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Epiphyllum oxypetalum (DC.) Haw.

Família: CACTACEAE

Nome científico: Epiphyllum oxypetalum (DC.) Haw

Nome popular: dama-da-noite

 

Epiphyllum oxypetallum - Canto das Flores 1

Epiphyllum oxypetallum - Canto das Flores 3

Fotos: Diana Grimmer e Ricardo Cardoso Antonio

Epiphyllum oxypetallum - Canto das Flores - parte vegetativa

Epiphyllum oxypetallum - Canto das Flores 6

Epiphyllum oxypetallum - Canto das Flores 2

Epiphyllum oxypetalum - Canto das Flores 8

Epiphyllum oxypetalum - Canto das Flores 9

Epiphyllum oxypetalum - Canto das Flores - fruto

Fotos: Ricardo Cardoso Antonio

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Epiphyllum oxypetalum - exsicata com etiqueta corrigida

Foto: Matheus Gimenez Guasti

Barra verde - características

Nativa do México e América Central, podendo ser encontrada no nordeste da América do Sul, o Epiphyllum oxypetalum, ou simplesmente, dama-da-noite, é uma espécie que exerce um certo encantamento naqueles que têm a oportunidade de admirá-la florescendo1, tanto pela sua beleza, como pelo seu perfume. Esta dama-da-noite, dentre tantas outras2, é também é conhecida como flor-da-lua, pois floresce apenas duas vezes ao ano, sempre no início de uma Lua Cheia. Por ser extremamente ornamental, seu cultivo é bastante intenso em áreas tropicais e subtropicais, e assim acabou ganhando o status de naturalizada em algumas regiões, como o Brasil, e também na Ásia, como Índia, Sri Lanka, Tailândia, Indonésia, Malásia e China.

Esta espécie da família Cactaceae se apresenta como uma erva, epífita, lenhosa na base, profusamente ramificadas, com filocládios achatados, levemente lanceolados, com margens crenadas e onduladas. A partir das aréolas férteis localizadas nas reentrâncias marginais dos filocládios, desenvolvem-se os botões florais, que podem atingir até 30 cm de comprimento; quando abertas, as flores - que duram apenas uma única noite - atingem cerca de 15 cm de diâmetro, fornecendo um incrível espetáculo visual e olfativo no momento de sua antese, pois são de rara beleza e excepcionalmente perfumadas. As flores são infundibuliformes, com tépalas sepaloides externas, levemente amareladas e tépalas petaloides internas, brancas. Seus estames são numerosos e seu estigma, em formato estrelado, destaca-se no interior da flor. Seus frutos são raros, tipo baga, alongados, de cor avermelhada, com muitas sementes. Além de ornamental, a dama-da-noite é usada na medicina tradicional como tônico estimulante (afrodisíaco) e contra problemas gastrointestinais, menstruais e reumáticos. Estudos fitoquímicos revelaram que seus extratos apresentam alta atividade bactericida.

O nome do gênero, Epiphyllum, origina-se do grego "epi" que significa sobre e "phyllum", que significa folha, numa clara referência às flores: quando esta denominação foi dada, os botânicos da época consideravam que os filocládios eram folhas, de onde as flores pareciam brotar. Hoje, sabe-se que são caules, mas por conta das regras taxonômicas, o nome foi mantido. Já o epíteto específico, oxypetalum, vem do prefixo grego oxy, e do latim petalum, relacionado às suas pétalas, indicando que estas são afiadas, pontiagudas, mas ao mesmo tempo, deslumbrantes e pungentes, adjetivos perfeitos para descrever sua beleza. 

Além do latim botânico, vários idiomas redor do mundo buscam definir e retratar a beleza da dama-da-noite. Na Guatemala, é popularmente chamada de Galán de Noche: "galante à noite"; no Japão, é Gekka Bijin, que significa "mulher bonita sob a lua"; na China, de acordo com uma expressão idiomática tradicional, é chamada de tán huā yī xiàn: "aquele que tem um momento de glória impressionante, porém breve", em uma clara referência a sua antese; no Sri Lanka é conhecida por Kadupul, "a flor do céu" e na Indonésia é Wijaya Kusuma, "a flor do triunfo", mas é na Índia que suas várias denominações refletem o encanto que esta flor desperta.

Lá, a flor-da-lua é conhecida como Nishagandhi, a "rainha-da-noite", Iruludavare, o "lótus noturnoou Brahma Kamal3, do sânscrito, que significa, Lótus de Brahma. De acordo com a superstição local, aqueles que a virem desabrochar terão suas vidas abençoadas por Brahma, o deus hindu da criação. Ela é considerada uma flor sagrada e auspiciosa, e sua sacralidade está intimamente ligada à transitoriedade de sua beleza, já que poucos têm a oportunidade de ver seu esplendor, uma vez que "se abre apenas quando milhões de olhos se fecham para sonhar"4.

Autoria: Sandra Zorat Cordeiro

1- O deslumbrante despertar da dama-da-noite - https://www.facebook.com/107992293913277/posts/167616971284142/?vh=e&d=n 

2 - Existem inúmeras espécies que, pela sua beleza ou fragrância, são popularmente reconhecidas como dama-da-noite 

3 - Em regiões localizadas ao norte da Índia, há também mais duas espécies que são chamadas de Brahma Kamal, a Saussurea obvallata (Asteraceae) e Nelumbo nucifera (Nelumbonaceae), a flor de lótus.

4 - “Once a year, it blooms, when millions of eyes shut to dream!” - https://www.procaffenation.com/why-does-brahma-kamal-bloom-once-a-year/

Barra verde - referências bibliográficas

GIBF - Global Biodiversity Information Facility. Epiphyllum oxypetallum Haw. Disponível em: https://www.gbif.org/species/5384031. Acesso em 11 Mar. 2020.

Haworth, A. H. XVII. A description of the subgenus Epiphyllum. The Philosophical Magazine, v. 6, n. 32, p. 107-110, 1829.

Lim, T.K. Edible Medicinal And Non-Medicinal Plants: vol. 7, Flowers. Dordrecht:Springer. 2013. (p. 638-640).

López, J.G.C.; Cruz, J.E.M.; Montes, A.S.A. Diversidad de cactus de El Salvador. Colección de Historia Natural - Volumen 3. Dirección Nacional de Parimonio Cultural y Natural: San Salvador, 2015.

Lóra, G. Flores da Dama da Noite. Postagem  disponível em: https://www.facebook.com/100017546894934/posts/584586642136227/?d=n. Acesso em: 18 Mar. 2020. 

Purak, I. Indian Botanists. Epiphyllum oxypetalum (Brahmakamal):Orchid Cactus - An interesting plant. Disponível em: http://www.indianbotanists.com/2013/04/epiphyllum-oxypetallum-brahmakamal.html. Acesso em: 19 Mar. 2020.

Quattrocchi, U. 2012. CRC World Dictionary of Medicinal and Poisonous Plants: Common Names, Scientific Names, Eponyms, Synonyms, and Etymology. Reimpressão. Boca Raton: CRC Press.

Upendra, R.S.; Khandelwal, P. Assessment of nutritive values, phytochemical constituents and biotherapeutic potentials of Epiphyllum oxypetalumInternational Journal of Pharmacy and Pharmaceutical Sciences, v. 4, n. 5, p. 420-425, 2012.

Zappi, D.; Taylor, N. Cactaceae in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB1511. Acesso em: 13 Mar. 2020.

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