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Malvaviscus arboreus Cav.

Família: MALVACEAE

Nome científico: Malvaviscus arboreus Cav.

Nome popular: malvavisco

 

Malvaviscus arboreus - Canto das Flores 8

Fotos: Ricardo Cardoso Antonio

Malvaviscus arboreus - Canto das Flores 1

Malvaviscus arboreus - Canto das Flores 2

Malvaviscus arboreus - Canto das Flores 3

Malvaviscus arboreus - Canto das Flores 4

Malvaviscus arboreus - Canto das Flores 5

Malvaviscus arboreus - Canto das Flores 6

Malvaviscus arboreus - Canto das Flores 7

Fotos: Sandra Zorat Cordeiro

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Malvaviscus arboreus - Exsicata corrigida 

Foto: Matheus Gimenez Guasti

Barra verde - características

Malvaviscus arboreus, o popular malvavisco, é uma espécie originária da América Central e do norte da América do Sul, cultivada como ornamental nas regiões tropicais e subtropicais de todo o mundo. Por apresentar alta variabilidade morfológica individual, tanto nas populações naturais como nas plantas cultivadas e em espécimes de herbário, é comum encontrar, em referência a esta espécie, a denominação de "Complexo Malvaviscus arboreus", uma vez que não é possível distinguir diferentes unidades taxonômicas entre suas variantes.

O malvavisco se apresenta, comumente, como um arbusto ereto ou trepador, atingindo até 5 m de altura, com caule basal lenhoso, muito ramificado, e ramos distais herbáceos. Possui filotaxia alterna, com folhas longamente pecioladas, de formato variado, geralmente ovalado ou com dois lóbulos laterais pouco proeminentes, com base aguda, ápice acuminado e borda serrada bastante irregular. Tanto os caules, como os pecíolos, lâminas foliares e pedicelos são pubescentes. As flores são pendentes e ocorrem solitárias quando axilares, ou em inflorescências tipo fascículo quando terminais. Possuem epicálice e cálice verdes, ambos pubescentes e campanuladoscorola vermelha, raramente branca, com pétalas espatuladas, ligeiramente expandidas na porção distal, imbricadas, não se abrindo totalmente, com coluna estaminal excedendo o comprimento do tubo da corola. Pelas formas cultivadas paisagisticamente raramente apresentarem frutos, há pouca informação na literatura. As formas selvagens apresentam frutos globosos1, vermelhos, raramente brancos, brilhantes, com epicálice e cálice persistentes.

Pela sua folhagem rústica e pelo seu florescimento abundante e vistoso, atraindo fortemente borboletas e beija-flores, o malvavisco é muito usado como ornamental em projetos paisagísticos, formando cercas-vivas, acompanhando muros ou formando maciços. Mesmo assim, seu cultivo deve ser monitorado, pois o risco de invasão a ambientes naturais é alto: seu crescimento rápido propicia a formação de matas densas que competem com a vegetação nativa. O malvavisco é também uma PANC: suas flores e folhas jovens são comestíveis em saladas; quando secas, podem ser usadas para o preparo de chás; as flores ainda são usadas como ornamentação comestível de pratos e no preparo de geleias. Na medicina tradicional, o malvavisco é usado como anti-inflamatório no tratamento de problemas bucais e também indicado para amenizar problemas respiratórios, como bronquite e tosse. Seu chá é recomendado para  banhos, em caso de doenças de pele, e para problemas gastrointestinais; a mucilagem das flores é indicada em casos de diarreia, podendo ser sugada diretamente das flores. Possui alto teor de vitaminas A, B, C e K, fibras e minerais.

Não bastassem tantos predicados, o malvavisco ainda é uma planta cerimonial. Suas pétalas são usadas na ornamentação de arcos e flechas, na aspersão de líquidos em rituais religiosos e usadas como oferenda nas cerimônias hindus de adoração, as chamadas pujas: as flores vermelhas são oferecidas aos deuses como uma reverência, em troca de sua benevolência. No Candomblé, é considerado uma planta de Omulu, o orixá que domina o território das enfermidades e das curas, sendo usado para banhos de cura em pessoas com enfermidades cutâneas. 

