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Dianthus chinensis L.

Família: CARYOPHYLLACEAE

Nome científico: Dianthus chinensis L.

Nome popular: cravina

 

Dianthus chinensis - Canto das Flores 1

Dianthus chinensis - Canto das Flores 2

Fotos: Ricardo Cardoso Antonio

Dianthus chinensis - Organicidade - Canto das Flores 7

Foto: Alice Worcman - Organicidade

Dianthus chinensis - Canto das Flores 3

Dianthus chinensis - Canto das Flores 4

Dianthus chinensis - Canto das Flores 5

Dianthus chinensis - Canto das Flores 6

Fotos: Sandra Zorat Cordeiro

Barra exsicata

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Dianthus chinensis - Exsicata

Foto: Matheus Gimenez Guasti

Barra verde - características

Dianthus chinensis, a popular cravina, é uma espécie originária da Ásia e do leste europeu, cultivada em todo o mundo pela beleza, graciosidade e colorido de suas flores com pétalas franjadas, extremamente ornamentais. 

Esta espécie se apresenta como uma herbácea de caule cespitoso que pode atingir até 40 cm de altura. Suas folhas possuem filotaxia oposta, são sésseislineares a lanceoladas, de margem inteira, base estreita e ápice acuminado; são cartáceas, cerosas e glabras, de cor verde-azulada, concolores. Suas flores ocorrem solitárias ou em inflorescências cimosas, dependendo da cultivar em questão; as flores são pediceladas, precedidas por brácteas e cálice. A corola é dialipétala, composta usualmente por 5 pétalas com borda franjada, característica do gênero. Podem ser vermelhas, púrpura, rosa, lilás ou brancas, em cores sólidas ou mescladas nestes tons, com o fundo da corola comumente distinto, em contraste com os estames azulados, criando um efeito extremamente gracioso e ornamental. Fruto tipo cápsula com cálice persistente, sementes pretas e globosas. 

São facilmente reconhecidas pelas cores fortes e contrastantes das suas flores e pelo franjado de suas pétalas; sua floração abundante e persistente faz com que seja requisitada como flor de vaso, para formação de maciços ou como borda de canteiros, compondo ambientes românticos e campestres. 

A cravina é considerada uma espécie muito variável morfologicamente, representada nos seus locais de origem tanto pelas plantas selvagens como pelas cultivadas - e suas numerosas cultivares ornamentais. Estudos taxonômicos revelam dificuldade no estabelecimento de chaves que consigam separar adequadamente estas categorias, tornando quase impossível a identificação; feitas estas considerações, a literatura consultada estabelece que Dianthus chinensis é uma espécie tratada num sentido mais amplo, abrangendo as plantas selvagens, suas variações naturais e cultivares. 

Inúmeras cultivaresde Dianthus chinensis são obtidas anualmente na busca de combinações com maior tolerância ambiental, maior durabilidade das flores, maior gama de cores, maior comprimento da franja das pétalas, dentre outras características. A busca de flores que despertem o desejo do consumidor é tão grande que há cultivares onde as flores são conhecidas pela chamada "cor mágica": elas possuem pétalas brancas ou em cores pálidas ao se abrirem e, com o passar do tempo, escurecem e adquirem cores fortes e chamativas. Estas combinações não são baseadas na taxonomia vegetal e sim no sucesso de cultivo e desempenho comercial da planta. Atualmente, pouquíssimas cultivares selvagens de Dianthus chinensis estão no mercado de flores, diante do sucesso das cultivares mais coloridas, resistentes e vistosas. 

Além destas cultivares intraespecíficas, há ainda híbridos interespecíficos de Dianthus sp., resultantes de cruzamentos de duas espécies distintas, geralmente Dianthus barbatus, que compreendem uma vasta quantidade de plantas comercializadas atualmente; eles podem apresentar flores simples (pentâmeras) ou com alterações no número de pétalas, podendo até produzir flores de cores variadas numa mesma planta, com muitas flores por inflorescência, formando buquês. 

A forma selvagem de Dianthus chinensis2 ocorre em harmonia com as formas cultivadas nas suas regiões de origem, na Ásia e Europa. É usualmente encontrada em pastagens, bordas de pradarias e riachos, florestas arenosas e encostas de montanhas. Há mais de 2 mil anos é usada pela medicina tradicional oriental no caso de disfunções do sistemas digestivo e urinário, principalmente cistite, para tratamento de prisão de ventre, febres, cólicas menstruais, tosse e cálculos renais. Possui comprovadas propriedades anti-helmínticas, antibacterianas, anti-inflamatórias, antioxidantes, sudoríferas, hipotensivas, hemostáticas e, mais recentemente, anti-cancerígenas.

Seu nome popular, cravina, é o diminutivo de cravo, uma referência à sua similaridade, em tamanho menor, com a flor do craveiro, Dianthus caryophyllus3, como se fosse uma miniatura. O nome do gênero, Dianthus, que significa flor divina, é uma alteração feita por Linnaeus a partir do nome original, diósanthos, cunhado por Teofrastusa partir da união das palavras gregas Διός (diós) de onde provém a palavra Zeus - deus supremo da mitologia grega, e ἀνθός (anthos) que significa flor. Seu epíteto específico, chinensis, é um epíteto geográfico, indicando seu local de origem, a China. 

