fins são princípios norteadores.

 

 

3.      Justificativa

 

            O projeto de avaliação institucional na UNIRIO tem como justificativa:

 

§         A fundamentação legal na  Lei n° 10.861, de 14 de abril de 2004 que regulamenta o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) como o novo instrumento de avaliação superior do MEC/Inep;

 

§         A concepção acerca da auto-avaliação institucional não somente na perspectiva do Estado, mas também, como expressão de uma política de gestão da atual Reitoria, numa visão democrática de construção no interior da Academia e a determinação na busca da autonomia, da participação e do consenso.

 

            Essa proposta deve buscar a objetividade, respeitar a contextualização, e incentivar a busca pelo auto-conhecimento, a coerência interna, a fim de validar seus referenciais e assegurar a relevância dos resultados e as estratégias de ação a partir destes.

 

4.      Objetivos

 

            Os objetivos gerais do processo de avaliação são o auto-conhecimento e a tomada de decisão, em todos os níveis e planos da organização e da gestão da UNIRIO.

 Os principais objetivos específicos são:

 

-         Oferecer à Direção Superior e às Unidades Acadêmicas os subsídios necessários para rever ou preparar seus instrumentos legais e normativos (estatutos, regimentos, regulamentos);

-         Produzir e implantar um conjunto de indicadores analíticos que se constituam em ferramenta de planejamento e avaliação de trabalho;

-         Estabelecer estratégias para superação de problemas;

-         Agregar rigor e transparência à alocação de pessoal e de recursos financeiros e materiais – na implementação de Planos, Programas e Projetos;

-         Instaurar uma cultura de auto-avaliação institucional;

-         Gerar nos membros da comunidade acadêmica a responsabilidade pela qualidade da instituição em suas diversas dimensões.

 

 

5.      Metodologia

 

A metodologia deve seguir os princípios norteadores da participação e da sensibilização. Deve ser coerente com a concepção de uma avaliação assumida no marco referencial, a partir de uma abordagem não só quantitativa como também qualitativa. A metodologia deverá envolver procedimentos que sensibilizem a comunidade e que a envolva no processo. Sabemos que, de um modo geral, em nossas instituições,  processos de avaliação quase sempre são fonte de resistência e incômodo. O grande desafio é reverter uma cultura de avaliação e transforma-la em fonte de subsídios para a aprendizagem e auto-conhecimento da própria instituição.

 

Tendo a diversidade da formação dos Centros Acadêmicos e Escolas da UNIRIO como pressuposto da tarefa avaliativa, e considerando a estrutura administrativa que igualmente deve ser contemplada, tomaremos como procedimento metodológico a formação de sub-comissões que devem ser constituídas por pessoas dos próprios centros e por um membro da CPA. O membro da CPA que fará parte de cada sub-comissão deve, preferencialmente, fazer parte do próprio centro, ou de temática afim – no caso dos representantes da sociedade civil – com o propósito, dentre outros, de fornecer orientações  às sub-comissões, uma vez que estará participando do processo de dentro da própria CPA. Cada sub-comissão trabalhará com as dez dimensões constantes desse projeto, recomendadas pelo documento que dá as bases para as orientações gerais para o roteiro de auto-avaliação das instituições.

 

Também pela especificidade da estrutura organizacional da UNIRIO, a metodologia implicará num projeto piloto, com prazo curto e determinado para se desenvolver, com uma Escola que se candidate para tal. Esse procedimento serve para que avaliemos os acertos e erros, façamos os ajustes necessários e também para que, ao longo do desenvolvimento do projeto piloto, possamos envolver a comunidade no processo mais abrangente de auto-avaliação, perseguindo o objetivo de instaurar uma cultura de avaliação institucional que seja positiva, democrática e de ampla participação. Ainda nesse primeiro momento de implantação e concretização do projeto piloto, serão promovidos debates e fóruns de informação e análise do processo.

