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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO
DO RIO DE JANEIRO - UNIRIO
COMISSÃO PRÓPRIA DE AVALIAÇÃO - CPA
Auto-Avaliação Institucional
Dezembro /
2004
COMISSÃO
PRÓPRIA DE AVALIAÇÃO
LUIZ
CLEBER GAK- Coordenador da CPA -
Professor Adjunto IV
NILCI
DA SILVA GUIMARÃES- Professora Adjunta IV
SÉRGIO
RICARDO DOS SANTOS- Professor
Assistente III
FELISBERTO
JOSÉ BRAGA DE ALMEIDA,
Professor Adjunto IV
EVELYN
GOYANNES DILL ORRICO Professora
Adjunta II
SUELI
BARBOSA THOMAZ, Professora Adjunta
III
CLÁUDIA
DE OLIVEIRA FERNANDES, Professora
Adjunta I
ROBERTO
VIANNA DA SILVA, Secretário
Executivo, Classe S, Padrão III
MARIA DE LOURDES DE
A. ALENCAR, Aux. Administrativo, Classe S, Padrão III LUIGI
BATAGLIA, Técnico em Assuntos
Educacionais, Classe S, Padrão III
WANISE
LINS GUANABARA, Secretária Executiva, Classe S, Padrão III
VIVIANE
BECKER NARVAEZ - Discente
FERNANDO
DRUMMOND FERNANDES- Discente
RAPHAEL
MONTECHIARI – Discente
NORMANDA FREITAS LIRA – Representante da sociedade civil organizada
- Instituto do Patrimônio Histórico
e Artístico Nacional – IPHAN
LUCIANO VIVEIROS DE PAULA – Representante da sociedade civil organizada -
Seccional do Rio de Janeiro, da Ordem dos Advogados do Brasil
LUIZ EDUARDO OLIVEIRA DOS SANTOS – Representante da sociedade civil organizada
- Serviço Franciscano de Solidariedade
- Sefras e Educafro - Educação de afro-descendentes e carentes.
Sumário
5.1 A missão e o Plano de Desenvolvimento Institucional
5.4 A comunicação com a sociedade
5.9 Políticas de atendimento aos estudantes e egressos
O presente documento apresenta a proposta
de auto-avaliação institucional da Universidade Federal do Estado do Rio de
Janeiro - UNIRIO.
A proposta integra-se ao Sistema
Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), Criado pela Lei n°
10.861, de 14 de abril de 2004, em seus seguintes componentes principais: a
avaliação das instituições e dos cursos. O projeto de auto-avaliação desta
Universidade, em consonância com as orientações do MEC, avaliará os aspectos relacionados aos seguintes
eixos: o ensino, a pesquisa, a extensão, a responsabilidade social, o
desempenho dos alunos, a gestão da instituição, o corpo docente, as
instalações, dentre outros.
Com
os resultados da auto-avaliação, será possível traçar um panorama da qualidade
dos cursos oferecidos pela Universidade, bem como analisar se sua missão está
de fato se realizando, visando a tomar decisões, tendo em vista o
aperfeiçoamento da Universidade como um todo.
Partimos
do pressuposto de que a avaliação é uma leitura orientada da realidade (Hadji,
1993; 2001), segundo critérios pré-estabelecidos, de acordo com nossos padrões
de qualidade. Dessa forma, acreditamos que a finalidade última da avaliação não
seja classificar, nem tão pouco selecionar e excluir, mas que os resultados
possam ser analisados a fim de que sejam propostos caminhos, metas, estratégias
que vão ao encontro de nossas intenções educativas e responsabilidades sociais.
Nossa
proposição de auto-avaliação se justifica e se transforma em uma necessidade
por ser um direito da população que a subvenciona, distinguindo-se, assim, da
proposição de um estado avaliador (Almerindo Janela, 2000). De modo que, não interessa apenas ao Estado,
mas muito mais à população e, para tanto, deve se constituir em compromisso da
Universidade e dos intelectuais que a compõem, ultrapassar a crítica e
construir uma avaliação concernente com os ideais de uma sociedade justa e
democrática.
A avaliação institucional contribui
significativamente para que a Universidade repense suas práticas
administrativas, técnicas, educativas e sociais, ao mesmo tempo em que reflete
o seu papel na sociedade como produtora e socializadora de um saber capaz de
compreender e transformar a realidade.