O nome do gênero, Malvaviscus, origina-se da união dos nomes dos gêneros Malva e Viscum. Malva é um gênero de Malvaceae, provém do grego μάλᾰχη (malákhe), de pronúncia parecida com o grego μᾰλάσσω (malás), que significa suavizante, calmante, benevolente, tradicionalmente ligado a algo que pode expulsar o mal por suas propriedades oficinais. Viscum é o nome latino do visco (Viscum album - família Santalaceae), proveniente do grego ἰξός (ixós), uma espécie hemiparasita que possui frutos pegajosos com propriedades medicinais. A união dos dois nomes identifica uma malvácea pegajosa, em referência à substância transparente e viscosa das flores e folhas do malvavisco. Seu epíteto específico, arboreus, indica seu caule lenhoso e porte arbóreo. O nome popular é a forma vulgar do nome genérico. No exterior, dentre outras denominações, é conhecido como wax mallow (malva de cera), Turk's cap (touca de turco), ou sleeping hibiscus (hibisco adormecido) pelo fato das flores estarem sempre fechadas.

Malvavisco. O hibisco adormecido. A bela adormecida do jardim: uma malva viscosa. Flores vermelhas com pétalas de geleia doce embevecendo borboletas e beija-flores. Flores de oferenda enfeitando ramos de folhas que curam. Flores pendentes, como lágrimas açucaradas. Flores semi-cerradas, como olhos, quando simulam torpor e fingem não ver... 

Autoria: Sandra Zorat Cordeiro 

 

1 - Os frutos globosos podem ser vistos em: https://www.flickr.com/photos/benjamincardenas/33390347330/in/photostream/

Barra verde - referências bibliográficas

Acta Plantarum. Etimologia dei nomi botanici e micologici  e corretta accentazione. Disponível em: https://www.actaplantarum.org/etimologia/etimologia.php. Acesso em: 28 Jul. 2020. 

CABI - Invasive Species Compendium. Malvaviscus arboreus (wax mallow). Disponível em: https://www.cabi.org/isc/datasheet/32383. Acesso em: 25 Jul. 2020.

GBIF - Global Biodiversity Information Facility. Malvaviscus arboreus Cav. Disponível em: https://www.gbif.org/species/3152775. Acesso em: 25 Jul. 2020.

Malvaviscus in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB84950. Acesso em: 25 Jul. 2020.

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Mattos, J.R.; Ferreira, C.D.M.; Bovini, M.G. Coelho, M.A.N. Malvaceae – A Família dos Hibiscos. Disponível em: http://aplicacoes.jbrj.gov.br/publica/malvacea_pag_simples.pdf. Acesso em: 28 Jul. 2020.

Pramod, C.; Sivadasan, M.; Anilkumar, N. Ethnobotany of religious and supernatural beliefs of Kurichya of Wayanad District, Kerala, India. Ethnobotany, v. 15, p. 11-18, 2003

Quattrocchi, U. CRC World Dictionary of Medicinal and Poisonous Plants: Common Names, Scientific Names, Eponyms, Synonyms, and Etymology. Reimpressão. Boca Raton: CRC Press. 2012.

Ranieri, G.R. Malvavisco e geleia com suas flores. Disponível em: http://www.matosdecomer.com.br/2017/03/malvavisco-e-geleia-com-suas-flores.html. Acesso em: 28. Jul. 2020.

Schery, R.W. Monograph of MalvaviscusAnnals of the Missouri Botanical Garden, v. 29, n. 1, p. 183-244, 1942.

Turner, B.L.; Mendenhall, M.G. A revision of Malvaviscus (Malvaceae). Annals of the Missouri Botanical Garden, v. 80, n. 2, p. 439-457, 1993.

Vasconcelos, M.O. Curas através do Orún: rituais terapêuticos no Ilê Yemanjá Sàbá Bassamí (Recife) 2006. Tese. (Doutorado em Antropologia) - Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Pernambuco, Recife.

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