 

Uma vez terminado o projeto piloto e feitos os ajustes necessários, todas as demais  escolas serão incorporadas ao processo de auto-avaliação.

 

Os Instrumentos que serão utilizados nessa fase piloto deverão contemplar indicadores quantitativos e qualitativos. Dessa forma, serão realizadas entrevistas com membros responsáveis pelos departamentos relacionados às Escolas, com uma porcentagem representativa de professores, membros técnico-administrativos e discentes, seguindo-se as dez dimensões propostas no documento da CPA. Além disso, serão aplicados questionários para análise do tipo survey, com todos os membros da escola. Também serão realizadas análise documental e observação pelos membros da sub-comissão. Ao longo desse processo piloto, serão realizados dois fóruns de debate com os membros da escola: inicialmente para informar acerca dos procedimentos e objetivos e ao final para analisar e interpretar os resultados. Estes procedimentos serão contemplados com o processo que envolverá toda a comunidade. No entanto, serão realizados mais fóruns de debates ao longo do processo.

Todo o processo - tanto o projeto piloto, quanto o geral - envolverá as seguintes etapas, de acordo com o Roteiro de Auto Avaliação Institucional – 2004:

 

A.     Etapa de preparação

·        Elaborar projeto de avaliação (definição de objetivos, estratégias, metodologia, recursos e cronograma);

·        Constituição das sub-comissões ;

·        Sensibilização interna / envolvimento da comunidade acadêmica (reuniões, seminários, comissões);

 

B.     Desenvolvimento

·        Reunião para escolha da escola que fará parte do projeto piloto;

·        Construção dos instrumentos (elaboração da sub-comissão, considerando as especificidades de seu Centro, segundo as orientações da CPA e do roteiro que contém dez dimensões);

·        Levantamento dos dados e informações (pela sub-comissão responsável e pelo membro da CPA);

·        Análise dos dados – relatórios parciais (pela sub-comissão responsável e pelo membro da CPA);

·        Sensibilização da comunidade (divulgação dos dados parciais – reuniões, plenárias, fóruns de debates, etc.);

·        Balanço crítico do processo, ao longo do processo.

 

C.    Consolidação

·        Relatório final (pela CPA);

·        Divulgação (através de diferentes meios);

·        Balanço crítico (reflexão sobre o processo visando a continuidade / meta - avaliação. Pela CPA e comunidade).

 

Dimensões da Avaliação

 

A partir da orientação geral para o roteiro da auto-avaliação, o presente projeto trabalhará com as seguintes dimensões e indicadores, de acordo com a lei n.º 10.861 de 14 de abril de 2004.

 

5.1 A missão e o Plano de Desenvolvimento Institucional

 

5.1.1.  Núcleo básico e comum:

Ø     finalidades, objetivos e compromissos da IES, explicitados em documentos oficiais;

Ø     concretização das práticas pedagógicas e administrativas e suas relações com os objetivos centrais da Instituição, identificando resultados, dificuldades, carências, possibilidades e potencialidades;

Ø     características básicas do Plano de Desenvolvimento Institucional e suas relações com o contexto social e econômico em que a IES está inserida;

Ø     articulação entre o Plano de Desenvolvimento Institucional e o Projeto Pedagógico Institucional no que diz respeito às atividades de ensino, pesquisa, extensão, gestão acadêmica, gestão de avaliação institucional.

 

5.2 A política para o ensino, a pesquisa, a pós-graduação, a extensão e as respectivas normas de operacionalização, incluídos os procedimentos para estímulo à produção acadêmica, as bolsas de pesquisa, de monitoria e demais modalidades

 

5.2.1       ENSINO

5.2.1.1            Núcleo básico e comum:

Ø      Concepção de currículo e organização didático-pedagógica (métodos, metodologias, planos de ensino e de aprendizagem e avaliação da aprendizagem) de acordo com os fins da instituição, as diretrizes curriculares e a inovação da área;

Ø     Práticas pedagógicas, considerando a relação entre a transmissão de informações e utilização de processos participativos de construção do conhecimento.