Longe
de um processo no qual a premiação, a punição ou a neutralidade são a tônica, a
avaliação institucional busca um crescimento da Universidade como um todo, como
uma prática multifacetada, contínua, processual e dinâmica. Nesse contexto, um
estudo crítico é importante para o conhecimento da comunidade acadêmica.
A
avaliação não pode ser tratada de forma dicotomizada, como se a universidade
existisse fora de uma totalidade social e histórica mais ampla e se
constituísse como uma entidade independente do social.
Pode-se
afirmar, segundo Sobrinho (1998), que a Universidade é uma totalidade complexa
que não resulta de justaposições de partes desconectadas.
Afirma
esse autor, por exemplo, que números, na produção científica, isoladamente, não
dizem nada a respeito da qualidade da pesquisa, sua relevância social, sua
articulação com o ensino, seu papel na formação e no desenvolvimento das novas
gerações, sua adequação aos projetos e à missão da Universidade, sendo
fundamental compreender as relações, para compreender a realidade como unidade
complexa.
Acredita-se
que a avaliação é um instrumento de mudança de cultura da Universidade. Cultura
no sentido usado por Geertz (1989): a teia de significados construída pelo
homem. É, também, uma intervenção política, ética, pedagógica na busca de uma
apurada análise da realidade.
É
um processo de reflexão sistemática, metódica, organizada e intencional, que
permite à Universidade voltar-se a si mesma na busca da qualidade da Educação e
tornar-se mais transparente e comprometida com as transformações sociais. Tal
avaliação sistemática não poderá se transformar em apenas mais um objeto de
estudo acadêmico, mas deverá usar a comunicação como instrumento, para socializar
os problemas, os desafios, assim como propor as intervenções
necessárias.
Como
lembra Both (1997p, 34): a avaliação
institucional cabe ser visualizada como afirmação duradoura em busca de uma
qualidade compatível entre a filosofia institucional e a realidade social.
Ou,
ainda, no dizer de Sobrinho (2000): a
avaliação institucional como busca de compreensão de conjunto e como ação
intencional para construir os nexos e relações entre estruturas e dimensões do
objeto.
Lembra,
ainda, esse autor que a avaliação não é somente uma dinâmica de conhecimento de
determinados aspectos selecionados, mas, sobretudo, um esforço coletivo de
compreensão do todo, através da articulação das diversas dimensões da
instituição, e de construção da integração onde esta não exista.
Portanto,
importa um trabalho de participação de todos os segmentos da Universidade de
modo a responder: Quem somos? Como estão nossos cursos? O que pretendemos para
a nossa Universidade? Qual nossa responsabilidade social?
Entendemos
que a avaliação não é uma atividade meramente técnica, cuja principal questão
seja a formulação de metodologias e técnicas adequadas. A questão primeira de
um processo de avaliação encontra-se na sua concepção e nas suas finalidades.
No entanto, entendemos que os procedimentos metodológicos espelham uma certa
concepção de avaliação. A metodologia da avaliação será capaz de desencadear um
processo democrático e participativo se seus procedimentos e instrumentos
concorrerem para tal. Sendo assim, o conceito de avaliação, assumido pela
UNIRIO, se insere no marco teórico e referencial dessa proposta.
A
avaliação institucional, cuja finalidade é a transformação da realidade e não a
criação de rankings, preocupa-se em “proporcionar uma salutar
conscientização” da instituição sobre si mesma (Hadji, 2001, p.18). Tratando-se
de avaliação institucional, o processo avaliativo deve auxiliar a instituição a
se desenvolver em seu projeto pedagógico.
Sabe-se
que a avaliação institucional é parte integrante do projeto pedagógico da
Universidade, ao mesmo tempo em que se constitui como objeto da avaliação. Para
tanto, a Missão institucional, o Projeto Pedagógico e o Plano de
Desenvolvimento Institucional – PDI são marcos referenciais necessários ao
processo de avaliação.
Nesse
aspecto, os marcos doutrinários da Universidade voltados para o compromisso
social, a indissociabilidade ensino-pesquisa-extensão e a integração de
atividades-meio e atividades-fins são princípios norteadores.
O projeto de
avaliação institucional na UNIRIO tem como justificativa:
§
A fundamentação legal
na Lei n° 10.861, de 14 de abril de
2004 que regulamenta o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior
(Sinaes) como o novo instrumento de avaliação superior do MEC/Inep;
§
A concepção acerca da
auto-avaliação institucional não somente na perspectiva do Estado, mas também,
como expressão de uma política de gestão da atual Reitoria, numa visão
democrática de construção no interior da Academia e a determinação na busca da
autonomia, da participação e do consenso.