Para aqueles que acreditam em deuses, Dianthus chinensis tem algo de sublime... Hastes firmes se elevam na paisagem. Cálices verdes brindam a florada. Pétalas coloridas anunciam o fim do inverno. Franjas recortadas oscilam na suave e ainda gelada brisa. Pequenas divindades ao alcance das mãos... Assim é a cravina. 

 

Autoria: Sandra Zorat Cordeiro 

 

NOTAS

 

1 - Ilustração de uma cultivar de Dianthus chinensis L. na Curti's Botanical Magazine de 1865:

Dianthus chinensis in Curtis Botanical Magazine

Foto: Plant Illustration

 

2 - Dianthus chinensis L. em sua forma selvagem, nas pradarias da Federação Russa

Dianthus chinensis - Olga 

Foto: Olga / Creative Commons BY-NC

 

Dianthus chinensis - Nadezhda Liksakova

Foto: Nadezhda Liksakova / Creative Commons BY-NC

 

Dianthus chinensis - Сергей Квашнин 1

Foto: Сергей Квашнин / Creative Commons BY-NC

 

Dianthus chinensis - Сергей Квашнин 2 

Foto: Сергей Квашнин / Creative Commons BY-NC

 

 3 - Uma das inúmeras cultivares de Dianthus caryophyllus L., o popular cravo

Dianthus caryophyllus - Lindsey Turner 

Foto: Lindsey Turner / Creative Commons BY-NC

 

4 - Teofrastus ou Theophrastus, filósofo grego que viveu entre 372 a.C. e 287 a.C., considerado o "Pai da Botânica" e autor do célebre De Historia Plantarum  - A História das Plantas, com 10 volumes. 

 

* Para conhecer algumas cultivares comerciais de Dianthus chinensis:

  • https://www.sakata.com.br/flores/jardim/dianthus/diamond

 

** Nossos agradecimentos:

  • à Alice Worcman, do Organicidade, pela bela fotos de Dianthus chinensis.

 

Barra verde - referências bibliográficas

Bernal, M.; Lainz, M.; Muñoz Garmendia, F. Flora Ibérica - Dianthus L. Disponível em: http://www.floraiberica.es/floraiberica/texto/pdfs/02_049_35_Dianthus.pdf. Acesso em: 15 Out. 2020.

Caryophyllaceae in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB109765. Acesso em: 15 Out. 2020.

Chandra, S.; Rawat, D.S. Medicinal plants of the family Caryophyllaceae: a review of ethno-medicinal uses and pharmacological properties. Integrative Medicine Research, v. 4, n. 3, p. 123-131, 2015. 

Dansereau, K.; Kessler, J.R.; Lu, W. Greenhouse production of Dianthus. Alabama: Alabama Cooperative Extension System, June, 2007. 7 p. (ANR – 1313). Disponível em: https://ssl.acesag.auburn.edu/pubs/docs/A/ANR-1313/ANR-1313-archive.pdf. Acesso em: 14 Out. 2020 

Dequan, L; Turland, N.J. Dianthus Linnaeus, Sp. Pl. 1: 409. 1753. Flora of China, v. 6, p. 102-107, 2001 e em Flora of China

GBIF - Global Biodiversity Information Facility. Dianthus chinensis L. Disponível em: https://www.gbif.org/species/3085418. Acesso: 05 Set. 2020.

Jardim Botânico da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD)Dianthus chinensis L. Disponível em: https://jb.utad.pt/multimedia/Dianthus_chinensis. Acesso em: 15 Out. 2020.

Lorenzi, H. 2015. Plantas para jardim no Brasil – herbáceas, arbustivas e trepadeiras. 2ª. ed., São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora.

Natural Medicinal Herbs. Dianthus chinensis - Chinese Pink. Disponível em: http://www.naturalmedicinalherbs.net/herbs/d/dianthus-chinensis=chinese-pink.php. Acesso em: 15 Out. 2020.

Quattrocchi, U. CRC World Dictionary of Medicinal and Poisonous Plants: Common Names, Scientific Names, Eponyms, Synonyms, and Etymology. Reimpressão. Boca Raton: CRC Press. 2012.

Queiroz, J.R.G. Seletividade do herbicida oxyfluorfen para as plantas ornamentais Dianthus chinensis L. e Tagetes erecta L. 2011. Dissertação (Mestrado em Agronomia) - Universidade Estadual Paulista - UNESP. Ilha Solteira, SP.

Schwab, N.T. Disponibilidade hídrica no cultivo de cravina em vasos com substrato de cinzas de casca de arroz. 2011. Dissertação (Mestrado em Engenharia Agrícola) - Universidade Federal de Santa Maria - UFSM, Santa Maria, RS.

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