Ø     Pertinência dos currículos (concepção e prática), tendo em vista os objetivos institucionais, as demandas sociais (científicas, econômicas, culturais etc.) e as necessidades individuais;

Ø     Práticas institucionais que estimulam a melhoria do ensino, a formação docente, o apoio ao estudante, a interdisciplinaridade, as inovações didático-pedagógicas e o uso das novas tecnologias no ensino.

 

 

5.2.2       PESQUISA

5.2.2.1            Núcleo básico e comum:

Ø     Relevância social e científica da pesquisa em relação aos objetivos institucionais, tendo como referência as publicações científicas, técnicas e artísticas, patentes, produção de teses, organização de eventos científicos, realização de intercâmbios e cooperação com outras instituições nacionais e internacionais, formação de grupos de pesquisa, política de investigação e políticas de difusão dessas produções;

Ø     Vínculos e contribuição da pesquisa para o desenvolvimento local/regional;

Ø     Políticas e práticas institucionais de pesquisa para a formação de pesquisadores (inclusive iniciação científica);

Ø     Articulação da pesquisa com as demais atividades acadêmicas;

Ø     Critérios para o desenvolvimento da pesquisa, participação dos Pesquisadores em  eventos acadêmicos, publicação e divulgação dos trabalhos.

 

 

5.2.3       EXTENSÃO

5.2.3.1            Núcleo básico e comum:

Ø      Concepção de extensão e de intervenção social afirmada no Plano de Desenvolvimento Institucional;

Ø      Articulação das atividades de extensão com o ensino e a pesquisa e com as necessidades e demandas do entorno social;

Ø      Participação dos estudantes nas ações de extensão e intervenção social e o respectivo impacto em sua formação.

 

 

5.2.4       PÓS-GRADUAÇÃO (stricto e latu sensu)

5.2.4.1            Núcleo básico e comum:

Ø      Políticas institucionais para criação, expansão e manutenção da pós-graduação lato e stricto sensu;

Ø      Política de melhoria da qualidade da pós-graduação;

Ø      Integração entre graduação e pós-graduação;

Ø      Formação de pesquisadores e de profissionais para o magistério superior.

 

 

5.3 A responsabilidade social da instituição, considerada especialmente no que se refere à sua contribuição em relação à inclusão social, ao desenvolvimento econômico e social, à defesa do meio ambiente, da memória cultural, da produção artística e do patrimônio cultural

 

5.3.1.     Núcleo básico e comum:

Ø      Transferência de conhecimento e importância social das ações universitárias e impactos das atividades científicas, técnicas e culturais, para o desenvolvimento regional e nacional;

Ø      Natureza das relações com o setor público, com o setor produtivo e com o mercado de trabalho e com instituições sociais, culturais e educativas de todos os níveis;

Ø      Ações voltadas ao desenvolvimento da democracia, promoção da cidadania, de atenção a setores sociais excluídos, políticas de ação afirmativa etc;

 

 

5.4 A comunicação com a sociedade

 

5.4.1.     Núcleo básico e comum:

Ø      Estratégias, recursos e qualidade da comunicação interna e externa;

Ø      Imagem pública da instituição nos meios de comunicação social.

 

 

5.5 A políticas de pessoal, de carreiras do corpo docente e corpo técnico-administrativo, seu aperfeiçoamento, desenvolvimento profissional e suas condições de trabalho

 

5.5.1.     Núcleo básico e comum:

Ø      Planos de carreira regulamentados para docentes e funcionários técnico-administrativos com critérios claros de admissão e de progressão;

Ø      Programas de qualificação profissional e de melhoria da qualidade de vida de docentes e funcionários técnico-administrativos;

Ø      Clima institucional, relações interpessoais, estrutura de poder, graus de satisfação pessoal e profissional;