Essa
proposta deve buscar a objetividade, respeitar a contextualização, e incentivar a busca pelo auto-conhecimento, a
coerência interna, a fim de validar seus referenciais e assegurar a relevância
dos resultados e as estratégias de ação a partir destes.
Os
objetivos gerais do processo de avaliação são o auto-conhecimento e a tomada de
decisão, em todos os níveis e planos da organização e da gestão da UNIRIO.
Os principais objetivos específicos são:
-
Oferecer à Direção
Superior e às Unidades Acadêmicas os subsídios necessários para rever ou
preparar seus instrumentos legais e normativos (estatutos, regimentos,
regulamentos);
-
Produzir e implantar um
conjunto de indicadores analíticos que se constituam em ferramenta de
planejamento e avaliação de trabalho;
-
Estabelecer estratégias
para superação de problemas;
-
Agregar rigor e
transparência à alocação de pessoal e de recursos financeiros e materiais – na
implementação de Planos, Programas e Projetos;
-
Instaurar uma cultura
de auto-avaliação institucional;
-
Gerar nos membros da
comunidade acadêmica a responsabilidade pela qualidade da instituição em suas
diversas dimensões.
A metodologia deve seguir os princípios norteadores da participação e da
sensibilização. Deve ser coerente com a concepção de uma avaliação assumida no
marco referencial, a partir de uma abordagem não só quantitativa como também
qualitativa. A metodologia deverá envolver procedimentos que sensibilizem a
comunidade e que a envolva no processo. Sabemos que, de um modo geral, em
nossas instituições, processos de
avaliação quase sempre são fonte de resistência e incômodo. O grande desafio é
reverter uma cultura de avaliação e transforma-la em fonte de subsídios para a
aprendizagem e auto-conhecimento da própria instituição.
Tendo a diversidade da
formação dos Centros Acadêmicos e Escolas da UNIRIO como pressuposto da tarefa
avaliativa, e considerando a estrutura administrativa que igualmente deve ser
contemplada, tomaremos como procedimento metodológico a formação de sub-comissões
que devem ser constituídas por pessoas dos próprios centros e por um membro da
CPA. O membro da CPA que fará parte de cada sub-comissão deve,
preferencialmente, fazer parte do próprio centro, ou de temática afim – no caso
dos representantes da sociedade civil – com o propósito, dentre outros, de
fornecer orientações às sub-comissões,
uma vez que estará participando do processo de dentro da própria CPA. Cada
sub-comissão trabalhará com as dez dimensões constantes desse projeto,
recomendadas pelo documento que dá as bases para as orientações gerais para o
roteiro de auto-avaliação das instituições.
Também pela especificidade da estrutura organizacional da UNIRIO, a
metodologia implicará num projeto piloto, com prazo curto e determinado para se
desenvolver, com uma Escola que se candidate para tal. Esse procedimento serve
para que avaliemos os acertos e erros, façamos os ajustes necessários e também
para que, ao longo do desenvolvimento do projeto piloto, possamos envolver a
comunidade no processo mais abrangente de auto-avaliação, perseguindo o
objetivo de instaurar uma cultura de avaliação institucional que seja positiva,
democrática e de ampla participação. Ainda nesse primeiro momento de
implantação e concretização do projeto piloto, serão promovidos debates e
fóruns de informação e análise do processo.
Uma vez terminado o projeto piloto e feitos os ajustes necessários, todas
as demais escolas serão incorporadas ao
processo de auto-avaliação.
Os Instrumentos que serão utilizados
nessa fase piloto deverão contemplar indicadores quantitativos e qualitativos.
Dessa forma, serão realizadas entrevistas com membros responsáveis pelos
departamentos relacionados às Escolas, com uma porcentagem representativa de
professores, membros técnico-administrativos e discentes, seguindo-se as dez
dimensões propostas no documento da CPA. Além disso, serão aplicados
questionários para análise do tipo survey, com todos os membros da
escola. Também serão realizadas análise documental e observação pelos membros
da sub-comissão. Ao longo desse processo piloto, serão realizados dois fóruns
de debate com os membros da escola: inicialmente para informar acerca dos
procedimentos e objetivos e ao final para analisar e interpretar os resultados.