 

5.6 Organização e gestão da instituição, especialmente o funcionamento e representatividade dos colegiados, sua independência e autonomia na relação com a mantenedora, e a participação dos segmentos da comunidade universitária nos processos decisórios

 

5.6.1.     Núcleo básico e comum:

Ø      Existência de plano de gestão e/ou plano de metas: adequação da gestão ao cumprimento dos objetivos e projetos institucionais e coerência com a estrutura organizacional oficial e real;

Ø      Funcionamento, composição e atribuição dos órgãos colegiados;

Ø      Uso da gestão e tomadas de decisão institucionais em relação às finalidades  educativas;

Ø      Uso da gestão estratégica para antecipar problemas e soluções;

Ø      Modos de participação dos atores na gestão (consensual, normativa, burocrática);

Ø      Investimento na comunicação e circulação da informação (privativa da gestão central ou fluida em todos níveis).

 

 

5.7 Infra-estrutura física, especialmente a de ensino e de pesquisa, biblioteca, recursos de informação e comunicação

 

5.7.1       Núcleo básico e comum:

Ø      Adequação da infra-estrutura da instituição (salas de aula, biblioteca);

Ø      laboratórios, áreas de lazer, transporte, hospitais, equipamentos de informática, (rede de informações e outros) em função das atividades de ensino, pesquisa e extensão;

Ø      Políticas institucionais de conservação, atualização, segurança e de estímulo à utilização dos meios em função dos fins;

Ø      Utilização da infra-estrutura no desenvolvimento de práticas pedagógicas inovadoras.

 

 

5.8 Planejamento e avaliação, especialmente em relação aos processos, resultados e eficácia da auto-avaliação institucional

 

5.8.1.     Núcleo básico e comum:

Ø      Adequação e efetividade do (plano estratégico) planejamento geral da instituição e sua relação com o Projeto Pedagógico Institucional e com os projetos pedagógicos dos cursos;

Ø      Procedimentos de avaliação e acompanhamento do planejamento institucional, especialmente das atividades educativas.

 

5.9 Políticas de atendimento aos estudantes e egressos

 

5.9.1 Estudantes

5.9.1.1  Núcleo básico e comum:

Ø      Políticas de acesso, seleção e permanência de estudantes (critérios utilizados, acompanhamento pedagógico, espaço de participação e de convivência) e sua relação com as políticas públicas e com o contexto social;

Ø      Políticas de participação dos estudantes em atividades de ensino (estágios, tutoria), Iniciação Científica, Extensão, avaliação institucional, atividades de intercâmbio estudantil;

Ø      Mecanismos/sistemáticas de estudos e análises dos dados sobre ingressantes, evasão/abandono, tempos médios de conclusão, formaturas, relação professor/aluno e outros estudos tendo em vista a melhoria das atividades educativas;

Ø      acompanhamento de egressos e de criação de oportunidades de formação continuada.

 

5.9.2. Egressos

5.9.2.1. Núcleo básico e comum

Ø      Inserção profissional dos egressos;

Ø      Participação dos egressos na vida da Instituição.

 

 

5.10 Sustentabilidade financeira, tendo em vista o significado social da continuidade dos compromissos na oferta da educação superior

 

5.10.1. Núcleo básico comum

Ø      Sustentabilidade financeira da instituição e políticas de captação e alocação de recursos;

Ø      Políticas direcionadas à aplicação de recursos para programas de ensino, pesquisa e extensão.

 

 

Os indicadores pertencentes a cada dimensão apresentada deverão ser transformados nos itens dos questionários, das entrevistas e dos roteiros de observação e de análise documental. O questionário será único para todas as escolas da universidade e elaborado pela CPA, com a participação das sub-comissões. As entrevistas e os roteiros serão elaborados pelas sub-comissões, analisadas pela CPA, a partir do marco referencial. Dessa forma, estaremos garantindo a necessária homogeneidade a partir da produção de um conjunto de indicadores analíticos a serem reunidos numa grade de análise para agregar rigor e transparência na avaliação da qualidade acadêmica e de gestão da Universidade. Por outro lado, estaremos garantindo o respeito às especificidades de cada centro e escola,  quando indicamos que os instrumentos sejam elaborados em construção entre as sub-comissões e a CPA.  