Estes procedimentos serão contemplados com o processo que envolverá toda a
comunidade. No entanto, serão realizados mais fóruns de debates ao longo do
processo.
Todo o processo
- tanto o projeto piloto, quanto o geral - envolverá as seguintes etapas, de
acordo com o Roteiro de Auto Avaliação Institucional – 2004:
A.
Etapa de preparação
·
Elaborar projeto de
avaliação (definição de objetivos, estratégias, metodologia, recursos e
cronograma);
·
Constituição das sub-comissões ;
·
Sensibilização interna
/ envolvimento da comunidade acadêmica (reuniões, seminários, comissões);
B.
Desenvolvimento
·
Reunião para escolha da
escola que fará parte do projeto piloto;
·
Construção dos
instrumentos (elaboração da sub-comissão, considerando as especificidades de
seu Centro, segundo as orientações da CPA e do roteiro que contém dez
dimensões);
·
Levantamento dos dados
e informações (pela sub-comissão responsável e pelo membro da CPA);
·
Análise dos dados –
relatórios parciais (pela sub-comissão responsável e pelo membro da CPA);
·
Sensibilização da
comunidade (divulgação dos dados parciais – reuniões, plenárias, fóruns de
debates, etc.);
·
Balanço crítico do
processo, ao longo do processo.
C.
Consolidação
·
Relatório final (pela
CPA);
·
Divulgação (através de
diferentes meios);
·
Balanço crítico
(reflexão sobre o processo visando a continuidade / meta - avaliação. Pela CPA
e comunidade).
A partir da orientação geral
para o roteiro da auto-avaliação, o presente projeto trabalhará com as
seguintes dimensões e indicadores, de acordo com a lei n.º 10.861 de 14 de
abril de 2004.
5.1.1. Núcleo
básico e comum:
Ø finalidades, objetivos e compromissos da IES,
explicitados em documentos oficiais;
Ø concretização das práticas pedagógicas e
administrativas e suas relações com os objetivos centrais da Instituição,
identificando resultados, dificuldades, carências, possibilidades e
potencialidades;
Ø características básicas do Plano de Desenvolvimento
Institucional e suas relações com o contexto social e econômico em que a IES
está inserida;
Ø articulação entre o Plano de Desenvolvimento
Institucional e o Projeto Pedagógico Institucional no que diz respeito às
atividades de ensino, pesquisa, extensão, gestão acadêmica, gestão de avaliação
institucional.
5.2.1
ENSINO
5.2.1.1
Núcleo básico e comum:
Ø
Concepção de currículo
e organização didático-pedagógica (métodos, metodologias, planos de ensino e de
aprendizagem e avaliação da aprendizagem) de acordo com os fins da instituição,
as diretrizes curriculares e a inovação da área;
Ø Práticas pedagógicas, considerando a relação entre a
transmissão de informações e utilização de processos participativos de construção
do conhecimento.
Ø Pertinência dos currículos (concepção e prática),
tendo em vista os objetivos institucionais, as demandas sociais (científicas,
econômicas, culturais etc.) e as necessidades individuais;
Ø Práticas institucionais que estimulam a melhoria do
ensino, a formação docente, o apoio ao estudante, a interdisciplinaridade, as
inovações didático-pedagógicas e o uso das novas tecnologias no ensino.
5.2.2
PESQUISA
5.2.2.1
Núcleo básico e comum:
Ø Relevância social e científica da pesquisa em relação
aos objetivos institucionais, tendo como referência as publicações científicas,
técnicas e artísticas, patentes, produção de teses, organização de eventos
científicos, realização de intercâmbios e cooperação com outras instituições
nacionais e internacionais, formação de grupos de pesquisa, política de
investigação e políticas de difusão dessas produções;
Ø
Vínculos e contribuição
da pesquisa para o desenvolvimento local/regional;
Ø Políticas e práticas institucionais de pesquisa para
a formação de pesquisadores (inclusive iniciação científica);
Ø
Articulação da pesquisa
com as demais atividades acadêmicas;
Ø Critérios para o desenvolvimento da pesquisa,
participação dos Pesquisadores em
eventos acadêmicos, publicação e divulgação dos trabalhos.
5.2.3
EXTENSÃO
5.2.3.1
Núcleo básico e comum:
Ø Concepção de extensão e de intervenção social
afirmada no Plano de Desenvolvimento Institucional;
Ø Articulação das atividades de extensão com o ensino e
a pesquisa e com as necessidades e demandas do entorno social;
Ø Participação dos estudantes nas ações de extensão e
intervenção social e o respectivo impacto em sua formação.
5.2.4
PÓS-GRADUAÇÃO (stricto e latu sensu)
5.2.4.1
Núcleo básico e comum:
Ø
Políticas
institucionais para criação, expansão e manutenção da pós-graduação lato e stricto sensu;
Ø
Política de melhoria da
qualidade da pós-graduação;
Ø
Integração entre
graduação e pós-graduação;
Ø
Formação de
pesquisadores e de profissionais para o magistério superior.
5.3.1.
Núcleo básico e comum:
Ø Transferência de conhecimento e importância social
das ações universitárias e impactos das atividades científicas, técnicas e
culturais, para o desenvolvimento regional e nacional;
Ø Natureza das relações com o setor público, com o
setor produtivo e com o mercado de trabalho e com instituições sociais,
culturais e educativas de todos os níveis;
Ø Ações voltadas ao desenvolvimento da democracia,
promoção da cidadania, de atenção a setores sociais excluídos, políticas de
ação afirmativa etc;
5.4.1.
Núcleo básico e comum:
Ø
Estratégias, recursos e
qualidade da comunicação interna e externa;
Ø
Imagem pública da
instituição nos meios de comunicação social.
5.5.1.
Núcleo básico e comum:
Ø
Planos de carreira
regulamentados para docentes e funcionários técnico-administrativos com
critérios claros de admissão e de progressão;
Ø
Programas de
qualificação profissional e de melhoria da qualidade de vida de docentes e
funcionários técnico-administrativos;
Ø Clima institucional, relações interpessoais,
estrutura de poder, graus de satisfação pessoal e profissional;
5.6.1.
Núcleo básico e comum:
Ø Existência de plano de gestão e/ou plano de metas:
adequação da gestão ao cumprimento dos objetivos e projetos institucionais e
coerência com a estrutura organizacional oficial e real;
Ø Funcionamento, composição e atribuição dos órgãos
colegiados;
Ø Uso da gestão e tomadas de decisão institucionais em
relação às finalidades educativas;
Ø Uso da gestão estratégica para antecipar problemas e
soluções;
Ø Modos de participação dos atores na gestão
(consensual, normativa, burocrática);
Ø Investimento na comunicação e circulação da
informação (privativa da gestão central ou fluida em todos níveis).
5.7.1
Núcleo básico e comum:
Ø Adequação da infra-estrutura da instituição (salas de
aula, biblioteca);
Ø laboratórios, áreas de lazer, transporte, hospitais,
equipamentos de informática, (rede de informações e outros) em função das
atividades de ensino, pesquisa e extensão;
Ø Políticas institucionais de conservação, atualização,
segurança e de estímulo à utilização dos meios em função dos fins;
Ø Utilização da infra-estrutura no desenvolvimento de
práticas pedagógicas inovadoras.
5.8.1.
Núcleo básico e comum:
Ø Adequação e efetividade do (plano estratégico)
planejamento geral da instituição e sua relação com o Projeto Pedagógico
Institucional e com os projetos pedagógicos dos cursos;
Ø Procedimentos de avaliação e acompanhamento do
planejamento institucional, especialmente das atividades educativas.
5.9.1
Estudantes
5.9.1.1
Núcleo básico e comum:
Ø Políticas de acesso, seleção e permanência de
estudantes (critérios utilizados, acompanhamento pedagógico, espaço de participação
e de convivência) e sua relação com as políticas públicas e com o contexto
social;
Ø Políticas de participação dos estudantes em
atividades de ensino (estágios, tutoria), Iniciação Científica, Extensão,
avaliação institucional, atividades de intercâmbio estudantil;
Ø Mecanismos/sistemáticas de estudos e análises dos
dados sobre ingressantes, evasão/abandono, tempos médios de conclusão,
formaturas, relação professor/aluno e outros estudos tendo em vista a melhoria
das atividades educativas;
Ø acompanhamento de egressos e de criação de
oportunidades de formação continuada.
5.9.2.
Egressos
5.9.2.1.
Núcleo básico e comum
Ø
Inserção profissional
dos egressos;
Ø
Participação dos
egressos na vida da Instituição.
5.10.1.
Núcleo básico comum
Ø Sustentabilidade financeira da instituição e
políticas de captação e alocação de recursos;
Ø Políticas direcionadas à aplicação de recursos para programas
de ensino, pesquisa e extensão.