 

A estrutura metodológica da construção da base referencial parametrizada se vale de recursos analíticos e de escalas de mensuração numérica para fins de posicionamento de cada indicador.

 

Uma vez posicionado, cada indicador terá sua leitura orientada a partir de parâmetros analíticos e estatísticos ou combinados.

 

 


6.     Cronograma

 

ETAPAS DA AUTO-AVALIAÇÃO

2004 - 2005 – 2006

Meses

12

01

02

03

04

05

06

07

08

09

10

11

12

01

02

03

04

1.Elaboração do projeto de auto-avaliação pela CPA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2.Planejamento das atividades de sensibilização

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3. Sensibilização da Comunidade

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

4. Constituição das sub-comissões

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

5. Reunião para escolha da Escola Piloto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

6. Construção dos instrumentos do projeto piloto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

7. Levantamento dos dados do projeto piloto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

8. Análise dos dados do projeto piloto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

9. Devolução dos resultados à Escola Piloto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

10.Construção dos instrumentos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

11. Levantamento dos dados

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

12. Análise dos dados – Relatórios parciais

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

13. Devolução dos resultados à comunidade

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

14. Balanço crítico do processo - parcial

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

15. Consolidação – Relatório final

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

16. Balanço crítico-Meta-avaliação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

7.      Resultados Esperados

 

Uma universidade federal como a UNIRIO justifica sua existência na medida em que oferece à comunidade elevado padrão de ensino, de pesquisa e de extensão nas áreas do saber em que atua.

 

            Há, sem dúvida, uma meta de excelência a ser  preservada e/ou recuperada, considerando que as Escolas isoladas da esfera do ensino público que foram integradas à FEFIEG/FEFIERJ/UNIRIO eram tidas como exemplares em suas áreas de atuação. Os novos cursos, criados a partir dessa consolidação, devem expressar essa meta de excelência.

 

Na medida em que o processo avaliativo for  incorporado à dinâmica da gestão acadêmica e administrativa,  melhor se delineará o perfil da Instituição, melhor se distinguirão as vocações para as quais, por tradição, tende a se inclinar nas diversas áreas do conhecimento na UNIRIO.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

8.      Bibliografia

 

AFONSO, Almerindo Janela. Avaliação Educacional: regulação e emancipação. São Paulo, Ed. Cortez, 2000.

BOTH, I.J. Avaliar a universidade é preciso: agente de modernização administrativa e da educação. Avaliação Institucional. Leituras Complementares. Brasília: UNB/CÁTEDRA/UNESCO, 1997.

BRASIL, MEC. Comissão Especial de Avaliação, SINAES – Bases para uma nova proposta de avaliação da Educação Superior, Brasília, 2003.

FREITAS, Luiz Carlos, BELLONI, Isaura e SOARES, José Francisco. (org.) Avaliação de escolas e universidades. Campinas, Ed. Komedi, 2003.

GEERTZ, Clifford. A Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: 1989.

HADJI, Charles. A Avaliação: regras do jogo – Das intenções aos instrumentos. Porto, Editora Porto, 1994.

________. Avaliação Desmistificada. Porto Alegre, ArtMed, 2001.

 

SOBRINHO, José Dias. Avaliação nas Instituições na perspectiva da Integração. IN:

SOBRINHO & RISTOFF (orgs): Universidade Desconstruída, Avaliação Institucional e Resistência. Florianópolis: Editora Insular, 2000.

____________. Universidade e Avaliação – entre a ética e o mercado. Florianópolis, Ed. Insular, 2002.