Os indicadores pertencentes a cada
dimensão apresentada deverão ser transformados nos itens dos questionários, das
entrevistas e dos roteiros de observação e de análise documental. O
questionário será único para todas as escolas da universidade e elaborado pela
CPA, com a participação das sub-comissões. As entrevistas e os roteiros serão
elaborados pelas sub-comissões, analisadas pela CPA, a partir do marco
referencial. Dessa forma, estaremos garantindo a necessária homogeneidade a
partir da produção de um conjunto de indicadores analíticos a serem reunidos
numa grade de análise para agregar rigor e transparência na avaliação da
qualidade acadêmica e de gestão da Universidade. Por outro lado, estaremos
garantindo o respeito às especificidades de cada centro e escola, quando indicamos que os instrumentos sejam
elaborados em construção entre as sub-comissões e a CPA.
A estrutura metodológica da construção da
base referencial parametrizada se vale de recursos analíticos e de escalas de
mensuração numérica para fins de posicionamento de cada indicador.
Uma vez posicionado, cada indicador terá
sua leitura orientada a partir de parâmetros analíticos e estatísticos ou
combinados.
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ETAPAS DA AUTO-AVALIAÇÃO |
2004 - 2005 – 2006 |
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Meses |
12 |
01 |
02 |
03 |
04 |
05 |
06 |
07 |
08 |
09 |
10 |
11 |
12 |
01 |
02 |
03 |
04 |
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1.Elaboração do projeto de
auto-avaliação pela CPA |
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2.Planejamento das atividades de
sensibilização |
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3. Sensibilização da Comunidade |
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4. Constituição das
sub-comissões |
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5. Reunião para escolha da
Escola Piloto |
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6. Construção dos instrumentos
do projeto piloto |
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7. Levantamento dos dados do
projeto piloto |
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8. Análise dos dados do projeto
piloto |
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9. Devolução dos resultados à
Escola Piloto |
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10.Construção dos instrumentos |
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11. Levantamento dos dados |
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12. Análise dos dados –
Relatórios parciais |
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13. Devolução dos resultados à
comunidade |
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14. Balanço crítico do processo
- parcial |
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15. Consolidação – Relatório
final |
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16. Balanço
crítico-Meta-avaliação |
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Uma universidade federal como a UNIRIO justifica sua existência na
medida em que oferece à comunidade elevado padrão de ensino, de pesquisa e de
extensão nas áreas do saber em que atua.
Há,
sem dúvida, uma meta de excelência a ser
preservada e/ou recuperada, considerando que as Escolas isoladas da
esfera do ensino público que foram integradas à FEFIEG/FEFIERJ/UNIRIO eram
tidas como exemplares em suas áreas de atuação. Os novos cursos, criados a
partir dessa consolidação, devem expressar essa meta de excelência.
Na medida em que o processo avaliativo for incorporado à dinâmica da gestão acadêmica e administrativa, melhor se delineará o perfil da Instituição,
melhor se distinguirão as vocações para as quais, por tradição, tende a se
inclinar nas diversas áreas do conhecimento na UNIRIO.
AFONSO, Almerindo Janela. Avaliação Educacional: regulação e
emancipação. São Paulo, Ed. Cortez, 2000.
BOTH, I.J. Avaliar a universidade é preciso: agente de
modernização administrativa e da educação. Avaliação Institucional. Leituras
Complementares. Brasília: UNB/CÁTEDRA/UNESCO, 1997.
BRASIL, MEC. Comissão Especial de Avaliação, SINAES –
Bases para uma nova proposta de avaliação da Educação Superior, Brasília, 2003.
FREITAS, Luiz Carlos, BELLONI, Isaura e SOARES, José
Francisco. (org.) Avaliação de escolas e universidades. Campinas, Ed. Komedi,
2003.
GEERTZ, Clifford. A Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: 1989.
HADJI, Charles. A Avaliação: regras do jogo – Das intenções
aos instrumentos. Porto, Editora Porto, 1994.
________.
Avaliação Desmistificada. Porto Alegre,
ArtMed, 2001.
SOBRINHO, José Dias. Avaliação nas Instituições na
perspectiva da Integração. IN:
SOBRINHO
& RISTOFF (orgs): Universidade Desconstruída, Avaliação Institucional e
Resistência. Florianópolis: Editora Insular, 2000.
____________. Universidade e Avaliação – entre a ética e o
mercado. Florianópolis, Ed. Insular, 2002.